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Cultura

IgesDF participa de evento internacional de ouvidorias

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Presença em seminário consolida compromisso com uma escuta cada vez mais acolhedora, transparente e voltada às necessidades da população
Por Ivan Trindade
Por trás de cada manifestação registrada por um cidadão existe uma oportunidade de aprimorar o cuidado. Ouvir com atenção, compreender diferentes realidades e transformar essas experiências em melhorias concretas faz parte do caminho para oferecer uma saúde pública cada vez mais próxima das pessoas. Foi com esse propósito que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), por meio da Coordenação de Ouvidoria e Transparência (CTOV), participou, do 1º Seminário Internacional de Ouvidorias.
O encontro reuniu gestores e especialistas do Brasil e de outros países para compartilhar experiências e discutir estratégias voltadas ao fortalecimento das ouvidorias públicas como instrumentos de participação social, transparência e melhoria contínua dos serviços prestados à população. Ao longo da programação, os debates reforçaram a importância de transformar a escuta qualificada em ações capazes de aperfeiçoar processos e aproximar as instituições das pessoas.
O Seminário foi promovido em Brasília, entre os dias 23 e 25 de junho, pela Rede Nacional de Ouvidorias, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e instituições apoiadoras.
Para a coordenadora da CTOV, Nathalia de Pina, participar de espaços como esse representa uma oportunidade de ampliar conhecimentos e trazer novas perspectivas para o trabalho desenvolvido diariamente no Instituto. “O seminário proporcionou importantes oportunidades de diálogo e troca de experiências com profissionais de diferentes instituições e países, favorecendo o compartilhamento de soluções que contribuem para tornar a atuação das ouvidorias ainda mais eficiente”, pontua.
A gestora destaca que o fortalecimento da Ouvidoria passa pela capacitação contínua das equipes e pelo intercâmbio de boas práticas entre instituições. Para ela, acompanhar discussões nacionais e internacionais permite incorporar novas ferramentas e aperfeiçoar processos que impactam diretamente a experiência dos usuários. “Todo o conhecimento adquirido contribuirá para o aperfeiçoamento dos nossos processos, fortalecendo uma escuta cada vez mais qualificada e um atendimento mais transparente, acolhedor e centrado nas necessidades do cidadão”, afirma.
Mais do que um canal de diálogo, a Ouvidoria é um instrumento que aproxima cidadãos e gestão, permitindo identificar oportunidades de melhoria e fortalecer a qualidade da assistência.
Por fim, Nathalia de Pina ressalta que a participação do IgesDF no seminário reforça compromisso institucional com o desenvolvimento permanente de seus gestores. “Ao incentivar a presença de profissionais em encontros voltados à inovação, à governança e ao compartilhamento de experiências, o Instituto fortalece uma cultura organizacional baseada no aprendizado contínuo e na busca constante por soluções capazes de qualificar os serviços oferecidos em todas as suas unidades”, completa.

 

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Cultura

Projeto promove vivências formativas em Planaltina-DF e Novo Gama-GO, com evento de encerramento na Fundação Cultural Palmares, em Brasília

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Presentes hoje em restaurantes, festivais e diferentes espaços da gastronomia brasileira, muitos dos saberes da cozinha afro-brasileira nasceram e foram preservados nos quintais, nas cozinhas comunitárias e nos terreiros, ambientes nos quais alimento, espiritualidade, memória e vida coletiva sempre caminharam juntos. É desse caldo de histórias, práticas e conhecimentos ancestrais que surge Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana, projeto da Fundação Cultural Palmares, realizado pelos institutos Lente Cultural e Kitanda Cultura de Terreiro.

Em sua segunda edição, o projeto realiza, entre agosto e setembro de 2026, dois ciclos formativos em territórios tradicionais de matriz africana e um encontro público de encerramento. A programação passará pelo Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga, em Planaltina, no Distrito Federal, nos dias 22 e 23 de agosto; pela Casa de Oyá, em Novo Gama, Goiás, em 5 e 6 de setembro; e será concluída em 8 de setembro, na sede da Fundação Cultural Palmares, em Brasília, com a participação da chef e Makota Solange Borges. Ao longo desse percurso, lideranças religiosas, pesquisadoras, cozinheiras, produtoras culturais e representantes das comunidades se reunirão em oficinas, vivências práticas, rodas de conversa e refeições coletivas. As inscrições podem ser feitas, gratuitamente, através de preenchimento de formulário  link.

Mais do que realizar encontros pontuais, Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana busca fomentar a preservação, a difusão e o reconhecimento da culinária afro-brasileira como patrimônio cultural. Entre os seus objetivos está o de fortalecer a identidade, a autonomia, o empreendedorismo criativo e a soberania alimentar e nutricional das comunidades tradicionais de matriz africana.

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Para a produtora cultural e presidente do Instituto Lente Cultural, Carol Peres, “A salvaguarda dos saberes tradicionais não é apenas uma revisão do nosso passado, mas uma ferramenta indispensável para pensarmos o futuro da cultura no Brasil. Quando reconhecemos e fortalecemos a culinária de matriz africana, estamos valorizando tecnologias ancestrais que unem sustentabilidade, memória e economia criativa. O papel das instituições culturais é justamente criar as pontes e garantir as condições para que esses territórios de resistência continuem sendo os verdadeiros protagonistas da difusão e preservação do nosso patrimônio imaterial”.

A iniciativa parte do entendimento de que a culinária de terreiro não se resume ao preparo de alimentos. Ela carrega conhecimentos transmitidos entre gerações, modos próprios de cultivo, conservação e aproveitamento dos ingredientes, relações com a natureza, práticas de cuidado e formas de organização comunitária.

Ao aproximar patrimônio cultural, segurança alimentar, sustentabilidade e economia criativa, o projeto transforma a herança ancestral em instrumento de fortalecimento dos territórios e de resposta a desafios contemporâneos. A iniciativa também dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à fome zero e à agricultura sustentável, à igualdade de gênero, ao trabalho decente e à geração de renda, à redução das desigualdades, à preservação das comunidades e ao consumo e à produção responsáveis.

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“O Tabuleiro da Baiana transcende o ato de nutrir; trata-se de uma sofisticada tecnologia ancestral e a materialização do legado das mulheres negras. Como liderança de uma comunidade tradicional Angola Kongo, vejo que essa prática é um pilar para o desenvolvimento sustentável das nossas comunidades. O Tabuleiro é um instrumento vivo de manutenção dos saberes tradicionais, estruturando a nossa proteção social e atuando como um vetor essencial na promoção da segurança alimentar e nutricional. Fruto da inteligência das zungueiras, quitandeiras e ganhaderias, que no Brasil colonial serviu de manobra contra-colonial para subsistência das pessoas negras, legado que perdura na contemporaneidade”, ressalta Tata Luazi Luango, coordenador artístico do projeto.

Primeira vivência acontece no Terreiro da Vovó Maria Conga – Polo I

A primeira etapa será realizada nos dias 22 e 23 de agosto, das 9h às 17h, no Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga, em Planaltina. Durante os dois dias, os participantes poderão conhecer os espaços do terreiro, visitar a horta comunitária, acompanhar o preparo de receitas tradicionais e compartilhar os pratos produzidos nas atividades.

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A programação começa com a vivência Terreiro Cerratense, conduzida por Mãe Maria do Cerrado, gestora do Terreiro da Vovó Maria Conga. A atividade apresenta a culinária tradicional de terreiro a partir dos ingredientes, das práticas e dos conhecimentos ligados ao Cerrado. Além da visita ao espaço, os participantes acompanharão o preparo de um prato típico da culinária cerratense, finalizando o encontro com um almoço coletivo.

Mãe Maria do Cerrado também estará à frente da vivência Senzala Gastronômica, dedicada aos saberes transmitidos pelas Pretas e pelos Pretos Velhos. A proposta é abordar a presença da memória, da espiritualidade e da ancestralidade na alimentação, passando pela visita à horta do terreiro, pelo preparo de um prato tradicional da culinária quilombola e pelo compartilhamento da refeição.

A educadora Ekejie Cleide Morais, da Favela Gastronômica, conduzirá a oficina Cozinhas Comunitárias. A atividade será voltada às práticas de segurança alimentar e nutricional, com orientações sobre aproveitamento integral dos alimentos, armazenamento, distribuição e organização das cozinhas populares e comunitárias. Cleide compartilhará experiências construídas em iniciativas que utilizam a alimentação como instrumento de acolhimento, autonomia e fortalecimento coletivo.

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Já a afro produtora Ekejie Jackeline Silva apresentará a oficina Afro Paladar, nome do livro e do documentário desenvolvidos por ela. A partir dessas experiências, a facilitadora abordará técnicas de registro e documentação do patrimônio gastronômico afro-brasileiro, além de orientar os participantes na construção de um livro de receitas tradicionais.

Todas as atividades culminam em momentos de convivência à mesa. Os participantes poderão degustar os pratos preparados durante as oficinas, reforçando a ideia de que cozinhar, compartilhar e comer também são formas de preservar memórias, transmitir conhecimentos e fortalecer vínculos comunitários.

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Mais do que ensinar receitas, o projeto pretende mostrar como a culinária tradicional constitui um importante instrumento de preservação da identidade afro-brasileira, de fortalecimento comunitário e de geração de oportunidades econômicas para mulheres negras e comunidades tradicionais.

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Para facilitar o acesso dos participantes, haverá transporte gratuito com saída da Rodoviária do Plano Piloto, mediante inscrição prévia

Projeto segue para Novo Gama – Polo II

A segunda vivência acontecerá nos dias 5 e 6 de setembro, na Casa de Oyá, em Novo Gama. A etapa seguirá a metodologia adotada em Planaltina, incorporando conteúdos relacionados à agroecologia, à sustentabilidade, à preservação ambiental e à geração de renda nos territórios tradicionais.

A programação contará com atividades conduzidas pela Yalorixá Jussara Morais, pela agroecologista Muzenza Imoxicongo Raíssa Felipe, por Ekejie Cleide Morais e por Ekejie Jackeline Silva. Os detalhes dessa segunda vivência serão divulgados posteriormente.

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O encerramento será realizado em 8 de setembro, na Fundação Cultural Palmares, em Brasília, com apresentação dos resultados do projeto e aula-show da chef e Makota Solange Borges, idealizadora do projeto Culinária de Terreiro e do Festival do Dendê. A programação também contará com lançamento de livro, mesa de debate, apresentações culturais e degustação de pratos preparados especialmente para a ocasião.

SERVIÇO

Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana

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Participação: gratuita
Inscrições: link

Vivência Formativa – Polo I

Datas: 22 e 23 de agosto de 2026, sábado e domingo
Horário geral: das 9h às 17h
Local: Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga – Planaltina (DF) Mapa
Transporte: ônibus gratuito e exclusivo saindo do estacionamento do SESI Lab

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Terreiro Cerratense
Facilitadora: Mãe Maria do Cerrado
Carga horária: 4 horas

Cozinhas Comunitárias
Facilitadora: Ekejie Cleide Morais – Favela Gastronômica
Carga horária: 4 horas

Senzala Gastronômica
Facilitadora: Mãe Maria do Cerrado
Carga horária: 4 horas

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Afro Paladar
Facilitadora: Ekejie Jackeline Silva
Carga horária: 4 horas

Vivência Formativa – Polo II

Datas: 5 e 6 de setembro de 2026, sábado e domingo
Horário geral: Das 9h às 17h
Local: Casa de Oyá – Novo Gama (GO) Mapa
Transporte: ônibus gratuito e exclusivo saindo do estacionamento do SESI Lab (Plano Piloto-DF)

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Tabuleiro da Baiana
Facilitadora: Yalorixá Jussara Morais
Carga horária: 4 horas

Cozinhas Comunitárias
Facilitadora: Ekejie Cleide Morais – Favela Gastronômica
Carga horária: 4 horas

Terreiro Sustentável
Facilitadora: Muzenza Imoxicongo – Agroecologista Raíssa Felipe
Carga horária: 4 horas

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Afro Paladar
Facilitadora: Ekejie Jackeline Silva
Carga horária: 4 horas

Encerramento

Data: 8 de setembro de 2026, terça-feira
Horário: A partir das 14h
Local: Fundação Cultural Palmares – Brasília (DF)

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Para mais informações, acessar o instragramhttps://www.instagram.com/saboresesaberesdeterreiro/

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