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Cultura

Rua de Lazer do Guará entra no clima das férias com atrações para toda a família neste domingo (26)

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Trenzinho, brinquedos, circo, atividades esportivas, feira de artesanato e programação cultural prometem movimentar a Avenida Central do Guará II

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Agência Brasília | Edição: José Renato Garcia

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Neste domingo (26), haverá uma edição especial da tradicional Rua de Lazer no Guará II. Com o tema Férias, o evento vai reunir diversão, cultura, esporte e lazer para crianças, jovens, adultos e idosos. O evento será realizado das 8h às 16h, na Avenida Central do Guará II, entre a 4ª Delegacia de Polícia e o Edifício Consei, com programação gratuita para toda a comunidade.

Um dos grandes destaques desta edição será o espetáculo do Circo Vitória, marcado para as 11h, levando ao público apresentações repletas de magia, humor, acrobacias e interação com as famílias. A atração promete encantar crianças e adultos durante as férias escolares.

 

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Outra atividade muito procurada é o Trenzinho de Ferro, que percorrerá o circuito da Rua de Lazer durante três horas, oferecendo um passeio especial para os visitantes. A programação ainda contará com brinquedos infláveis para as crianças, pintura de rosto, atividades esportivas, apresentações culturais e feira de artesanato.

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Uma vez por mês, a Rua de Lazer se torna palco dos principais eventos comunitários do Guará. A iniciativa transforma um trecho da Avenida Central em um grande espaço de convivência, incentivando a ocupação dos espaços públicos e a prática de atividades ao ar livre.

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Cultura

Ponto de Cultura Vovó Maria Conga fortalece formação cultural em Planaltina

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Benzimentos, capoeira para a primeira infância, dança charme e comunicação digital integram ações gratuitas que aproximam gerações, preservam tradições e criam possibilidades de autonomia no Vale do Amanhecer

Há conhecimentos que sobrevivem porque passam de geração em geração. E há novas ferramentas que podem abrir caminhos para o presente e o futuro. No Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga – Santuário de Maria, no Vale do Amanhecer, em Planaltina (DF), essas duas dimensões se encontraram em um projeto que reuniu benzimentos e plantas medicinais, capoeira para crianças, dança charme e formação em social media, fotografia e produção de vídeos pelo celular.

Realizadas por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), as ações fortaleceram um trabalho que o Ponto de Cultura já desenvolve no território, voltado à preservação de conhecimentos tradicionais, formação cultural, convivência comunitária e criação de oportunidades de autonomia e geração de renda. O projeto destinou 82 vagas a quatro frentes de formação: 20 para benzimentos, 20 para comunicação digital, 30 para dança charme e 12 para crianças de 2 a 7 anos, na capoeira.

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Segundo Mestra Mãe Maria do Cerrado, que está à frente do espaço e também atua como documentarista de patrimônio material e imaterial, registrando histórias ligadas à construção de Brasília, um dos efeitos mais perceptíveis foi a aproximação da comunidade. Pessoas que já conheciam o trabalho passaram a participar mais, enquanto novos públicos chegaram e encontraram no local um espaço de convivência, aprendizado e valorização cultural.

A cultura é, realmente, viva, quando é compartilhada, praticada e reconhecida pelas pessoas”, afirma. Para ela, o projeto também ampliou o reconhecimento do Ponto de Cultura como um espaço coletivo, onde a cultura se manifesta não apenas em apresentações, mas na oralidade, na música, na dança, na culinária, nos saberes do Cerrado e nas tradições de terreiro.Saberes Sagrados

Na oficina Sagradas Mulheres Bentas, conduzida pelas mestras benzedeiras e raizeiras Josefa Francisco Gomes Ataides e Mãe Maria do Cerrado, a oralidade foi o principal meio de transmissão de conhecimentos sobre benzimentos, plantas medicinais e práticas herdadas entre gerações. Um dos desdobramentos previstos é a incorporação de novos benzedores e benzedeiras à Roda de Benzimentos do Cerrado, iniciativa que o Ponto de Cultura já realiza de forma itinerante em diferentes espaços do Distrito Federal.

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A transmissão da cultura afro-brasileira também chegou à primeira infância. Com o Mestre Ferrugem, crianças de 2 a 7 anos tiveram contato com movimentos, musicalidade, instrumentos, cantigas e a roda de capoeira por meio de atividades lúdicas.

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Já a oficina de dança charme, conduzida por Luciana Mota Ferreira, trabalhou musicalidade, expressão corporal e construção coletiva de coreografias, além de estimular a formação de grupos que possam continuar vinculados ao Ponto de Cultura.

No outro extremo dessa ponte entre tradição e contemporaneidade, Vanessa Neres conduziu a formação em social media, fotografia e filmagem pelo celular. Os participantes aprenderam produção de conteúdo, planejamento de redes sociais, fotografia e vídeo, com perspectiva de utilização desses conhecimentos no mercado de trabalho, no empreendedorismo e na construção de portfólios próprios.

Durante o projeto, oficinas, encontros e momentos de troca ampliaram a rede de participação e pertencimento em torno da instituição. “Para nós, o resultado mais bonito é ver o Ponto de Cultura pulsando. É ver as pessoas chegando, participando, trazendo seus saberes, seus talentos e suas histórias”, manifesta Maria do Cerrado.

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Público

Aberto a todos, a iniciativa se esforçou para alcançar, sobretudo, mulheres em situação de vulnerabilidade social, pessoas trans, negras e com deficiência, estudantes da rede pública, jovens desempregados, pessoas com 60 anos ou mais, pessoas em situação de rua, imigrantes, integrantes da comunidade LGBTQIA+, povos de terreiro e povo cigano. A acessibilidade também é um dos princípios e esteve incorporada desde a realização das oficinas até a comunicação do projeto, com espaços acessíveis, materiais em braile e recursos de Libras. Pessoas com deficiência também integram a equipe em funções de coordenação e execução.

Do Ponto de Cultura para o território

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O projeto também levou o que foi produzido nas formações para momentos de compartilhamento com a comunidade. A programação incluiu a Roda de Benzimentos do Cerrado, com mestres e mestras da região; a Batalha Charmosa, dedicada às performances e coreografias de dança charme; e os Festejos Sagrados da Vovó Maria Conga, reunindo diferentes expressões trabalhadas durante o projeto.

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As ações dialogam com uma região onde, segundo o diagnóstico apresentado pelo próprio Ponto de Cultura, a população convive com vulnerabilidades sociais e carência de espaços culturais e formativos. Nesse contexto, a instituição busca aproximar cultura, formação e participação comunitária.

De acordo com Maria do Cerrado, a experiência também revelou a demanda existente por espaços de formação e convivência e fortaleceu a capacidade de mobilização da instituição. Como elabora, o recurso público ganha significado justamente quando seus efeitos chegam à vida cotidiana: “O investimento na cultura chegou até o território e se transformou em encontro, participação, aprendizado, autoestima, memória e fortalecimento comunitário.”

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O encerramento do projeto, portanto, não representa o fim desse movimento. O próprio plano de trabalho prevê estratégias para a continuidade das oficinas, a ampliação da Roda de Benzimentos e a manutenção dos vínculos e parcerias construídos durante as atividades.

Sobre o Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga – Santuário de Maria

Localizado no Vale do Amanhecer, em Planaltina (DF), e certificado como Ponto de Cultura desde 2025, o espaço, fundado em 1970, desenvolve ações ligadas à preservação e transmissão de saberes ancestrais, formação cultural, inclusão e fortalecimento comunitário. Sua trajetória reúne iniciativas de medicina tradicional, benzimentos, alimentação de terreiro, memória, audiovisual, sustentabilidade e formação de diferentes públicos. Entre as ações já realizadas estão projetos apoiados pelo FAC e pela Lei Paulo Gustavo, além de iniciativas desenvolvidas pela própria entidade e por meio de parcerias.

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Serviço:

Para conhecer e participar das atividades gratuitas:

Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga – Santuário de Maria

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Endereço: Sítio Agrovale, Fazenda Santa Fé, Gleba 02, Área Rural de Planaltina

Sitepontodeculturavovoconga.com.br

Facebook: Terreiro da Vovó Maria Conga – Casa de Benzimento

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