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Diversas

Oficina gratuita para mulheres em Brasília propõe caminhos para uma relação mais saudável com o digital

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Você pega o celular para pagar uma conta no app do banco, ler uma notícia que considera importante ou só para se distrair e, quando percebe, já se passaram horas. Como consequência, tarefas simples ficaram para trás, aquela mensagem no grupo para reunir as amigas no fim de semana ficou sem resposta ou aquele chamego nos filhos, marido e esposa no final do dia perdeu a vez para a hora de dormir. Além disso, sua autoestima saiu no prejuízo como efeito das comparações influencers fitness famosos.

 

As principais dimensões da sobrecarga emocional associada ao uso das redes foram abordadas na oficina “Cultivando Saúde e Bem-Estar Digital – Edição Mulheres no Impacto”, promovida pelo Social Good Brasil, em parceria com o Instituto Sabin.

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O evento reuniu mulheres, em Brasília, para refletir sobre os impactos do ambiente digital na vida cotidiana. A atividade gratuita foi voltada para as interessadas em refletir sobre os impactos do ambiente digital na vida pessoal e profissional, além de desenvolver práticas mais conscientes no uso da tecnologia.

 

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A discussão incentivou a reflexão a respeito dos padrões idealizados, da constante comparação com outras pessoas e de como “soterramento de informações”, causados pelas redes sociais, podem levar a um ciclo contínuo de checagem e frustração.

 

O design dos sites, com apelos visuais e rolagem infinita, recomendações contínuas e autoplay são estratégias pensadas para prender o indivíduo. “Esse modelo mantém o usuário constantemente engajado e contribui para o esgotamento atencional”, afirma Karoline Muniz, gerente executiva e gestora de projetos sociais do Social Good Brasil.

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A relação entre o uso noturno de telas à desregulação do sono, a dificuldade de focar em tarefas do dia a dia e a sensação de cansaço contínuo também foram discutidos. “Tela é um estímulo sem pausa”, resume a gerente, questionando se esse tempo realmente cumpre a função de descanso.

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A reflexão sobre o enfraquecimento dos vínculos na vida cotidiana foi trazida por Silvia Luz, diretora executiva da organização Social Good Brasil e colíder da Rede Mulheres B, do Sistema B Brasil. As participantes deram relatos pessoais e conversaram sobre como, muitas vezes, relações importantes deixam de ser cultivadas no dia a dia e que pequenas ações de cuidado e presença passam a ser abandonadas, o que contribui para um distanciamento progressivo.

 

“Quais são os ciclos de amizade que eu estou mantendo, quais eu nutro? A gente não pede nem oferece mais ajuda, não tenta criar momentos simples de convivência, porque dá para se fazer tudo por meio da tecnologia”, diz Silvia. Ao abordar a chamada “epidemia da solidão”, Silvia relaciona o isolamento social ao uso intensivo da tecnologia, que tende a substituir interações presenciais por relações mediadas e mais superficiais. Apesar de reconhecer que essas ferramentas podem ter utilidade, ela ressalta que relações humanas exigem tempo, troca e imprevisibilidade, elementos que não podem ser plenamente reproduzidos por sistemas artificiais.

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A oficina também abordou tópicos como sedentarismo cognitivo, dependência de inteligência artificial, perda de autonomia e pensamento crítico, homogeneização de conteúdos, vício em telas e dinâmicas da economia da atenção. O encontro ofereceu um espaço de troca e construção coletiva entre as mulheres, com conteúdos acessíveis, exemplos práticos e ferramentas que ajudam a fortalecer a autonomia digital e o bem-estar.

 

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Para o gerente executivo do Instituto Sabin, Gabriel Cardoso, estar em um ambiente majoritariamente feminino reforça o compromisso do Instituto com a liderança de mulheres. Gabriel apresentou a trajetória da organização e ressaltou a importância de compreender como a tecnologia pode ser usada para o bem comum e como lidar com seus impactos negativos na saúde.

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A parceria com o Social Good Brasil e o apoio do SEBRAE-DF faz parte de um ecossistema mais amplo de iniciativas. “Este é mais um dos projetos que fazem parte do nosso ecossistema”, diz Gabriel. O Instituto Sabin, segundo ele, investe continuamente em projetos de inovação social, com foco na promoção da saúde e no fortalecimento de organizações de impacto social. “Hoje, já realizamos quase 70 projetos, em três grandes frentes de atuação, em torno do Grupo Sabin. E a gente se orgulha muito da trajetória de mais de 20 anos de investimento social privado no Brasil”, completa.

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Sobre o Social Good Brasil 

 

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O Social Good Brasil é uma organização da sociedade civil (OSCIP) de Florianópolis, berço do ecossistema de tecnologia e inovação brasileiro. O SGB surgiu em 2012 a partir de uma parceria com a Fundação das Nações Unidas, que lidera o +Social Good no mundo, sendo pioneiro ao trazer para o país tendências mundiais, como o uso de tecnologia e dados para gerar impacto positivo.

 

Sobre o Instituto Sabin 

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Há 21 anos, o Instituto Sabin é responsável pela gestão do investimento social privado do Grupo Sabin. Organizado como uma Oscip, com sede em Brasília e atuando em 14 estados e no Distrito Federal, o instituto tem missão de contribuir para a melhoria da qualidade de vida, do bem-estar e da prosperidade nas comunidades onde o Grupo Sabin atua, fomentando a Inovação Social.

 

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FOTO: acervo pessoal

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Curiosidades

Incêndios avançam sobre o oeste do Pará e deixam ar insalubre

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Há 922 focos ativos no estado, e Santarém tem ar muito insalubre
Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

Com 922 focos ativos, o Pará é o estado com mais ocorrências de incêndios florestais no país, de acordo com a plataforma Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No vizinho Amazonas, atualmente estão ativos 90 focos, após o estado ter registrado mais de mil pontos de fogo este mês.

Enquanto a qualidade do ar em Manaus, na manhã desta segunda-feira (19), permanece classificada como insalubre, com índice de 153, segundo a plataforma IQAir; a cidade de Santarém, no oeste do Pará, registra o índice de 260, considerado muito insalubre.

A estação na cidade do Pará registrou concentração de 185 microgramas por metro cúbico de material particulado fino, um tipo de poluição inalável e muito prejudicial à saúde. O limite usado atualmente pela legislação brasileira é uma média de 32 microgramas por metro cúbico ao longo de um dia.

No domingo (18), o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, informou que a força-tarefa que atua no enfrentamento aos incêndios florestais na região foi reforçada com a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, em Manaus, e a adaptação de mais 5 aviões para combate ao fogo, somando 16 aeronaves que atuam na região.

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Nesta terça-feira (20), também está prevista a implantação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para reforçar a assistência à população atingida pela poluição.

Também foram disponibilizados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) R$ 14 milhões ao Governo do Amazonas para ações relacionadas à situação de emergência.

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