Epreendedorismo
Febrafite anuncia vencedores do Prêmio Nacional de Educação Fiscal
Em noite de premiação, vencedores de várias categorias foram reverenciados. Febrafite também entregou o Prêmio Tributare, que valoriza o trabalho das administrações tributárias
O anúncio dos vencedores foi feito pela atriz Dira Paes – (crédito: Luiz Nova/Febrafite)
A cerimônia de entrega do Prêmio Nacional de Educação Fiscal, uma iniciativa da Associação Nacional das Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite), colocou o tema em evidência na noite dessa quinta-feira (30/11). O evento foi realizado na Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e reuniu autoridades e representantes de iniciativas premiadas de todo o Brasil. O anúncio dos vencedores foi feito pela atriz Dira Paes.
Rodrigo Spada, presidente da Febrafite, começou o discurso agradecendo aos parceiros e patrocinadores do evento, assim como a Enap. Na sequência, Spada abordou o tema da educação fiscal em paralelo com a Reforma Tributária. Na avaliação dele, o atual sistema tributário é opaco e complexo, o que dificulta a compreensão de seu funcionamento, portanto é um empecilho à educação fiscal. Com a aprovação do novo modelo previsto da PEC 45, a alíquota única e a tributação no destino serão elementos que darão mais transparência ao sistema e farão com que o dinheiro pago a título de tributos seja usado com os cidadãos pagantes. “Esse modelo de educação fiscal com um novo sistema tributário vai ser um novo patamar de consciência para o cidadão brasileiro”, afirmou.
A escolha do local foi simbólica, conforme destaca presidente da Enap e anfitriã do evento, Betânia Lemos: “A realização do prêmio aqui na Enap é uma celebração do governo federal à temática da educação fiscal, como pauta prioritária e importante. A educação fiscal permite uma sociedade mais consciente e mais capaz de fazer melhores escolhas para o futuro do nosso Brasil”.
A prêmio conta com diversos apoiadores, incluindo o Ministério da Educação e a Receita Federal. São patrocinadores: BID, Comsefaz, Sindifisco Nacional, Anfip, Unafisco Nacional, Sinafresp e Samambaia Filantropias).
Veja os vencedores da edição 2023 do Prêmio Nacional de Educação Fiscal:
Escolas
1º Lugar
- ECIT Pastor João Pereira Gomes Filho
- João Pessoa (PB)
- Projeto: Imposto LED: a função social e pedagógica do ICMS
2º Lugar
- Escola Quilombola São Pedro
- Santarém (PA)
- Projeto: Músicas e rimas que embalam meu quilombo, fortalecendo a cidadania e cultura quilombola
3º Lugar
- Escola Municipal de Educação Básica Alcy Vargas Cheuiche
- Alegrete (RS)
- Projeto: O jardim dos tributos
Instituições
1º Lugar
- Universidade Federal do Cariri (UFCA)
- Juazeiro do Norte (CE)
- Projeto: Compreendendo a Educação Fiscal para exercício da cidadania
2º Lugar
- Prefeitura Municipal de Chuvisca
- Chuvisca (RS)
- Projeto: Cidadania financeira transforma em sociedade consciente = participativa
Imprensa
1º Lugar
- Rosangela Cristini Gris
- Maringá (PR)
- Reportagem: Projeto teatral fala da importância de não desviar recursos públicos do pagamento de impostos
- TV Record Maringá
2º Lugar
- Felipe Nunes
- João Pessoa (PB)
- Matéria: Da sonegação fiscal para o social: em 1 ano, GAESF recupera R$ 60 milhões para cofres do estado
- Site Agenda Política
Tecnologia
1º Lugar
- Roseli da Silva Matias
- Maceió (AL)
- App Turma Lajense
2º Lugar
- Bernardo Teixeira Monteiro e Luísa de Oliveira Saraiva
- Bagé (RS)
- Aplicativo criado com o objetivo de ensinar crianças sobre os tributos, também apresenta um jogo informativo, a fim de ensinar o nosso público-alvo de uma maneira divertida.
Noite de premiações
Na mesma noite foram conhecidos os vencedores da 2ª edição do Prêmio Tributare. A iniciativaidentifica e premia as boas práticas no âmbito das administrações tributárias que contribuam para o aprimoramento da justiça fiscal e do relacionamento fisco-contribuinte.
A iniciativa de valorização das administrações tributárias é uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat), a Samambaia Filantropias e o Sinafresp. Já a escolha dos finalistas fica a cargo de uma Comissão Julgadora, coordenada pelo Diretor de Estudos Tributários da Febrafite, Juracy Soares, e composta por profissionais que atuam com questões tributárias.
Veja os vencedores da edição 2023 do Prêmio Tributare:
1º Lugar
Nota Fiscal Fácil, da Secretaria de Fazenda do Rio Grande do Sul;
2º Lugar
Cooperação Fiscal, Secretaria de Fazenda do Espírito Santo;
3º Lugar
Contribuinte Pai d’égua, Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará.
Fonte: Correio Brasiliense
Epreendedorismo
Catadoras de materiais recicláveis protagonizam livro que será lançado em Brasília amanhã (20)

A Novelis, líder mundial em laminação e reciclagem de alumínio, mantém, no Brasil, uma operação que conecta a indústria recicladora dos elos iniciais da cadeia de reciclagem, valorizando e reconhecendo a atuação de cooperativas, catadores e catadoras. “As histórias apresentadas mostram que a reciclagem vai muito além do material, ela transforma vidas. Para a Novelis, é um orgulho apoiar uma iniciativa que reconhece as catadoras como agentes essenciais da preservação ambiental e da criação de um presente e futuro mais sustentável. Juntas, ao lado de mais 800 mil pessoas, elas impulsionam a economia circular no país e transformam resíduos em oportunidade, renda e dignidade”, afirma Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis América do Sul.
A escritora Viviane Mansi dá voz às histórias das catadoras brasileiras a partir de uma escuta cuidadosa e de uma escrita sensível, que desconstrói visões simplificadas e estigmatizadas sobre a realidade dessas mulheres, evidenciando que muitas delas foram levadas ao trabalho com resíduos por contextos de vulnerabilidade e encontram nesses espaços fonte de renda, acolhimento e pertencimento. A obra também se expressa na linguagem fotográfica de Magali Moraes, que amplia e aprofunda essas narrativas.
“Muitas vezes, a gente está distante dessa realidade e tem menos empatia simplesmente por não conhecer. O livro tenta fazer essa conexão entre o que se imagina e o que é real, para provocar um olhar mais cuidadoso e empático sobre essas mulheres que, em sua maioria, estão nesse trabalho e, ainda assim, seguem fazendo o melhor que podem com o que têm. É sobre elas e, especialmente, sobre o impacto que a gente gera no mundo e na vida das pessoas ao nosso redor”, afirma a escritora.
“A reciclagem no Brasil tem rosto de mulher. São elas que, no cotidiano invisível, estruturam a base real da sustentabilidade no país, muito antes de qualquer política pública reconhecer”, destaca a CEO da Rede Educare, Kátia Rocha
Sete filhos criados a partir da reciclagem – Uma das histórias do livro é a de Aparecida Ferreira de Maria, de Brasília. Filha de catadores, ao enfrentar a maternidade precoce, aos 18 anos, encontrou na catação uma alternativa viável de renda. Hoje, aos 41 anos, e com sete filhos criados com a reciclagem, atua na defesa da valorização dos catadores. “Aqui a gente conversa muito, cada uma conta a sua história, e eu vejo que são mulheres muito guerreiras. Elas chegam com histórias parecidas, de dificuldade, e encontram acolhimento. É um lugar onde a gente se escuta, se apoia e vai seguindo em frente”, destaca.
Já Dulce Vale, de Goiânia, iniciou na reciclagem aos 40 anos, após perder o emprego como secretária e precisar reorganizar a vida como mãe solo e chefe de família. Atualmente, é presidente da Central e Forte e é uma das principais lideranças do movimento no país. “Quando você é mulher, já existem muitas barreiras para conseguir um trabalho. Aqui na cooperativa, a gente consegue conciliar, conversar, se apoiar. Por isso tem tantas mulheres. Aqui a gente encontra oportunidade e consegue seguir trabalhando, mesmo com as dificuldades do dia a dia”, afirma.
De acordo com o Anuário da Reciclagem 2024, são mais de 3 mil organizações de catadores mapeadas no país, reunindo mais de 70 mil trabalhadores formalizados em cooperativas. Esse número, no entanto, representa apenas uma parcela da categoria estimada pelo MNCR. Cerca de 800 mil pessoas vivem da atividade no Brasil. Juntos, esses trabalhadores são responsáveis por impulsionar a recuperação de materiais e fortalecer a cadeia da reciclagem no país.
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