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Divulgada lista de organizações sociais contempladas pelo Prêmio Cidadania na Periferia

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RECONHECIMENTO

Fruto de parceria entre a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, reconhecimento vai destinar R$ 50 mil a cada projeto selecionado

Todas as regiões do país foram contempladas pelo Prêmio Cidadania na Periferia. Com investimento na ordem de R$ 6 milhões, a ação é resultado de parceria entre a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e reconhece projetos que se destaquem em temas pela garantia dos direitos fundamentais em favelas brasileiras.

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As organizações sociais contempladas integram os eixos Comunicação comunitária e educação popular em Direitos Humanos, Cidadania LGBTQIA+, Acessibilidade e participação social de pessoas com Deficiência, Proteção integral de crianças e adolescentes, Educação para toda vida: iniciativas baseadas na educação popular para pessoas idosas e Soluções comunitárias para segurança alimentar e alimentação saudável.

Para Anna Karla Pereira, chefe da Assessoria Especial de Participação Social do MDHC, o prêmio indica avanços na retomada da participação social no âmbito do Poder Executivo Federal. “São organizações historicamente invisibilizadas nas periferias e favelas. Isso reforça compromisso institucional com a garantia de direitos humanos”, reflete a gestora, indicando que a política pública aproxima a instituição dos territórios brasileiros.

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Confira os resultados:

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Ata da Comissão de Seleção

Espelho de Notas Finais

Iniciativas Contempladas
O PRÊMIO – O Cidadania na Periferia tem o objetivo de potencializar, reconhecer, valorizar e premiar projetos em andamento, protagonizados pela população periférica, que contribuem para a efetividade dos direitos humanos e da cidadania nos seus territórios. A iniciativa surgiu a partir das escutas realizadas pelo ministro Silvio Almeida em periferias brasileiras e da interlocução com parceiros que atuam junto à população periférica.

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Entre as finalidades, o prêmio contempla também o papel fundamental de comunicadores e comunicadoras comunitárias no enfrentamento à desinformação e na promoção de direitos, além de reconhecer a necessidade de diálogo do governo federal com organizações, grupos e lideranças periféricas.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Politica

Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda

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Eleitoras enfrentam barreiras de engajamento e a polarização em meio a discursos que tentam desacreditar sua força

As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).

Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.

A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

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Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.

Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.

Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.

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FONTE:

brasildefato

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