Saúde
Endometriose atinge 1 em cada 10 mulheres no Brasil e pode causar infertilidade
| Entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil são acometidas pela doença |
Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 8 milhões de mulheres enfrentam a doença; Março Amarelo busca conscientizar a respeito da endometriose
A campanha Março Amarelo, celebrada no Brasil desde 2013, tem como objetivo conscientizar sobre a endometriose, doença ginecológica em que o tecido que reveste o útero cresce fora do órgão, podendo se espalhar pelo ovário, intestino e outras partes do corpo. Além de infertilidade, essa condição pode causar dores crônicas, cólicas menstruais intensas e incômodos durante as relações sexuais.
Segundo a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva são acometidas pela doença, sendo que 30% desse grupo podem não mais conseguir ter filhos. “A endometriose afeta cerca de 190 milhões de mulheres em todo o mundo, sendo mais de 8 milhões somente no Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde. Infelizmente, essa doença pode causar infertilidade, mas, isso não acontece em todos os casos. A maior parte das mulheres que tiveram a doença conseguiram ter filhos, após o tratamento”, explica o farmacêutico Bruno Jacon, gerente de Qualidade e Assuntos Regulatórios da Euroart Import, empresa que trouxe para o Brasil o lubrificante Conceive Plus, que ajuda a engravidar.
Para que o tratamento obtenha melhores resultados, o ideal é que a endometriose seja diagnosticada de forma precoce, é o que garante Jacon. “Os sintomas dessa doença podem ser confundidos com outras condições, o que pode trazer consequências graves à qualidade de vida das pacientes. Infertilidade e dor crônica são sérias implicações que podem surgir, caso o diagnóstico não seja feito com rapidez”.
Mas, o farmacêutico aponta um dado positivo para quem está passando por essa situação. “Pesquisa recente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) aponta que 60% de mulheres que tiveram a doença conseguiram engravidar. Então, o caminho ideal é o rápido diagnóstico, somado ao tratamento que o médico especialista vai prescrever”, esclarece.
Prática regular de exercícios físicos, alimentação saudável, controle do estresse e a realização de exames ginecológicos de rotina estão entre as formas mais comuns de prevenção da endometriose. Também é importante que as mulheres conheçam o seu próprio corpo e estejam atentas a qualquer alteração em seu ciclo menstrual.
Depois da endometriose, o que fazer para engravidar?
Os tratamentos de endometriose são bastante individualizados, ou seja, cada caso exige um conjunto específico de medidas, é o que explica Jacon. “Pode ser necessário um procedimento cirúrgico para que a paciente consiga engravidar, mas, isso vai depender da avaliação do médico. Em casos em que isso não é necessário, a primeira tentativa pode ser o uso dos chamados lubrificantes de fertilidade, que ajudam a engravidar de forma natural. Testes em laboratório já comprovaram a eficácia do lubrificante Conceive Plus, à venda no Brasil desde o ano passado”, finaliza Jacon.
Desenvolvido nos EUA, o produto equilibra o pH da vagina e favorece a mobilidade e a sobrevivência dos espermatozoides por até 72 horas a mais do que o normal, criando as condições necessárias para a concepção. O uso deve acontecer de 10 a 15 minutos antes da relação sexual, podendo ser reaplicado sempre que necessário.
Sobre a Euroart Import
Fundada na cidade de Campinas (SP), em 1999, a Euroart Import é referência na importação e distribuição de bens de consumo e trabalha com marcas premium e produtos diferenciados, capazes de proporcionar benefícios reais e qualidade de vida aos consumidores brasileiros. Atualmente, a empresa está sediada no Distrito Industrial de Indaiatuba, interior paulista.
Além da linha Conceive Plus, produto pioneiro e mundialmente reconhecido por sua eficácia e qualidade, a Euroart Import é também a distribuidora exclusiva dos produtos importados P&G e em seu portfólio conta com marcas como Fixodent, Tide, Aussie, Dawn, Cascade entre tantas outras.
Informações para Imprensa:
Alfapress Comunicações
Gustavo Sousa – (19) 9 8113 1966
gustavo.sousa@alfapress.com.br
Saúde
Mulheres que constroem: maternidade, desafios e superação na construção civil
Mesmo diante de um setor historicamente masculino, mulheres seguem conquistando espaço na construção civil e transformando realidades dentro e fora dos canteiros de obras. Entre elas, mães que conciliam jornadas intensas de trabalho com os cuidados da família, enfrentando diariamente desafios que vão além da profissão.
A presença feminina na construção civil tem crescido de forma consistente nos últimos anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, entre 2007 e 2018, houve um aumento de 120% da participação das mulheres no setor. Hoje, elas ocupam funções que vão desde atividades operacionais até cargos técnicos e estratégicos, mostrando competência, resiliência e capacidade de adaptação.
Mas, por trás dos capacetes, projetos e rotinas aceleradas, existem histórias marcadas por dedicação, cuidado e superação. Para muitas trabalhadoras, ser mãe e atuar na construção civil significa viver uma rotina de equilíbrio constante. Entre prazos, responsabilidades profissionais e a criação dos filhos, essas mulheres aprendem diariamente a administrar o tempo, lidar com a culpa da ausência e encontrar forças para continuar.
Mãe de dois filhos, Denise Duarte, engenheira de Segurança do Trabalho da Soltec Engenharia, afirma que a maternidade transformou completamente sua vida e sua forma de trabalhar. “A maternidade faz a vida da mulher dar uma volta de 360º e, independentemente da área de atuação, a rotina e a carreira profissional são afetadas. Mas, para mim, não tive impacto negativo”, relata.
Ela lembra que trabalhou até a última semana de gestação e que, na época, costumavam brincar que os filhos “iriam nascer no canteiro de obras”. Segundo Denise, os desafios da maternidade trouxeram aprendizados importantes para sua carreira. “Aprendi a delegar melhor e a confiar mais na minha equipe, garantindo que os processos continuassem funcionando com excelência, mesmo quando eu precisava me ausentar por questões familiares. A maternidade me fez uma profissional mais focada no essencial”, destaca.
A rotina intensa também faz parte da vida de Veronica Barbosa de Souza, mãe de três filhos e servente/rejuntadeira na Base Incorporações há quatro anos. Provedora do lar, ela define sua trajetória como uma história diária de superação. “Minha rotina exige madrugadas, planejamento rigoroso, rede de apoio para cuidar das crianças e muita resiliência para conciliar o desgaste físico da obra com a atenção e os cuidados que meus filhos precisam”, conta.
Mesmo diante das dificuldades, Veronica afirma encontrar motivação na própria família. “Minha maior força vem primeiramente de Deus e depois dos meus filhos. Tento dar o meu melhor. Tudo o que faço é por eles”, afirma.
Ela conta que sente orgulho ao perceber que seu trabalho ajuda a transformar sonhos em realidade. “É gratificante saber que meu trabalho ajuda a realizar sonhos. Existe uma grande satisfação em entregar um empreendimento com qualidade e ver que, no final, deu tudo certo e que você contribuiu para aquela realização”, diz. “Tenho muito orgulho de saber que fiz parte e ajudei na conclusão de uma obra”, completa.
Mesmo após anos de experiência, Veronica segue sonhando mais alto. Entre os objetivos profissionais está a vontade de aprender novas funções e conquistar novos espaços dentro da construção civil. Já no campo pessoal, o maior desejo é conquistar a casa própria. “Meu maior sonho é ter minha casa, porque hoje moro de aluguel”, revela.
Além de Veronica, outras mulheres também carregam histórias de dedicação e resistência dentro dos canteiros de obras. Rita Vicente, rejuntadeira da Construtora Vega, de 56 anos, atua na construção civil há cerca de 30 anos e encontrou no setor uma oportunidade de valorização profissional. “Eu escolhi a construção por ser um setor que valoriza o nosso trabalho. A gente que trabalha direitinho podia até ganhar uma gratificação para fidelizar”, comenta.
Mãe de nove filhos, Rita relembra os desafios de conciliar a maternidade com a rotina intensa de trabalho. “Cuidar dos filhos foi corrido. Sem uma rede de apoio, eu pagava para cuidarem dos meus filhos, mas não cuidavam direito, então tive que recorrer à creche”, conta. Mesmo diante das dificuldades, ela se orgulha da trajetória construída ao longo dos anos na construção civil. “Eu formei meus filhos com meu trabalho dentro da construção”, afirma.
Já a copeira de obras Telma Pereira Silva, de 45 anos, conta que pensou em desistir no início da experiência na construção civil. “Era um ambiente com muitos homens e eu nunca tinha trabalhado em obra antes. Mas não desisti e foi, sem dúvida, a minha melhor escolha. Lugar de mulher é onde ela quiser. Sou muito respeitada nas obras”, afirma.
Além da maternidade e da rotina intensa, os desafios enfrentados por essas mulheres incluem a necessidade constante de provar sua capacidade profissional em um ambiente predominantemente masculino. Ainda assim, histórias de acolhimento, respeito e crescimento vêm fortalecendo a presença feminina no setor.
Apoio e acolhimento fortalecem a trajetória das trabalhadoras
Por trás da força dessas trabalhadoras, existe também uma rede de apoio fundamental. Família, colegas de trabalho, lideranças compreensivas e profissionais de apoio fazem diferença na rotina de mães que precisam conciliar múltiplas responsabilidades. Um ambiente de trabalho mais humano, acolhedor e atento às necessidades femininas impacta diretamente a qualidade de vida, o bem-estar emocional e a permanência dessas mulheres no setor.
Nesse contexto, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) desempenha um papel importante no acolhimento e cuidado das trabalhadoras da construção civil. A instituição oferece suporte voltado à saúde física, emocional e social das mulheres, especialmente das mães que enfrentam rotinas intensas.
Por meio de parcerias com empresas do setor, as trabalhadoras têm acesso gratuito a atendimentos médicos, odontológicos e acompanhamento psicossocial, fortalecendo o cuidado integral e incentivando o autocuidado.
Segundo Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF, o acolhimento vai além da assistência básica. “O acolhimento emocional e social é especialmente relevante para mulheres que acumulam múltiplas responsabilidades, contribuindo para um melhor equilíbrio entre vida profissional e familiar”, explica.
Rita também destaca a importância do atendimento oferecido pelo Seconci-DF em sua vida e na de sua família. “Eu acho muito bom, pois, às vezes, a gente não pode pagar por exames. Já utilizei vários serviços, como dentista e outros atendimentos médicos”.
Para Verônica, esse suporte faz diferença na vida dos profissionais da área. “Eu acredito que o Seconci faz a diferença para os trabalhadores da construção civil”, afirma.
As ações desenvolvidas pelo Seconci-DF reforçam a importância de construir ambientes mais inclusivos, saudáveis e respeitosos para as mulheres que ajudam, diariamente, a erguer não apenas prédios e estruturas, mas também suas próprias histórias de superação.
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