Politica
Instituto Neoenergia abre inscrições para o Prêmio Inspirar 2025
Mulheres negras que transformam comunidades por meio da arte e cultura são foco desta edição. Premiação reconhecerá 16 iniciativas com R$ 169 mil; inscrições vão até 13 de agosto
Brasília, 06 de agosto de 2025 — O Instituto Neoenergia está com inscrições abertas para o Prêmio Inspirar que, pela primeira vez, será exclusivo para mulheres negras (cisgênero ou transgênero). Podem concorrer lideranças femininas que estão à frente de projetos culturais desenvolvidos no Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, e cidades do Mato Grosso e do interior de São Paulo. As inscrições são gratuitas e vão até 13 de agosto pelo site premioinspirar.com.
Ao todo, serão reconhecidas 16 iniciativas, com premiação total de R$ 169 mil. Os valores serão distribuídos de acordo com as categorias da premiação, sendo duas serão definidas por mérito cultural e avaliadas por um comitê técnico e por especialistas externos; e as demais por decisão popular. As vencedoras serão anunciadas em cerimônia no fim do ano.
Em sua 5ª edição, o Prêmio Inspirar reconhece lideranças femininas que atuam com atividades culturais e geram impacto positivo em suas comunidades. A iniciativa é apresentada pelo Ministério da Cultura e Instituto Neoenergia e realizado pela Baluarte, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Neoenergia.
“Estamos reforçando o compromisso com a igualdade de oportunidades, destacando o protagonismo de mulheres negras, que representam 28% da população brasileira e, historicamente, enfrentam barreiras de acesso a recursos e visibilidade. É um reconhecimento do impacto positivo dessas mulheres na sociedade e de como elas impulsionam o desenvolvimento cultural em todo o Brasil”, declara Renata Chagas, Diretora presidente do Instituto Neoenergia.
Nas últimas edições, o Prêmio Inspirar reconheceu lideranças negras, como Consuelo Gonçalves, criadora da Feira das Mulheres Negras; e Dandara Martins da Silva, idealizadora do Maracatu Nação Erê, grupo de baque virado infantil de Pernambuco. Alinhada à Agenda 2030 da ONU, a iniciativa fortalece diretamente o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5 – Igualdade de gênero) e contribui com outros seis ODS, incluindo redução de desigualdades e promoção da diversidade cultural.
“O Prêmio Inspirar não é apenas uma premiação, mas um movimento que reconhece o poder transformador da cultura quando liderada por mulheres. Quando uma mulher transforma sua realidade através da arte, ela inspira outras a fazerem o mesmo”, explica Bárbara Arraes, Gerente da Baluarte.
Quem pode participar e como serão avaliadas as propostas
As inscrições estão abertas para duas categorias distintas: Mulheres e Coletivos. A primeira é voltada exclusivamente para mulheres negras, cisgênero ou transgênero, maiores de 18 anos, com atuação comprovada em arte ou cultura há pelo menos um ano. A segunda categoria contempla grupos não formalizados, que tenham como representante uma mulher negra e com atividades culturais comprovadas há, pelo menos, um ano.
Fonte: Ascom Neoenergia Brasília
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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