Diversas
Comunidades de mulheres trazem mais representatividade para a Campus Party Goiás
MulheresGO e Meninas Cientistas vão discutir temas como Empreendedorismo feminino, Inteligência Artificial, Robótica e Inovação na CPGoiás4
Entre as diversas comunidades inscritas para a Campus Party Goiás, que acontece de 27 de novembro a 1º de dezembro na capital, duas delas tem um foco especial na presença feminina na tecnologia. Os projetos MulheresGO, de Goiânia, e Meninas Cientistas de Uruaçu, no interior do Estado, vão levar seus representantes para esta 4ª edição do evento. Eles irão ministrar palestras, participar de atividades e fomentar discussões sobre temas como empreendedorismo feminino, startups e inovação, inteligência artificial, modelagem e impressão 3D, robótica. combate à desinformação, entre outros.
“Pretendemos levar o máximo de pessoas possível para a Campus Party Goiás”, revela Renata Cruz, que é líder da comunidade Meninas Cientistas. “Nossas expectativas são sempre muito positivas, e para este ano nós inclusive estamos buscando uma parceria para levar mais alunos de escolas públicas para que possam participar ativamente nos palcos, workshops e atividades do evento”, ressalta.
A campuseira conta que o projeto é realizado no Instituto Federal de Goiás no campus Uruaçu, e começou com o desenvolvimento atividades para meninas e mulheres nas áreas de inovação e tecnologia, também agindo no combate ao assédio de mulheres no ambiente corporativo. Atualmente já ampliou seu escopo, atendendo tanto meninas quanto meninos, especialmente em casos de maior vulnerabilidade social.
A equipe é formada atualmente por mais de 100 pessoas, entre docentes, técnicos, estudantes, egressos e membros da comunidade externa, além das parcerias com escolas públicas do interior do Estado. Com o projeto, participam da Campus Party desde 2019. A primeira participação foi na edição daquele ano em Brasília.
De Goiânia, a comunidade MulheresGO incentiva o engajamento feminino em eventos e atividades voltadas para inovação tecnológica e empreendedorismo. A docente Jaqueline Ribeiro, líder da comunidade, conta que a MulheresGO também nasceu na CP Brasília em 2019, quando ela e algumas amigas perceberam que não havia uma comunidade de mulheres em Goiânia e decidiram criar a primeira.
“Desde então a gente vem participando de vários eventos e trabalhos voluntários”, ressalta. Jaqueline é frequentadora assídua da Campus Party e já foi em diversas edições do evento em diferentes localidades. “No total fui em mais ou menos 18 edições, estive em Natal, aqui em Goiânia, Brasília, São Paulo, entre outras”, diverte-se.
Para ela, o evento se destaca pela abertura a diversos públicos e pelo trabalho do Instituto Campus Party. “A Campus Party te mostra várias áreas para seguir dentro da tecnologia, da inovação, e do empreendedorismo. Ela atinge diferentes públicos, tem quem vai para conhecer um palestrante ali, fazer contatos, participar de algum hackathon, então ela desperta o interesse até uma criança que vai ver um robozinho se mexendo, sem contar o trabalho do Include que eles vêm fazendo, as cidades que têm o laboratório, a contribuição é enorme”, conclui.
Comunidades e Caravanas da Campus Party
Neste ano, o evento contará com diversos programas para que os campuseiros possam conhecer novas formas de vivenciar a maior experiência tecnológica em Internet das Coisas, blockchain, cultura maker, games, educação e empreendedorismo do mundo.
Para quem pretende vivenciar o evento em grupos, é possível fazer um registro de Caravanas ou Comunidades para obter benefícios exclusivos, como entrada antecipada no Camping, cupons de desconto, agenda exclusiva de Meetups, entre outros. As inscrições vão até 16 de outubro.
Tonico Novaes, CEO da Campus Party Brasil, explica que os programas são uma maneira de direcionar e complementar as demais atrações do evento, fomentando o networking e novos negócios, além de oportunidades profissionais e acadêmicas.
“Queremos trazer com esses programas aquilo que a Campus Party tem de melhor, que são as pessoas e a sinergia com temas de vanguarda em projetos de soluções que possam contribuir diretamente com a sociedade. Estamos ajudando a encontrar e incentivar os líderes do futuro”, comenta.
Serviço Campus Party Goiás 4
Arena: de 27 de novembro a 1º de dezembro.
Área Open: de 28 de novembro a 1º de dezembro.
Local: Passeio das Águas Shopping.
Sobre a Campus Party
A Campus Party é a maior experiência tecnológica em Internet das Coisas, Blockchain, Cultura Maker, Educação e Empreendedorismo do mundo. O evento conta hoje com mais de 550 mil campuseiros cadastrados em todo mundo, e já produziu edições em países como Espanha, Holanda, México, Alemanha, Reino Unido, Canada, Argentina, Panamá, El Salvador, Costa Rica, Colômbia e Equador. O evento está presente no Brasil há dez anos.
Informações para a imprensa:
Agência Virta
Fernanda Arantes – fernanda.arantes@grupovirta.
Aurelio Guerra – aurelio.guerra@grupovirta.com.
Diversas
FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame
Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).
Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.
É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.
A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.
Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.
Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.
Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.
Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.
O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.
Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.
Agora, os custos serão repartidos entre todos.
Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.
Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.
A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.
Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.
O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.
Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.
Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.
Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister.
Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029
Fotos – Divulgação
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