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Saúde

Cuidado que vai além da cura transforma a rotina de pacientes no Hospital de Santa Maria

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Capacitação prepara terapeutas ocupacionais para atuar em cuidados paliativos com foco em autonomia, conforto e dignidade

 

Quando a cura deixa de ser o centro do tratamento, o cuidado ganha um novo significado. É nesse cenário que profissionais de saúde passam a olhar para o que ainda é possível e não apenas para a doença.
Com esse foco, terapeutas ocupacionais do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, IgesDF, participaram, na última terça-feira, 24, de uma capacitação em cuidados paliativos no Hospital Regional de Santa Maria, HRSM.

 

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A formação reuniu profissionais interessados em ampliar estratégias que priorizam o conforto, a autonomia e a qualidade de vida de pacientes com doenças graves ou que ameaçam a vida. A proposta também fortalece a atuação das equipes diante de diferentes realidades clínicas.

 

 

A capacitação foi conduzida pela terapeuta ocupacional paliativista Verônica Ferrer, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, SES DF. Entre os temas abordados estiveram luto ocupacional, espiritualidade, princípios dos cuidados paliativos e intervenções terapêuticas aplicadas a esse contexto.
“Mesmo diante das limitações, nosso trabalho é olhar para o que ainda é possível para o paciente. A partir disso, conseguimos atuar nas dimensões física, emocional, social e espiritual, dando novos sentidos à sua vivência”, explica a especialista.
Funcionalidade e qualidade de vida
Atualmente, o HRSM conta com 20 terapeutas ocupacionais distribuídos em diferentes setores. Enquanto outros profissionais atuam no manejo clínico e no controle de sintomas físicos, o terapeuta ocupacional paliativista direciona o cuidado para a funcionalidade, a autonomia e o resgate de sentido por meio de atividades significativas.
Segundo Verônica Ferrer, ações simples podem transformar a experiência do paciente. Música, pintura, preparo de receitas afetivas e o registro de memórias em áudio ou vídeo ajudam a fortalecer vínculos e a reconectar a pessoa com sua própria história.
“Quando algo já não é possível da mesma forma, buscamos outras maneiras de expressão que mantenham esse significado”, esclarece.
Durante o encontro, a especialista compartilhou o caso de um paciente com câncer avançado e sofrimento psíquico que inicialmente resistia a sair do leito. A partir do interesse dele pela pintura, foi construída uma estratégia de cuidado que estimulou a participação em atividades fora do quarto.
“Foi um resgate de identidade. Mais do que o cuidado físico, havia uma necessidade de expressão e de reconhecimento de quem ele foi e de quem era naquele momento”, recorda.
A terapeuta ocupacional Victória de Paula também destacou a importância da capacitação para a prática profissional.
“Durante a minha residência, acompanhei crianças com doenças crônicas, muitas sem possibilidade de cura. Discutir cuidados paliativos amplia nosso olhar e nos prepara para oferecer um cuidado mais sensível e qualificado”, afirma.
Ela também elogiou a condução da atividade. “A Verônica aborda temas complexos de forma leve, dinâmica e acessível, o que torna o conteúdo ainda mais relevante”, completa.
A capacitação foi organizada pelo Serviço de Saúde Funcional, SESAF, e pela equipe de Cuidados Paliativos do HRSM, com apoio do Núcleo de Educação Permanente, NUDEP, e do Núcleo de Tecnologias Educacionais, NUTED. A transmissão completa está disponível no canal do IgesDF no YouTube.
Créditos: 
Autora: Talita Motta 
Fotos: Divulgação/IgesDF
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Saúde

Exame inovador para triagem do câncer de pele, Nevo ganha primeira operação em escala com o Sabin

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Criado por healthtech brasileira, tecnologia que usa imagens e IA para detectar manchas suspeitas foi premiada duas vezes pela Escola de Saúde Pública de Harvard 

Um dos cânceres mais comuns em países tropicais como o Brasil, os tumores de pele geralmente têm baixa letalidade, mas precisam ser detectados precocemente para aumentar as chances de cura. As pintas na pele podem ser um fator de risco, mas muitas vezes as pessoas não procuram um médico logo que elas surgem.

Pensando nisso, o cofundador e CEO da AI Pathology, Willian Boelcke, decidiu criar uma ferramenta para facilitar a detecção precoce após perder o pai para o câncer de pele, transformando a dor em um propósito para democratizar o acesso à saúde. O resultado foi o Nevo, tecnologia desenvolvida pela AI Pathology que utiliza inteligência artificial para analisar imagens de pintas e manchas na pele e identificar possíveis sinais de alerta.

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Depois de um teste com trabalhadores rurais no interior de Goiás e com algumas grandes empresas que ofereceram a solução para seus próprios colaboradores, o Nevo ganha agora escala para ampliar o acesso ao exame em parceria com o Sabin Diagnóstico e Saúde, principal marca do ecossistema do Grupo Sabin.

A healthtech de Boelcke e a empresa de Brasília, que foi fundada 42 anos atrás, desenvolveram uma jornada mais integrada para o Nevo, um teste de triagem que avalia as imagens das pintas na pele por meio da inteligência artificial proprietária. O produto levou a AI Pathology a receber, em 2024, o Social Impact Fellowship Fund (SIFF), do Harvard Innovation Labs, e o reconhecimento no Health Systems Innovation Hackathon, do Harvard Health Systems Innovation Lab, além de integrar um programa de incubação no InovaHC, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

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“Para nós, aqui no Sabin, inovação nasce quando se buscam soluções para problemas reais na saúde. Foi essa visão que nos aproximou do AI Pathology quando conhecemos o Nevo, que facilita muito a jornada de quem tem lesões que podem levar a um câncer de pele”, afirma o diretor-técnico do Grupo Sabin, Rafael Jácomo.

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Para a AI Pathology, a parceria com o Sabin representa um passo avançado para a ampliação do acesso à saúde. “A experiência junto ao Sabin representa para a AI Pathology a porta de entrada no varejo diagnóstico de alto volume, permitindo validar a fluidez operacional em larga escala e avaliar a adesão dos pacientes à linha de cuidado”, destaca Willian Boelcke, CEO da empresa.

Inicialmente disponível para os clientes do Sabin em Brasília pelo e-commerce da empresa, o modelo permite a avaliação de até cinco lesões, limite estabelecido para assegurar agilidade no atendimento e foco rigoroso nas pintas ou manchas de maior relevância diagnóstica.

Após a aquisição do serviço, uma equipe especialmente treinada vai ao endereço fornecido pelo cliente com o equipamento para a coleta das imagens. Por meio de um smartphone e uma lente de magnificação e iluminação por luz polarizada, o coletor captura estruturas que podem não ser visíveis a olho nu, permitindo uma análise mais detalhada das lesões.

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As imagens são então avaliadas pela inteligência artificial do Nevo. Sempre que a tecnologia identifica um achado suspeito, a jornada ativa automaticamente um gatilho para uma teleconsulta com um dermatologista, que orientará o paciente sobre os próximos passos, como a procura por um especialista e os cuidados com a lesão.

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Grupo Sabin | Com 42 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com 7.500 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.  O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 366 unidades distribuídas de norte a sul do país.

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo.  Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde – Rita Saúde – solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.

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Sobre a AI Pathology 

A AI Pathology é uma startup brasileira que une Inteligência Artificial (IA) e medicina para o rastreamento precoce de doenças dermatológicas e democratização do acesso ao diagnóstico via triagem de lesões cutâneas, com até 95% de assertividade. A empresa é reconhecida pela seleção para a incubação na Escola de Saúde Pública de Harvard, pela Harvard innovation lab e pelo apoio de centros como  Inova HC e In.mack entre outros.

 

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