Diversas
Goinfra e PM reforçam segurança nas rodovias durante Carnaval
Ações de fiscalização e conscientização visam redução de acidentes em período de alto fluxo
Com a mensagem “Alegria na folia, responsabilidade na rodovia”, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) e o Comando de Policiamento Rodoviário (CPR) da Polícia Militar promovem, ao longo do feriado de Carnaval, ações educativas nas rodovias estaduais para conscientizar a população e prevenir acidentes de trânsito. O projeto teve início nesta sexta-feira (28/02), no Posto do Batalhão Rodoviário da GO-080, km 5.
As abordagens educativas serão realizadas em cinco batalhões do CPR, estrategicamente posicionados nas rodovias goianas que são rotas turísticas, com o objetivo de orientar motoristas e passageiros sobre uma conduta mais segura no trânsito. Durante as ações, serão distribuídos panfletos com orientações sobre leis de trânsito e boas práticas que salvam vidas.
“O carnaval é um período de alto fluxo nas nossas rodovias e a segurança deve ser prioridade”, ressalta o presidente da Goinfra, Pedro Sales. “Reforçamos a importância de dirigir com prudência, revisar o veículo antes da viagem e evitar o consumo de álcool ao volante. Respeitar as normas de trânsito é essencial para um feriado seguro e sem incidentes. Boa viagem e aproveitem com responsabilidade!”
Para o diretor de Segurança Viária da Goinfra, Flávio Cavalcante Reis, a educação é fundamental para estimular atitudes que salvam vidas. “Nossa ação durante o carnaval reforça o compromisso da agência em orientar a população sobre comportamentos seguros no trânsito”, explica.
Flávio Cavalcante destaca que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu, de 2021 até 2031, a década de ação pela segurança viária, com a meta de reduzir em 50% as mortes e lesões resultantes de acidentes de trânsito. “Educação é um dos pilares desse esforço global, por isso queremos ampliar esse diálogo e promover um trânsito mais humano e seguro para todos.”
O comandante do CPR, coronel Rogério Batista, anunciou que, nesta sexta-feira, teve início a Operação Carnaval 2025, com intuito de fiscalizar e coibir acidentes e crimes de trânsito. “Estaremos presentes em todas as rodovias goianas e, em parceria com a Goinfra, também vamos reforçar o trabalho educativo, distribuindo panfletos e conscientizando os condutores sobre as boas práticas para uma condução segura.”
Em 2025 a Goinfra vai intensificar a realização de ações e campanhas voltadas à segurança e à responsabilidade nas rodovias estaduais. As iniciativas reforçam o mote do ano, “Desacelere. Seu bem maior é a vida”, e estão em sintonia com o Calendário Nacional de Educação para o Trânsito, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), e com as diretrizes do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).
Fotos: Silvano Vital
Legenda: Goinfra e CPR conscientizam motoristas sobre segurança viária no feriado de Carnaval
Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes – Governo de Goiás
Diversas
FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame
Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).
Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.
É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.
A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.
Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.
Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.
Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.
Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.
O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.
Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.
Agora, os custos serão repartidos entre todos.
Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.
Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.
A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.
Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.
O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.
Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.
Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.
Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister.
Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029
Fotos – Divulgação
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