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Saúde

Núcleo da Ouvidoria do HRSM realiza treinamento com profissionais assistenciais e administrativos do hospital

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Objetivo foi otimizar a comunicação interna e fortalecer o suporte aos usuários do SUS
Jurana Lopes
Nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro, os colaboradores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) participaram do Treinamento Ouvidoria IN LOCO, promovido pelo Núcleo da Ouvidoria, que procura a otimização da comunicação interna, o fortalecimento do suporte aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e a orientação eficaz sobre o papel fundamental da Ouvidoria no contexto hospitalar. O público-alvo foram colaboradores assistenciais e administrativos do HRSM.
“Este treinamento é extremamente importante, pois contribui para melhoria na comunicação interna, esclarecimentos sobre o papel da Ouvidoria e abordagem de temas relevantes como a comunicação respeitosa e resolução de conflitos”, explica a chefe do Núcleo da Ouvidoria do HRSM, Fabrícia Morais.
Participaram do Treinamento Ouvidoria IN LOCO o serviço de enfermagem do pronto-socorro adulto e o serviço de enfermagem do pronto-socorro infantil. A organização das turmas foi feita pelas chefes assistenciais Mariane Xavier e Layana Lopes, que apoiaram a iniciativa. Foram oito turmas distribuídas nos três dias, abrangendo os horários da manhã, tarde e noite para que todas as equipes pudessem participar.
“Tem sido uma experiência gratificante e inspiradora estreitar o contato com os colaboradores por meio do Treinamento Ouvidoria IN LOCO. Observamos um acolhimento genuíno das equipes à nossa presença, o que reforça a importância do diálogo aberto e construtivo. Sentimo-nos honrados em contribuir para o fortalecimento da comunicação interna no HRSM, promovendo um ambiente mais integrado e colaborativo”, destacou Fabrícia.
O assessor técnico do Núcleo de Ouvidoria do HRSM, João Paulo Farias, destaca o engajamento dos profissionais de enfermagem do pronto-socorro adulto e pediátrico.
“Foram extremamente receptivos e a troca de informações foi muito produtiva, as equipes participaram com afinco e dedicação, fazendo perguntas, tirando suas dúvidas, o treinamento ajudou a desenvolver ainda mais a capacidade do atendimento humanizado em cada profissional. Para mim, foi um momento de grande troca e crescimento com esses profissionais extraordinários”, afirmou.
Dentre os benefícios alcançados com o Treinamento Ouvidoria IN LOCO estão: melhoria na comunicação interna, canalização das queixas e sugestões dos colaboradores, promovendo um ambiente de comunicação aberta, auxílio dos colaboradores na indicação do local de atendimento da Ouvidoria.
Além disso, os colaboradores poderão agir de forma propositiva, sugerindo melhorias nos serviços e processos da unidade hospitalar; e também incentiva a cultura do elogio e reconhecimento de ações relevantes para o bom andamento do trabalho e rotina diária.
Fotos: Divulgação/IgesDF
Assessoria de Comunicação

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Mulheres incriveis

Outubro Rosa: tratamento termina, mas medo do câncer pode permanecer

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Alerta é da psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

As campanhas do Outubro Rosa são tradicionalmente marcadas por informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Mas existe outra dimensão menos falada: quando o tratamento termina, o medo de a doenças voltar assombra muitas mulheres.

“Enquanto familiares e amigos celebram a remissão e esperam que a vida volte ao normal, a mulher pode continuar convivendo com medos, inseguranças e transformações que não desaparecem com o fim do tratamento”, escreve, em artigo, a psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira.

 

 

 

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Psicóloga Laís Mutuberria Vieira diz que pacientes precisam também de apoio emocional – Foto Laís Mutuberria Vieira/ Arquivo Pessoal

A especialista explica que, durante meses, a mulher enfrenta nova rotina com hospital, médicos, exames. “Consultas e pessoas sempre por perto, acompanhando sua saúde. Quando a quimioterapia e a radioterapia terminam, esse contato diminui e começa nova etapa. Uma etapa cheia de incertezas, de medo de a doença voltar e de transformação na própria vida”, afirma Laís à Agência Brasil.

De acordo com ela, assim como o acompanhamento médico continua importante, o suporte emocional também pode precisar permanecer, respeitando o ritmo de cada mulher e ajudando-a a reconstruir a confiança na própria vida, mesmo sem a possibilidade de eliminar todas as incertezas.

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“A última sessão de quimioterapia ou radioterapia pode marcar o fim de um tratamento, mas não o cuidado com essa mulher, que ainda precisa continuar”.

Segundo a psicóloga, muitos familiares e amigos se afastam para voltar à rotina normal e a mulher, temendo a recidiva da doença, fica marcada pelo medo da solidão.

“Os exames de acompanhamento podem despertar medo, qualquer alteração ou dor pode ser interpretada como reincidência da doença. Essa mulher ainda precisa de apoio”, diz Laís.

Ela lembra que muitas pacientes continuam usando medicação por até cinco anos e sentem fadiga, além de outros efeitos desse tratamento de acompanhamento. “O corpo dessa mulher mudou. Ela tem cicatriz, às vezes perdeu uma mama, ganhou uma nova mama que ela ainda não se identifica. A sexualidade pode mudar, assim como a intimidade com o parceiro e a própria disposição diminui par atividades diárias e para a vida sexual”, afirma.

“Essas mudanças podem afetar a autoestima, o desejo, a sensação de atratividade e a forma como essa mulher se reconhece no espelho, repercutindo também em dimensões mais amplas da sexualidade, como o toque, a espontaneidade, a confiança e a disponibilidade para o vínculo íntimo”, acrescenta.

Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, com atuação no Instituto Nacional de Câncer (Inca), lembra que o câncer de mama ainda é uma doença com muitos estigmas. Até hoje, na prática clínica, ela diz que a doença ainda é vista como uma sentença de morte, que traz muitas dúvidas e medo de como será a evolução e do que a paciente terá que enfrentar diante do diagnóstico.

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Para Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, doença convive ainda com muitos estigmas – Renata Pinto/ Arquivo Pessoal

Para a médica, providenciar todo um aparato para a paciente falar sobre suas questões é importante até para a evolução do tratamento. “É importante oferecer para a paciente um tratamento multidisciplinar, com uma assistente social que pode ajudar em questões como onde vai ficar o filho enquanto ela está em tratamento, questões sociais relacionadas ao trabalho. A psico-oncologia é de fundamental importância para perceber até que ponto esse medo está sendo tão intenso que a paciente possa necessitar de alguma medicação”, afirma Renata à Agência Brasil.

Josiane Fernandes, 48 anos, de Volta Redonda, no sul fluminense, descobriu o câncer de mama no início de 2025 ao perceber um nódulo na mama esquerda. Em março do ano passado ela confirmou o diagnóstico e começou o tratamento.

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“Eu não contei para ninguém. Eu sofri sozinha. Só contei para meu marido depois de fazer a biópsia. Meu tratamento com cirurgia, quimioterapia e imunoterapia

 

 

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Para Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, doença convive ainda com muitos estigmas – Renata Pinto/ Arquivo Pessoal

Para a médica, providenciar todo um aparato para a paciente falar sobre suas questões é importante até para a evolução do tratamento. “É importante oferecer para a paciente um tratamento multidisciplinar, com uma assistente social que pode ajudar em questões como onde vai ficar o filho enquanto ela está em tratamento, questões sociais relacionadas ao trabalho. A psico-oncologia é de fundamental importância para perceber até que ponto esse medo está sendo tão intenso que a paciente possa necessitar de alguma medicação”, afirma Renata à Agência Brasil.

Josiane Fernandes, 48 anos, de Volta Redonda, no sul fluminense, descobriu o câncer de mama no início de 2025 ao perceber um nódulo na mama esquerda. Em março do ano passado ela confirmou o diagnóstico e começou o tratamento.

“Eu não contei para ninguém. Eu sofri sozinha. Só contei para meu marido depois de fazer a biópsia. Meu tratamento com cirurgia, quimioterapia e imunoterapia

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Após o fim do tratamento do câncer, Josiane continua o acompanhamento médico. “O tratamento pode terminar, mas o medo nem sempre termina junto. Até hoje, numa consulta de rotina, num exame, eu entro em pânico. Parece que volta tudo o que eu vivi. As pessoas que passam por um câncer deveriam ter um cuidado no pós-tratamento. Existe vida depois do câncer, mas essa vida precisa ser reconstruída”, completa Josiane.

Segundo a estimativa do Inca para este ano, o tumor mais incidente entre as mulheres é o de mama, com 30% dos casos. O número estimado de casos novos da doença no Brasil, para cada ano do triênio de 2026 a 2028, é de 78.610 casos, com risco estimado de 71,57 casos novos a cada 100 mil mulheres.

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