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Festival Música Transforma vai circular por vários palcos do Distrito Federal no próximo mês de junho

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Com patrocínio da Neoenergia Brasília e do Instituto Neoenergia, evento terá apresentações na Escola de Música de Brasília, no TETA Cheese Bar, no Clube do Choro, no Teatro Garagem, na Infinu e no Eye Patch Panda

Brasília, 28 de maio de 2024 – A terceira edição do Festival Música Transforma vai circular pelo Plano Piloto com shows gratuitos entre os dias 9 e 15 de junho. Com 12 apresentações instrumentais distribuídas em seis noites e uma tarde, cada dia em um espaço cultural diferente da cidade, a programação reúne representantes de gêneros musicais diversos, que vão do erudito ao popular. O projeto conta com o patrocínio da Neoenergia Brasília e do Instituto Neoenergia, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC/DF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

O festival destaca talentos em ascensão e consolidados do DF, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba e Pará. A pianista candanga Ligia Moreno abre a programação no domingo (9/6) no Teatro da Escola de Música de Brasília, seguida pelo Trio Aretê na segunda (10/6), com jazz no TETA Cheese Bar.

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Na terça-feira (11/6), o Clube do choro será palco dos shows da harpista Arícia Ferigato Quarteto e da pianista Iara Gomes Quarteto. Na quarta (12/6), é a vez do paraibano Salomão Soares se juntar aos candangos Lucas Rodrigues e Renato Galv Santos para uma apresentação de jazz brasileiro no Teatro SESC Garagem.

Na quinta (13/6), a Infinu recebe a banda de punk jazz do DF Real Gang, o saxofonista paulista Vinicius Chagas e o trompetista Moisés Alves. Na sexta (14/6), o músico brasiliense Zé Krishna apresenta uma fusão musical do Brasil com a Índia no Eye Patch Panda.

O último dia do festival será uma grande celebração musical no pátio da Escola de Música de Brasília, a começar por uma apresentação dos alunos da instituição. Em seguida se apresentam o cavaquinista Léo Benon e Regional, a flautista goiana Adriana Losi Quarteto, com um show dedicado a compositoras mulheres, o saxofonista Esdras Nogueira e o guitarrista paraense Manoel Cordeiro, e o grupo carioca Foli griô orquestra tocando afrobeats.

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Serviço

Festival Música Transforma

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Nos dias 9 de junho, às 19h; 10 a 14 de junho, às 20h; e 15 de junho, às 15h, na Escola de Música de Brasília, TETA Cheese Bar, Clube do Choro, Teatro Garagem, Infinu e Eye Patch Panda

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Fonte: Neoenergia Brasilia

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FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame

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Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora  de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).

Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.

É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.

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A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.

Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.

Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.

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Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.

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Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.

O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.

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Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.

Agora, os custos serão repartidos entre todos.

Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.

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Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.

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A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.

Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.

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O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.

Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.

Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.

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Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister. 

Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029

Fotos – Divulgação

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