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Saúde

Conheça os 3 tipos de câncer mais comuns nas mulheres

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Os tumores de mama, colorretal e do colo do útero são os mais frequentes na população feminina. Segundo o médico José Bines, da Oncologia D’Or, para todos eles existem medidas preventivas e exames de rastreio que propiciam o diagnóstico precoce.

 

O câncer de mama é disparadamente o tumor mais incidente na população feminina, seguido do câncer colorretal e de colo do útero. Em 2026, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que 78.610 brasileiras deverão ser diagnosticadas com câncer de mama, muito acima dos 27.540 novos casos de câncer colorretal e 19.310 de tumor cervical esperados para o ano1. A boa notícia é que, para todas essas doenças, há prevenção e exames que viabilizam o diagnóstico precoce, ajudando na obtenção da cura.

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De maneira geral, as medidas que podem evitar o câncer consistem em ter uma alimentação saudável, praticar atividade física, controlar o peso, não fumar e ingerir bebida alcoólica com moderação. “O tabagismo é o grande vilão da saúde por estar associado a vários tipos de câncer, além do tumor de pulmão e de outras doenças não neoplásicas. O Brasil evoluiu muito na questão da cessação do tabagismo, mas temos de estar atentos para o aumento do uso do vape”, alerta o médico José Bines, da Oncologia D’Or.

No caso específico do câncer de colo do útero, outra ferramenta importante para evitar a doença é a vacinação contra o HPV (papilomavírus humano). Na rede pública, a imunização é oferecida para meninos e meninas de 9 a 14 anos, pessoas com HIV/AIDS, transplantados e pacientes oncológicos de 9 a 45 anos2.

A realização de exames para detecção precoce de tumores favorece a possibilidade de cura. No caso de câncer de mama, a mamografia e o exame das mamas auxiliam na identificação da doença. A colonoscopia e o exame de sangue oculto nas fezes são fundamentais para a detecção do câncer colorretal. Além disso, a captura do DNA do HPV e o exame de Papanicolau auxiliam no diagnóstico precoce do câncer de colo do útero.

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Embora alguns tumores tenham uma associação hereditária, a ausência de histórico familiar de câncer não deve diminuir os cuidados preventivos. A maioria das pessoas que desenvolvem câncer não tem familiares próximos com a doença.
Câncer de mama

O câncer de mama ocorre, em geral, na faixa entre 50 e 60 anos, embora as mulheres mais velhas tenham risco aumentado para a doença. “De uns anos para cá, temos visto ainda o crescimento de casos da neoplasia em mulheres mais jovens”, afirma o oncologista José Bines.

 

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O câncer de mama ainda é o mais incidente na população feminina, principalmente a partir dos 50 anos.
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A incidência deste tipo de câncer não é igual em todo o território nacional. É maior no Sul e no Sudeste, que têm maior densidade demográfica e melhor acesso à saúde — o que propicia o diagnóstico da doença. Nessas regiões, as mulheres engravidam mais tarde, têm menos filhos e amamentam por um curto período. Somados à obesidade e ao sedentarismo, esses fatores favorecem o surgimento da doença.

O médico José Bines lamenta que, no Brasil, ao contrário de países como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, não haja estimativas oficiais sobre a incidência da doença por tipo de tumor. O mais comum, responsável por mais de 70% dos casos, é o luminal, que tem o receptor de estrogênio. Depois vêm o HER-2 positivo e o triplo negativo (negativo para receptores de estrogênio, progesterona e HER). Essa classificação norteia as estratégias de tratamento.
Câncer colorretal

É o segundo tipo de tumor mais comum não só nas mulheres, como nos homens também, principalmente a partir dos 50 anos. Se na população feminina foram estimados 27.540 casos em 2026, nos homens as projeções indicam 26.2701. Em 2023, foram registrados 11.859 óbitos, a maioria resultado de diagnóstico tardio1.

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Ingestão de bebidas alcoólicas, tabagismo, obesidade e dieta pouco saudável estão entre os fatores de risco do câncer colorretal.

O câncer colorretal é uma doença heterogênea e multifatorial, desenvolvendo-se a partir de mutações genéticas em lesões benignas, como os pólipos. Os principais fatores de risco são comportamentais, como tabagismo, sedentarismo, excesso de peso, consumo elevado de carnes vermelhas, gordura trans e alimentos ultraprocessados e dieta pobre em alimentos com fibras, como cereais integrais, leguminosas, frutas e vegetais1.

As maiores taxas de incidência entre homens e mulheres estão no Sul e Sudeste. Na população feminina, a doença é a segunda mais frequente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste e a terceira no Norte e Nordeste. Com o crescimento de casos em adultos jovens, o exame de rastreio (colonoscopia) é recomendado a partir dos 45 anos.
Câncer de colo do útero

Há alguns anos, o câncer cervical era o mais incidente nas mulheres. O avanço das políticas públicas preventivas resultou na redução do número de casos da doença, que é provocada pela infecção persistente por tipos oncogênicos do HPV.
A imunização contra o vírus levou países, como a Austrália, à quase extinção da doença. No Brasil, a vacina foi introduzida em 2014 no Programa Nacional de Imunização (PNI). No ano passado, a cobertura vacinal ficou em 82% do público-alvo2. A desinformação é um dos fatores que contribuem para a baixa cobertura vacinal contra a infecção.

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A vacina contra o HPV é melhor estratégia para a prevenção do câncer cervical

Outra estratégia de enfrentamento da doença é a detecção precoce. Em 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a substituição do exame Papanicolau pelo teste molecular de captura do DNA do HPV, que detecta o material genético do vírus nas células do colo do útero3.

“É um método de alta sensibilidade, capaz de detectar o vírus com muita acurácia. Outra vantagem deste teste é que deve ser feito a cada cinco anos — um intervalo maior do que o exame de Papanicolau, que é anual”, constata José Bines. O Brasil adotou a recomendação da OMS, mas a aplicação do teste na rede pública ainda está em fase inicial.
Tratamentos

Os tratamentos para os cânceres de mama, colorretal e cervical têm avançado muito, seja do ponto de vista da cirurgia, seja da radioterapia e de tratamentos medicamentosos. O progresso é tamanho que alguns tipos de tumor considerados de difícil tratamento — como os de estágios avançados ou metastáticos — têm sido curados.

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Neste sentido, o oncologista José Bines destaca a importância da pesquisa clínica, que é realizada de forma tímida no Brasil. “As terapias que administramos hoje saíram de pesquisas – todas feitas com ética e dentro da legalidade. O tratamento considerado padrão hoje, em algum momento foi considerado experimental”, conclui o médico.
Referências

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil para o triênio 20262028. Rio de Janeiro: INCA, 2025.
  2. Agência Brasil. Disponível em: Link
  3. WHO guideline for screening and treatment of cervical pre-cancer lesions for cervical cancer prevention, second edition. World Health Organization 2021.

 

Sobre a Oncologia D’Or

A Oncologia D’Or opera uma rede com mais de 60 clínicas em 12 estados brasileiros e no Distrito Federal. Seu corpo clínico é formado por mais de 500 especialistas em oncologia, radioterapia e hematologia, que, junto às equipes multiprofissionais, entregam um cuidado integral, personalizado e de excelência ao paciente.

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Em estreita integração com grande parte dos mais de 79 hospitais da Rede D’Or, a instituição proporciona uma experiência assistencial abrangente, combinando terapias avançadas e os modelos mais modernos de medicina integrada, assegurando agilidade, eficiência e segurança em todas as etapas do tratamento oncológico, desde o diagnóstico até a recuperação.

 

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Saúde

HUB participa da rede de cuidado envolvida na doação e no transplante de órgãos

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O hospital realizará atividades que buscam conscientizar a população sobre a importância
da doação de órgãos
Brasília (DF) Um transplante começa muito antes da cirurgia e continua depois dela. Entre a identificação de um potencial doador e o acompanhamento da pessoa que recebe um órgão, diferentes profissionais e serviços participam de uma rede de cuidado que envolve avaliação, exames, acolhimento e acompanhamento. Durante o Setembro Verde, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil) realizará atividades que buscam incentivar esse gesto.
“O Setembro Verde é uma grande campanha nacional de incentivo à doação de órgãos. Em todo o Brasil, são realizadas ações para conscientizar a população sobre o assunto”, comentou Gustavo Arimatea, médico nefrologista e chefe da Unidade de Transplantes do HUB.
Programação
No hospital, já aconteceram as seguintes atividades em alusão ao Setembro Verde:
  • 10/09 – Ação de incentivo ao transplante, na sala de espera de pacientes, no subsolo do prédio da Unidade da Criança e do Adolescente (UCA).
  • 18/09 – 6º Seminário de Transplante e Doação de Órgãos, Tecidos e Células, integrando a programação do 2º Conecta HUB, na UCA.
  • 20/09 – Participação especial na Corrida/Caminhada da UnB/HUB, na Universidade de Brasília.
Em 24/9, uma exposição de estande na Feira de Saúde do HUB, onde serão realizadas atividades lúdicas a respeito da importância da doação de órgãos, encerrará o cronograma.
Salvar vidas
Para Gustavo Arimatea, a conscientização sobre a doação de órgãos é importante para ampliar o conhecimento sobre o processo e estimular a manifestação da vontade de doar. No HUB, são realizadas três modalidades de transplante: rim, córnea e medula óssea autóloga.
“Para realizar um transplante no HUB o paciente precisa ser encaminhado através da Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Ou seja, o médico do paciente identifica a necessidade de um transplante e envia os relatórios de encaminhamento para o Complexo Regulador da SES/DF, que depois agenda uma consulta com a equipe de transplante”, explica Gustavo.
Em 2026, no HUB, já foram realizados 27 transplantes renais; 20 transplantes de córnea e 12 de medula óssea. O número suficiente de doadores ainda permanece sendo um desafio perante as demandas por doação no Brasil e no mundo.
“No Brasil, ainda temos um desafio adicional. Existe uma grande desigualdade de acesso ao transplante. Muitas pessoas vivem longe dos centros transplantadores, que estão concentrados nas maiores cidades e em algumas regiões do país. Precisamos garantir que todas as pessoas que possam se beneficiar de um transplante consigam chegar aos hospitais que realizam esse tratamento”, alerta o chefe da Unidade de Transplante.
Nesse sentido, no HUB, é feita uma “corrida contra o tempo” para que o transplante ocorra no prazo seguro. Esforço que envolve o processo de preparação de um paciente para que sua entrada na lista de transplante seja o mais breve possível.
“Como o órgão precisa ser colocado no corpo do receptor no menor intervalo possível, dizemos que isso é uma corrida contra o tempo. O Brasil é um país de grandes dimensões e muitas vezes os órgãos precisam viajar para outros estados. Nessa situação a organização logística é muito complexa, para que não existam entraves que inviabilizem o transplante”, informa Gustavo.
Etapas
Ainda de acordo com o nefrologista, no período pré-transplante, o objetivo é manter a saúde do paciente enquanto ele aguarda a disponibilidade de um órgão. Durante o transplante, os principais desafios estão relacionados à recuperação da cirurgia e à adaptação aos medicamentos utilizados para evitar a rejeição do órgão.
“No pós-transplante, quando o quadro de saúde do paciente já estabilizou, é necessário manter os cuidados pessoais, tomar os remédios do transplante com muito rigor e seguir o acompanhamento médico. Mas nessa fase os pacientes costumam se sentir muito bem e conseguem retomar muitos projetos de vida que tiveram que ser interrompidos em decorrência da doença”, completa.
Para quem aguarda por um transplante, a doação pode representar uma possibilidade de continuidade do cuidado. Por isso, falar sobre o tema e manifestar em vida a vontade de ser doador são atitudes que podem ajudar os parentes a conhecer essa decisão. No Brasil, a autorização para a doação de órgãos após a morte depende do consentimento da família.
Sobre a HU Brasil
O HUB-UnB faz parte da HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
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