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Solenidade celebra papel social do atletismo e da corrida de rua no Gama

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite da última terça-feira (23), sessão solene para homenagear a Associação dos Corredores de Rua do Gama (Corgama) e o Centro de Iniciação Desportiva (CID) de atletismo da região. A iniciativa, proposta pelo deputado Eduardo Pedrosa (União), reuniu atletas e pioneiros na CLDF para celebrar o esporte como ferramenta de transformação social e preservação da saúde. Fundada no ano 2000, a Corgama é reconhecida por promover a prática da corrida e representar a cidade em competições, além de desenvolver trabalho inclusivo com jovens e pessoas com deficiência. Já o CID de Atletismo do Gama, vinculado à Secretaria de Educação, atende estudantes da rede pública de 8 a 17 anos na revelação de novos talentos.

Durante a solenidade, o deputado Eduardo Pedrosa enfatizou que o atletismo exige mais do que capacidade física, demandando “coração e mente” para superar limites e suportar a rotina exaustiva de treinamentos. O parlamentar ressaltou que o fomento à prática desportiva é um dever do Estado, previsto no artigo 254 da Lei Orgânica do Distrito Federal, por seu papel na educação e na prevenção contra a violência e as drogas. Pedrosa relatou ter se surpreendido positivamente ao visitar os projetos e se comprometeu a trabalhar para viabilizar uma sede própria para a Corgama no Estádio Bezerrão. “O fomento à prática desportiva não é algo que o poder público pode ou não fazer a seu critério, mas um dever”, definiu o deputado.

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O diretor técnico da Corgama e professor do CID, Ademir Francelino Ferreira, lembrou sua trajetória e as renúncias feitas em prol do esporte. Ele destacou que sua maior gratificação é “despertar o sonho” em jovens atletas, como a marchadora Gabriela Beatriz, que hoje integra a seleção brasileira. Para o professor, o reconhecimento oficial deve vir acompanhado de melhorias práticas na estrutura de treinamento para garantir melhores condições aos alunos.

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No mesmo sentido, o vice-presidente da associação, Francolino Lustosa Rodrigues, afirmou que, após 25 anos de luta, a entidade finalmente se tornou visível para o poder público. Ele compartilhou relatos de pessoas que abandonaram a dependência química por meio da corrida e reforçou o pedido por um espaço físico definitivo para a instituição.

O impacto pessoal do esporte também foi lembrado pelo diretor da Corgama, Josino de Oliveira Neto, que narrou sua própria superação ao completar sua primeira maratona após quatro anos de prática. Josino dedicou a homenagem a todos os familiares e colaboradores que acreditam no poder transformador do atletismo. A presidente da associação, Rose Mary de Assis Moraes, reiterou que a Corgama, prestes a completar 26 anos, consolidou-se como uma referência no Distrito Federal, pautada pelo compromisso coletivo de seus associados. Ela destacou a importância de garantir que mais pessoas possam realizar sonhos por meio da convivência esportiva e da promoção de hábitos saudáveis.

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No final do evento, foram entregues moções de louvor a diversos atletas e colaboradores em reconhecimento às contribuições para o fortalecimento do esporte e da cidadania no DF. A íntegra da sessão solene está disponível no canal da TV Câmara Distrital no YouTube

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Com PAA, renda de agricultores familiares cresce até 30% e dependência do CadÚnico chega a cair 57%

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Resultados estão em pesquisa apresentada pelo MDS durante o lançamento da avaliação de impacto e resultados do Programa de Aquisição de Alimentos

familiares beneficiados pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) registraram aumento de até 30% na renda per capita e redução de até 57% na probabilidade de permanência no Cadastro Único. Os resultados são da pesquisa apresentada nesta segunda-feira (22), em Brasília, durante o lançamento da avaliação de impacto e resultados do programa promovido pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
No evento, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou que a política deve alcançar uma quantidade maior de pessoas. “É preciso uma jornada que possa alcançar maior escala e possa, a partir daí, colocar produtores e produtoras em condição de uma linha direta com o mercado. E é claro, com isso elevar a renda. Eu estou falando de combate à subnutrição e à desnutrição”, reforçou Dias.
Conheça a pesquisa
O estudo foi desenvolvido pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). A pesquisa avaliou os impactos das modalidades Compra com Doação Simultânea (CDS) e PAA Leite sobre a inclusão produtiva e a segurança alimentar e nutricional.
MAIS AUTONOMIA – A pesquisa mostra que os beneficiários da modalidade Compra com Doação Simultânea tiveram aumento médio de R$ 50 na renda per capita, o equivalente a crescimento de 30%. Entre os participantes do PAA Leite, o aumento foi de R$ 32 por pessoa, representando avanço de 19% na renda.

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Um dos principais destaques do estudo foi a redução da dependência de políticas sociais. Após seis anos de participação no programa, os beneficiários do PAA CDS apresentaram redução de 57% na probabilidade de permanência no Cadastro Único. No PAA Leite, a redução foi de 25%.
Segundo a pesquisa, 75% dos agricultores participantes do PAA CDS estão inscritos no Cadastro Único, o que reforça o alcance da política às famílias em situação de vulnerabilidade.
Para o secretário nacional de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único do MDS, Rafael Osório, o PAA é importante para a agricultura familiar, mas principalmente para os agricultores inscritos no Cadastro Único. “Acessando o PAA, esse agricultor familiar que está no Cadastro Único pode investir na sua produção, pode vir a acessar outros programas, receber assistência técnica e, dessa forma, sair de forma definitiva do Cadastro Único e da necessidade de ter apoio de programas sociais”, destacou o secretário.
Já a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, afirmou que a pesquisa é o começo de uma avaliação que deve ter continuidade nos próximos anos, com o objetivo de gerar indicadores confiáveis para que o governo possa “devolver para a sociedade informações sobre como o PAA vem ampliando a renda de quem vende para o programa, como vem apoiando as famílias na trajetória de saída do Bolsa Família e na trajetória de autonomia econômica e de desenvolvimento”.
PÚBLICOS PRIORITÁRIOS – Entre 2022 e 2024, houve crescimento da participação dos públicos prioritários definidos pela Lei nº 14.628/2023. A participação de mulheres passou de 53,7% para 58,1%. Entre os agricultores quilombolas, o percentual cresceu de 4% para 7,6%. Já a participação de indígenas aumentou de 0,7% para 6% no mesmo período.
GESTÃO DO PAA – Em 2024, o PAA alcançou 3.334 municípios brasileiros, o equivalente a 60% das cidades do país. Entre os municípios participantes do estudo, 84% relataram ampliação da busca ativa de agricultores familiares. Outros 76% apontaram avanços na identificação de pessoas em situação de insegurança alimentar.

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O levantamento identificou ainda que 29% dos municípios já realizaram levantamentos junto a povos e comunidades tradicionais, ampliando estratégias de inclusão desses públicos. Para 82% dos municípios que participaram do estudo, o programa contribuiu para o amadurecimento dos processos gerenciais relacionados à execução da política pública.
Já 77% dos municípios que possuem programas próprios reconheceram influência positiva do PAA em sua criação ou fortalecimento. Segundo a pesquisa, 86% dos municípios consideram decisivo o suporte oferecido pelo MDS para a execução do programa.
Segundo Lilian Rahal, a pesquisa mostra como o PAA fortalece as políticas de segurança alimentar nos territórios. “O programa está ampliando a capacidade dos municípios de produzir, comercializar e de disponibilizar para a população comida de verdade, retomando os hábitos alimentares que são daquelas localidades de cada região do nosso país e ainda ampliando o consumo de alimentos saudáveis, de comida de verdade, por quem mais precisa”.
SOBRE O PROGRAMA – Criado para fortalecer a agricultura familiar e ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis, o PAA permite a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares e a distribuição gratuita à rede socioassistencial e a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, como cozinhas solidárias, restaurantes populares e bancos de alimentos.
Os alimentos adquiridos pelo programa chegam principalmente à rede de assistência social e à rede educacional. Em 2024, 40% das entidades que recebem alimentos estavam vinculadas à assistência social e 39,8% à educação, além de organizações de povos e comunidades tradicionais, iniciativas de alimentação e nutrição, serviços de saúde e atendimento a refugiados.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

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