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Redpill: grupos de ódio simbolizam grave ameaça aos direitos da mulher

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Experts mostram como grupos Redpill e Incel, que integram a chamada “machosfera” digital, representam uma ameaça aos direitos femininos

Yanka Romão / Metrópoles
Ganhou visibilidade, nas últimas semanas, a existência de grupos que incitam a violência e o ódio contra mulheres. Encabeçados por homens que buscam recuperar sua “masculinidade“, conforme eles mesmos justificam, esse movimento é acompanhado de outro problema: o aumento dos crimes de gênero contra elas.

De acordo com pesquisa divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, todas as formas de violência contra a mulher tiveram aumento em 2022. “As pessoas me perguntam se isso pode representar aumento da denúncia ou aumento dos casos e, nesse caso, a violência realmente aumentou”, explica Luciana Terra, diretora do movimento Me Too Brasil.

Yanka Romão/MetrópolesIlustração de mulher fugindo de sombra de homem em fundo roxo e rosa
Discursos de ódio culminam em aumento nos índices de violência contra a mulher

Mais violência

Tendo grupos como Redpill, Incel e MGTOW entre os principais representantes, um estudo realizado pela ONG Safernet apontou um aumento de 184% dos ataques misóginos nas redes sociais entre 2021 e 2022.

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Segundo levantamento, realizado sempre em anos eleitorais, o último período foi o terceiro (2018, 2020 e 2022) seguido com aumento dos crimes de xenofobia, intolerância religiosa e misoginia nas redes. “Os picos de denúncias crescem em anos eleitorais”, aponta a organização.

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Marcos Garcia/Arte Metrópoles

Ilustração de violência contra a mulher

Ataques misóginos tiveram crescente aumento no Brasil em anos eleitorais

Para Luciana, o surgimento desses grupos que incitam o ódio à figura feminina se soma aos motivos que favorecem o aumento da violência de gênero — como algumas pesquisas já indicam.

De acordo com a pesquisa Visível e Invisível, referente ao último ano, houve aumento significativo em todos os tipos de violência contra elas. O levantamento ainda revelou que mais de 18,6 milhões daquelas com 16 anos ou mais foram agredidas verbal ou fisicamente no último ano.

Além disso, mais de 30 milhões de brasileiras afirmaram que foram vítimas de assédio em 2022. Desse total, 45% não conseguiu reagir ou falar sobre a agressão. Das que procuraram ajuda, a maioria (17,3%) recorreu à família e apenas 14% buscou uma delegacia especializada.

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Grupos como os citados anteriormente ajudam a reforçar estereótipos e alimentam uma cultura nociva à figura feminina. Entre si e em busca de novos aliados, os que se identificam com esses movimentos compartilham dicas sobre masculinidade pautados pela superioridade masculina e submissão da mulher.
Getty ImagesDesenho de um braço masculino mostrando os bíceps
Grupos como Redpill e MGTOW pregam que homens são superiores às mulheres

Redpill e Incel: entenda os grupos

Pautados pela misoginia, a maioria dos integrantes desses grupos acredita que precisam recuperar sua masculinidade e posição de “superioridade” na sociedade. “Esses discursos se propagaram com mais intensidade nos últimos três a quatro anos por conta do viés político, eleitoral e ideológico. Independentemente de lado, é preciso entender que houve essa propagação do discurso de ódio”, emenda Terra.

Thiago Schultz, que ficou conhecido como coach/calvo da Campari, foi um dos que ganhou destaque entre a comunidade masculina por ser um “mentor do Redpill“.

O termo faz uma referência o filme Matrix, em que os personagens precisam escolher entre tomar uma pílula vermelha ou azul. Se escolherem a primeira, o medicamento os fazem ver o “mundo real”. Os grupos desse movimento acreditam que veem para além das barreiras da sociedade e propagam a superioridade masculina.

Veja mais detalhes sobre esses grupos:

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A ameaça que eles representam

Ao contrário do prega o feminismo, grupos como Redpill e MGTOW acreditam na superioridade masculina e na submissão das mulheres. “A gente [mulheres] não quer sua submissão, a gente quer igualdade de oportunidades”, enfatiza Luciana.

Arte/Metrópoles
Esses discursos e grupos de ódio buscam o silenciamento das mulheres

Luciana explica que o surgimento destes grupos também parte de uma reação ao movimento de empoderamento das mulheres. “Elas estão se emancipando mais e, quando avançam, vem esse movimento de retrocesso”, lamenta a especialista.

Para além das atuais gerações, a especialista também explica que a propagação desses discursos também pode reverberar na forma como as crianças enxergam as mulheres do futuro. “Eu já tenho visto alguns filhos de homens que são assim e já estão caminhando para esse discurso”, lamenta.

“Esses discursos também afetam a coletividade das mulheres em todas as esferas: a liberdade de ir e vir, como se achassem que ela deve ser submetida aos desejos daquele macho alfa; o não respeito à liberdade e vontade da mulher”, acrescenta.

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Getty Imagesestupro - violência contra a mulher - violencia sexual - abuso
É importante buscar informação para parar a propagação desses discursos de ódio à mulher

Como não ser contaminado?

  • O primeiro passo, sugere Luciana, é buscar informações. “Busque entender o que são os direitos das mulheres, do que elas precisam e por que é importante que elas também sejam livres”, indica.
  • O segundo ponto é apoiar uma mulher. “Sempre apoie uma mulher, independentemente do que ela esteja passando, de qual é seu grau de instrução, do seu gênero ou raça, para que ela se sinta acolhida”, ressalta.
  • Por fim, denuncie. “Sempre denuncie esse tipo de discurso para que ele não seja propagado a uma velocidade maior do que a gente possa conter a violência contra a mulher”, finaliza.
Fonte: Metropoles
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Exposição solar requer cuidados para prevenir doenças oculares

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O verão estimula as demandas por passeios ao ar livre com uma maior exposição aos raios solares. A ampliação do tempo sob o sol, sem os devidos cuidados de proteção, acarreta riscos para o câncer de pele e também as doenças oculares comprometedoras da mácula.

A mácula é a área principal da retina, responsável pela visão central, as cores e os detalhes finos dos objetos, sendo essencial para as atividades diárias, como leitura, dirigir e reconhecer rostos.

A radiação ultravioleta (UV) e a luz azul do sol causa problemas, penetrando nos olhos e danificando as proteínas do cristalino e as células da retina. De acordo com a oftalmologista e diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, todos os danos são considerados cumulativos, provocando condições como a degeneração macular e a retinopatia solar.

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A degeneração é uma patologia grave, um dos principais motivos para a cegueira irreversível, entre indivíduos acima de 50 anos. A condição leva a perda progressiva da visão central com o estresse oxidativo, desencadeado pela radiação UV, responsável pelo desequilíbrio e danos. Os sintomas incluem a perda da visão central, visão embaçada, comprometimento para enxergar detalhes, dificuldade para adaptar-se à luz – ocorrendo de maneira lenta – e leva à distorção de linhas retas.

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Já a retinopatia solar, dano à retina por exposição solar prolongada, gera queimadura das células. A ocorrência se dá, principalmente, quando o contato é de maneira direta, ou seja, ao observar o sol, eclipses e, até mesmo, uma soldagem sem a devida proteção.

As vítimas reclamam de visão embaçada, ponto cego central, distorção na visão, alterações na percepção das cores e dor de cabeça. A perda da visão é uma possibilidade, identificada em casos graves. Os incidentes regulares requerem uma recuperação de três a nove meses.

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A recomendação de Juliana é atenção aos cuidados oculares e proteção, principalmente, durante dias mais ensolarados. A segurança é feita com o uso de óculos adequados, sendo os escuros, os mais indicados.

O ideal é as lentes apresentarem 100% de segurança contra os raios UV e ainda filtro para luz azul, emitida pelo sol e por dispositivos eletrônicos. Os horários de pico, ou seja, em que a exposição solar é mais forte e com grande radiação, devem ser evitados, especialmente, entre as 10h e 16h.

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Gabrielle Silva
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(32) 99114-5408

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