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Cresce índice de satisfação da população com respostas do Detran-DF

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Além da redução de 26% no número de registros de Ouvidoria, satisfação com as respostas da autarquia sobe para 57% em 2024

Zélia Ferreira

(Brasília – 11/3/2025) – A Ouvidoria do Departamento de Trânsito do Distrito Federal registra redução na quantidade de demandas recebidas em 2024 e aumento no índice de satisfação do cidadão com as respostas dadas. Enquanto em 2023 foram registradas 22.371 manifestações, em 2024 esse número caiu para 16.509, representando uma redução de 26% e mudando a autarquia da 5ª para a 6ª posição no ranking dos órgãos mais demandados do Governo do Distrito Federal. Em 2022, o Detran-DF chegou a ocupar o 3º lugar em demandas.

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Outro dado interessante a ser observado está na qualidade da resposta dada ao cidadão. Em 2023, a Ouvidoria do Detran-DF criou o manual de procedimentos que permitiu diminuir o tempo médio de resposta e ganhar na qualidade das devolutivas, aumentando o índice de satisfação do usuário de 35% para 57% em 2024 e atingindo a marca de 9 dias no tempo médio de resposta.

“Nosso objetivo é melhorar cada vez mais a experiência do cidadão que busca os serviços da Ouvidoria. Esse canal de comunicação direto com o usuário serve de termômetro para que possamos melhorar cada vez mais a prestação de serviços à população do DF. Estamos empenhados nisso. Já reestruturamos o setor, ampliamos o quadro de servidores, desenvolvemos procedimentos para otimizar o trabalho de apuração e resposta de forma ágil e implementamos análises dos relatórios estatísticos dos registros para orientar internamente o trabalho das áreas mais demandadas”, explica o diretor-geral, Takane Kiyotsuka.

Pesquisa de satisfação
Depois que o cidadão recebe a resposta da Ouvidoria, há uma pesquisa de satisfação a ser respondida. Esse feedback do cidadão é muito importante para que a autarquia possa replanejar suas ações e melhorar cada vez mais os serviços prestados.

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Dados da pesquisa respondida pelos usuários, em 2024, apontam uma resolutividade de 30% e a satisfação com a resposta em 57%. O número de reclamações caiu de 19.009 em 2023 para 14.140 em 2024, uma redução de 26%.

Sigilo e conforto
O cidadão pode fazer uso dos canais da Ouvidoria no conforto de sua casa, pelo telefone 162 e site ParticipaDF (participa.df.gov.br), para registrar: reclamação de serviços que não foram atendidos a contento; elogios; e denúncias. Vale destacar que o registro de denúncias é sigiloso e seguro, mas é importante colocar todos os elementos que possibilitem que a corregedoria possa apurar corretamente e punir o servidor denunciado, como data, local, provas documentais e outros. Informações completas agilizam o trâmite.

“Quando a manifestação for anônima, é importante destacar que o órgão não tem como retomar o contato para complementar as informações e, às vezes, as informações contidas no registro da denúncia não são suficientes para identificar corretamente o servidor e comprovar a prática do delito”, esclarece a Ouvidora, Ana Carolina de Almeida. Ela ainda reforça que, ao optar por fazer uma manifestação anônima, o cidadão fica ciente de que está renunciando ao direito de resposta, já que o órgão não tem como identificá-lo. Nos casos de demandas identificadas, o cidadão deve ficar atento ao e-mail cadastrado porque a movimentação da demanda será informada por lá.

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Outra observação importante é que, desde março 2024, a base da Receita Federal foi integrada ao ParticipaDF – se o cadastro do CPF não estiver atualizado, o cidadão não consegue ter sua demanda registrada no sistema.

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Histórico
A pandemia de Covid-19 e a revolução digital geraram grande impacto no volume de demandas de Ouvidoria e a equipe reduzida não conseguia cumprir os prazos. Com as demandas vencidas, a caixa era bloqueada e acabava impactando as demandas que ainda estavam no prazo, gerando um acúmulo de demandas vencidas.

Foi assinado um Acordo de Cooperação com a Ouvidoria-geral, onde a caixa de demandas foi desbloqueada para que fossem tratadas e respondidas. A equipe da Ouvidoria do Detran-DF realizou vários plantões para dar vazão às demandas. “Eram quase três mil demandas vencidas em janeiro de 2023. Com a ampliação da equipe, adoção do manual de procedimentos e reuniões com as áreas técnicas para que passassem a priorizar as demandas de Ouvidoria, conseguimos reduzir para 900 demandas vencidas já em maio e, em julho de 2023, já havíamos zerado as demandas vencidas.”, destacou a Ouvidora do Detran-DF, Ana Carolina de Almeida.

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Áreas mais demandadas
Os assuntos mais demandados junto à Ouvidoria do Detran-DF em 2024 foram: fiscalização (4.327), sinalização/engenharia (2.418), veículos (2.199) e habilitação (513). A maioria das reclamações são pedindo a presença do órgão, como a fiscalização de estacionamento irregular (1.424) e som automotivo (494), por exemplo. A solicitação de sinalização de trânsito ocupa o segundo lugar das demandas, com destaque para quebra-molas (836) e faixa de pedestre (546). Transferência de propriedade e emissão de ATPV-e somaram 1.123 demandas e 1.076 demandas por emissão do CRLV. No primeiro semestre de 2023, a emissão de Carteira Nacional de Habilitação era o assunto mais reclamado, seguido de emissão de CRLV e transferência de veículos. Atualmente, as demandas sobre emissão de CNH registram apenas 3,1% das ocorrências (513).

Fonte: Ascom Detran

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FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame

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Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora  de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).

Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.

É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.

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A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.

Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.

Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.

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Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.

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Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.

O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.

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Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.

Agora, os custos serão repartidos entre todos.

Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.

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Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.

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A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.

Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.

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O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.

Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.

Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.

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Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister. 

Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029

Fotos – Divulgação

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