Epreendedorismo
Mulheres impulsionam franquias e venda direta na maior rede de chocolates do mundo
No Brasil, o empreendedorismo feminino é, além de uma escolha de carreira, um motor de transformação social e econômica. Segundo dados do Sebrae e do IBGE, cerca de 49% das mulheres empreendedoras no país são chefes de domicílio, assumindo a responsabilidade principal pelo sustento de seus lares. Esse movimento é percebido, principalmente na venda direta, um setor onde 60% dos profissionais são mulheres, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). Na Cacau Show, essas estatísticas ganham rosto e voz com trajetórias que conectam a revenda porta a porta ao comando de grandes operações franqueadas.
Um grande exemplo dessa evolução é a empresária Juliana Cortezia, hoje à frente de quatro operações no Mato Grosso. Sua história com a marca começou há 14 anos, em uma pequena loja no modelo “marfim” (padrão visual clássico da rede na época) em Lucas do Rio Verde e acompanhou toda a modernização da marca até chegar ao conceito imersivo da Super Store.
Aos 20 anos, recém-formada em Gastronomia, ela contou com o apoio da mãe como sócia para abrir a franquia. Longe de se acomodar, Juliana buscou na educação a base para sua liderança: graduou-se também em Direito para se especializar na gestão do negócio. O que começou com apenas ela e mais uma funcionária, transformou-se em uma estrutura que hoje emprega 19 colaboradores.
Atualmente, ela administra duas lojas em Sorriso e duas em Lucas do Rio Verde, incluindo uma Super Store (formato de grande porte, com cafeteria e gelateria). Juliana também foi pioneira: muito antes de a Cacau Show formalizar o canal de venda direta, ela já vislumbrava o potencial da revenda, oferecendo descontos para parceiros que levavam os produtos para cidades do interior onde a marca ainda não chegava.
A visão estratégica de Juliana se reflete em todo o ecossistema da marca, especialmente nos 240 mil revendedores que atuam em todo o país. Em Prado Ferreira (PR), Deisiane Couto de Souza provou que o tamanho da cidade não limita o sucesso, alcançando o topo do ranking nacional de vendas. Já em Belém do São Francisco (PE), a professora Cheila Lúcia Alves Gomes encontrou na revenda um caminho de superação após enfrentar problemas de saúde, conquistando independência financeira e autonomia.
A força feminina na Cacau Show se manifesta em todas as escalas, seja no lucro que financia um projeto social de música, como faz a revendedora Joyce Gabrielly em Minas Gerais, ou na conclusão de uma segunda graduação, como no caso de Bianca dos Santos, no Paraná.
Para a marca, onde mais de 90% das 4.700 lojas são franquias, o sucesso de mulheres como Juliana e de milhares de revendedoras reflete o compromisso de oferecer oportunidades que potencializam a liderança e o impacto social em cada região do Brasil.
Epreendedorismo
Consórcio da União Europeia no Brasil cria conselho para apoiar empreendedorismo feminino, governança e sustentabilidade socioambiental
Mais de quatro milhões de CNPJs tem mulheres sócias ou proprietárias no país e novo ecossistema da Enterprise Europe Network Brasil deve impulsionar a governança dessas empresas
O empreendedorismo feminino ganhou peso real na economia brasileira. Há maior presença de mulheres abrindo e tocando empresas. Em 2024, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a participação das mulheres entre os empreendedores iniciais chegou a 46,8%, o maior nível desde 2019.
Nos últimos cinco anos, a instituição atendeu quase 17 milhões de mulheres e alcançou cerca de 4 milhões de CNPJs com mulheres sócias ou proprietárias ativas. Números que mostram tanto a dimensão dessa base empreendedora quanto a demanda por orientação e suporte para manter o negócio vivo e competitivo.
Nesse cenário de necessidade de apoio para o fortalecimento e expansão dos negócios, o consórcio internacional Enterprise Europe Network Brasil (EEN) criou o Conselho Nacional de Empreendedorismo Feminino, Governança e Sustentabilidade Socioambiental que marca um novo passo na articulação de políticas e instrumentos voltados ao fortalecimento de mulheres empreendedoras no país.
O Conselho irá desenvolver suas atividades em sintonia com as agendas da Comissão de Combate às Desigualdades (CCD) do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável (CDESS), Secretaria de Relações Institucionais (SRI) ligada à Presidência da República e tem como presidente, Luciani Coimbra de Carvalho, Professora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), Doutora e Mestre em direito do Estado, e vice-presidente, Livia Maria Viana Coelho Paes Barreto, servidora da Universidade de Brasília (UnB), Assessora da Diretoria de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Psicóloga.
“Vamos promover, articular e fortalecer políticas públicas, programas e instrumentos de governança que impulsionem o empreendedorismo feminino, com foco na sustentabilidade socioambiental, na autonomia econômica das mulheres e na redução das desigualdades estruturais no Brasil”, explica Luciani Carvalho.
A vice-presidente do conselho, Livia Maria Viana Coelho Paes Barreto, ressalta que o ecossistema tem o objetivo de se tornar uma instância de referência nacional na formulação e monitoramento de políticas de empreendedorismo feminino, contribuindo para um modelo de desenvolvimento inclusivo, resiliente e ambientalmente responsável.
“Entre os objetivos estratégicos, estão a estruturação e coordenação de uma agenda interministerial que impulsione o acesso a crédito, inovação, qualificação e mercados, com prioridade para mulheres em situação de vulnerabilidade e territórios com maior desigualdade socioeconômica e ambiental”, pontua Livia.
A articulação envolve instituições do ecossistema EEN/Brasil, formado por organizações como Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (FAPEC), Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Organização Brasileira de Mulheres Empresárias (OBME), Enrich in Lac , rede europeia de centros de pesquisa e hubs de inovação, além de outras entidades parceiras, como a Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP), que conta com a diretora jurídica da Rede, Aline Marcon, como integrante do Conselho Nacional de Empreendedorismo Feminino, Governança e Sustentabilidade Socioambiental.
O consórcio EEN Brasil atua como ponte entre Brasil e União Europeia, com foco em inovação e inserção internacional de pequenas e médias empresas, e já prestou mais de oito mil consultorias a empresas brasileiras e movimentou, em parcerias mais de R$ 25 milhões em rodadas de negócios internacionais nos últimos anos.
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