Curiosidades
Alunos ganham suporte 24 horas com IA que aprende o método de cada professor
Marlom Andrade, CEO da Tutory, explica como a inteligência artificial pode personalizar cronogramas, auxiliar na fixação de conteúdos e ampliar o acompanhamento dos estudantes sem substituir o papel do educador
A inteligência artificial começa a ganhar espaço também no acompanhamento pedagógico, com ferramentas capazes de oferecer suporte aos estudantes de acordo com suas necessidades e com a metodologia desenvolvida por cada profissional. A proposta é ampliar a assistência fora dos horários tradicionais de aula e tornar o processo de aprendizagem mais personalizado.
Na Tutory, plataforma brasileira de gestão de serviços de coaching e mentoria de estudos, a inteligência artificial está integrada aos dois produtos da empresa, Mentoria e HUB, com funções específicas de acordo com o contexto de uso.
Na Mentoria, a IA é utilizada para criar cronogramas de estudo personalizados. A ferramenta cruza as informações preenchidas pelo aluno no início do acompanhamento, como tempo disponível para estudar e edital de interesse, com o método definido pelo professor ou mentor. A partir desses dados, o sistema constrói automaticamente um planejamento individualizado.
“O cronograma é construído a partir de duas informações fundamentais: a realidade do aluno e o método do especialista que o acompanha. A inteligência artificial consegue cruzar esses dados e transformar essa combinação em um planejamento personalizado”, explica Marlom Andrade, CEO da Tutory.
Outro recurso está no replanejamento dos estudos. Quando o aluno deixa de cumprir determinado dia do cronograma, a inteligência artificial pode reorganizar o planejamento com poucos cliques. O conteúdo que não foi estudado não é perdido, mas retorna em outro momento da rotina, sendo reencaixado no fluxo geral.
Esse processo reduz a necessidade de ajustes manuais e pode facilitar tanto o trabalho do mentor quanto a organização do próprio estudante, especialmente em rotinas de estudo que sofrem alterações ao longo da semana.
Já na HUB, a Tutory conta com a MaIA, uma assistente de inteligência artificial voltada à fixação do conhecimento. Para os alunos, a ferramenta pode gerar resumos de videoaulas, criar perguntas sobre o conteúdo assistido com respostas justificadas e produzir mapas mentais para auxiliar na memorização.
“A proposta é que a inteligência artificial esteja presente em diferentes etapas do estudo. Ela pode ajudar o aluno a revisar uma aula, testar o que ele realmente aprendeu e organizar visualmente os principais pontos do conteúdo”, afirma Marlom.
A MaIA também possui funções voltadas aos professores e mentores. A ferramenta pode auxiliar na correção de redações, oferecendo recursos como resumo do tema, análise de legibilidade e avaliação da emoção presente no texto, além de permitir que o profissional solicite avaliações adicionais ou personalize a análise.
O professor também pode utilizar a ferramenta para obter sugestões de conclusões ou outros elementos que possam ser trabalhados e posteriormente encaminhados ao aluno. A decisão sobre como utilizar essas informações, porém, permanece com o profissional responsável pelo acompanhamento.
Segundo Marlom Andrade, a tecnologia foi desenvolvida para atuar como uma ferramenta de apoio, e não para assumir decisões pedagógicas.
“A inteligência artificial entra para sugerir, organizar e auxiliar o processo de aprendizagem. Quem continua tomando as decisões pedagógicas é o professor ou o mentor, que conhece o aluno, sua trajetória e os objetivos daquele acompanhamento”, destaca.
Outro impacto está na possibilidade de ampliar o suporte oferecido aos estudantes. Como as ferramentas podem permanecer disponíveis fora do horário tradicional de atendimento, o aluno consegue acessar recursos de estudo, revisão e organização mesmo quando o professor ou mentor não está conectado.
A combinação entre personalização, automação de tarefas e suporte contínuo acompanha uma tendência de uso da inteligência artificial na educação, especialmente em modelos de mentoria, coaching e preparação para provas. Nesse cenário, a tecnologia funciona como uma camada adicional de assistência, enquanto a estratégia pedagógica permanece sob responsabilidade do profissional.
Para Marlom Andrade, o diferencial está justamente em utilizar a inteligência artificial de acordo com o método de cada especialista e as necessidades de cada estudante.
“A tecnologia precisa estar a serviço do método e do aluno. O objetivo não é substituir quem ensina, mas dar ao profissional ferramentas para acompanhar melhor seus alunos e permitir que eles tenham mais recursos para estudar, revisar e se organizar”, conclui.
Curiosidades
Filmes que concorrem ao 28º Troféu Câmara Legislativa serão anunciados na terça (18)
Comissão de seleção avaliou cerca de uma centena de títulos habilitados a participar da premiação, criada pela CLDF há 30 anos
Os filmes de longa e curta-metragem do Distrito Federal que concorrerão ao 28º Troféu Câmara Legislativa serão conhecidos nesta terça-feira (18). O anúncio será feito durante coletiva de imprensa de lançamento do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no Cine Brasília, às 10h. Um total de 132 títulos foram avaliados por uma comissão de seleção formada por especialistas (veja abaixo).
Os títulos selecionados disputarão R$ 298 mil. Haverá prêmios para produções escolhidas pelo júri oficial e popular. A exibição ocorrerá de 14 a 18 de setembro próximo, com entrada gratuita, a partir das 18h, na Mostra Brasília, que integra a programação oficial do Festival. A premiação é dividida entre os melhores filmes e nove categorias técnicas, que incluem direção, roteiro, ator e atriz.
Criado com o objetivo de reconhecer o talento dos cineastas do Distrito Federal e incentivar os jovens realizadores brasilienses –, o Troféu Câmara Legislativa completa três décadas e confirma a parceria com o Festival de Brasília. Na primeira edição do Troféu, apenas seis títulos concorreram ao prêmio destinado ao audiovisual local. Desde então, a CLDF acompanhou o crescimento da produção audiovisual do DF e, este ano, adota como slogan: Troféu Câmara Legislativa, há 30 anos junto do Cinema Brasiliense.
28º Troféu Câmara Legislativa
Comissão de Seleção
ANA ARRUDA
Empresária, curadora e diretora da Sétima Cinema XR. Idealizadora do Festival Curta Brasília, desde 2001, atua, nacional e internacionalmente, em audiovisual, arte, tecnologia e economia criativa.
BETHANIA MAIA
Curadora, programadora e produtora audiovisual. Cofundadora do Rastro – Festival de Cinema Documentário e da empresa Vaporosa Cultural, tem atuado na difusão de narrativas afrodiaspóricas no Brasil e exterior.
DANIELA DINIZ
Diretora formada pela New York Film Academy (NYFA), é fundadora da Realize.Content e consultora de mercados criativos internacionais, com atividades voltadas ao desenvolvimento, financiamento e circulação de projetos audiovisuais.
MARCELO BARBOSA
Cineasta formado pela UnB, teve obras exibidas nos festivais de Havana, Torino, Mostra SP, DMZ Docs e outros. Dirigiu o filme Indianara, exibido em Cannes (ACID) – 2019 e em 70 salas comerciais da França.
PAULO DURO MORAES
Um dos idealizadores e coordenadores do Festival de Curtas-Metragens das Escolas Públicas do DF, é professor e coordenador do curso de cinema do IESB. Na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), trabalha na formação de professores da rede pública para a utilização do audiovisual em sala de aula.
Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
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