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Ferramenta para solucionar casos históricos de desaparecimento é lançada no DF

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Projeto Orfeu fará a reanálise biométrica de cadáveres não identificados ou identificados exclusivamente na esfera criminal

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

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A Polícia Civil (PCDF) lança, nesta quinta (2), às 10h30, no hall do Instituto de Identificação (II), no Complexo da PCDF, o projeto Orfeu, iniciativa voltada para reanálise biométrica de cadáveres não identificados ou identificados exclusivamente na esfera criminal, mediante a aplicação de tecnologias avançadas de comparação biométrica e a integração de bases de dados estaduais e federais.

Desenvolvido a partir da revisão de registros produzidos ao longo de três décadas, o projeto promove o reprocessamento de biometrias anteriormente submetidas às limitações tecnológicas de sua época, possibilitando novas oportunidades de identificação humana por meio de sistemas biométricos modernos e interoperáveis.

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Até o momento, a iniciativa possibilitou a recuperação de 117 identidades entre 409 casos analisados, evidenciando o potencial da integração entre bases biométricas e da utilização de tecnologias contemporâneas para a resolução de casos históricos de elevada complexidade. Além de contribuir para o fortalecimento das atividades periciais e investigativas, o projeto Orfeu representa importante instrumento de apoio às políticas de busca de pessoas desaparecidas, ampliando a capacidade institucional de identificação humana e de integração de informações em âmbito nacional.

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Como legado permanente, o projeto estabelece a formação de um banco biométrico de cadáveres não identificados e a implementação de um ciclo contínuo de revisão biométrica, consolidando um modelo permanente de atualização tecnológica e aperfeiçoamento dos processos de identificação humana no âmbito da PCDF.

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Nos casos em que houver identificação e localização dos familiares, a PCDF fará a comunicação oficial da identificação da pessoa e informará o local onde foi realizado o sepultamento, competindo ao órgão responsável por sua administração fornecer as informações relativas à sua localização específica.

Após a cerimônia de lançamento haverá uma coletiva de imprensa com a equipe responsável pelo projeto, no auditório do Instituto de Identificação.

Projeto Orfeu — lançamento 

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→ Data: quinta-feira (2)
→ Horário: 10h30
→ Local: hall do Instituto de Identificação – Complexo da PCDF.

 

*Com informações da PCDF

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Mulheres incriveis

Mulheres vítimas de violência doméstica no DF podem solicitar o Aluguel Social

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Mulheres em situação de violência doméstica e familiar que precisem deixar o lar para preservar a integridade física podem solicitar o Aluguel Social. O benefício é de R$ 600 mensais para despesas com moradia por até seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.

 

Unidades do Espaço Acolher estão entre as instituições que fazem acompanhamento psicossocial de mulheres em situação de vulnerabilidade | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Atualmente, 765 mulheres recebem o auxílio; e, entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 4.327 atendimentos. O acesso ocorre por demanda espontânea, e não há limite de vagas.

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Critérios para solicitar o benefício

⇒ Possuir medida protetiva de urgência vigente, expedida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), com base na Lei Maria da Penha

⇒ Estar em situação de vulnerabilidade econômica e social

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⇒ Precisar deixar a residência em caráter emergencial devido ao risco de morte ou agravamento da violência

⇒ Não possuir outro imóvel ou local seguro para morar

⇒ Não ter condições financeiras de custear despesas com moradia

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⇒ Residir no Distrito Federal

⇒ Possuir renda per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar de até dois salários mínimos

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⇒ Estar em acompanhamento psicossocial na Casa da Mulher Brasileira, em alguma unidade do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), na Casa Abrigo ou nos Espaços Acolher.

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Como solicitar

O primeiro passo é procurar presencialmente uma das unidades de atendimento psicossocial. Durante o atendimento, uma equipe multidisciplinar avalia a situação da vítima e elabora um relatório técnico para verificar se ela atende aos critérios estabelecidos pela Portaria nº 49/2026.

 

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Se o benefício for concedido, o valor deverá ser utilizado para despesas com moradia.

O que é necessário durante o recebimento

Enquanto recebe o auxílio, a beneficiária deve manter o acompanhamento psicossocial em uma das unidades ou na rede de proteção às mulheres vítimas de violência. Também é necessário apresentar, nos primeiros 45 dias de recebimento do benefício, o contrato de locação do imóvel ou uma declaração assinada pelo proprietário.

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Mulheres que não possuírem documentos para comprovar renda ou residência poderão utilizar autodeclaração. Além disso, é obrigatória a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), caso ainda não estejam cadastradas, e a apresentação do comprovante de cadastro no programa habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab). Quando indicado, também poderá ser necessária a participação em programas sociais complementares.

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Como funciona a prorrogação

O benefício pode ser disponibilizado por mais seis meses. Para isso, a beneficiária deverá comprovar inscrição em pelo menos dois cursos de capacitação, qualificação profissional ou empreendedorismo.

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Também é preciso, nesse caso, apresentar o comprovante de cadastro na Codhab e um documento que comprove a continuidade da locação do imóvel, como contrato de aluguel ou declaração do locador

A permanência depende do cumprimento dos critérios previstos e da regularidade do acompanhamento feito pelas unidades ou pela rede de proteção às mulheres vítimas de violência.

 

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