Epreendedorismo
Projeto abre inscrições para novos talentos da moda em Brasília
Sense Moda Criativa oferece cachê de R$ 5 mil para a criação de mini coleções que estejam sintonizadas com questões como a diversidade de corpos
O Sense Moda Criativa é um projeto que vai selecionar cinco estilistas do Distrito Federal para impulsionar a carreira de novos talentos da moda. Para isso, estão abertas as inscrições para a seleção de cinco designers de moda que vão receber um cachê de R$ 5 mil para a criação e execução de mini coleções criadas dentro do tema “Corpos Livres em Movimento”. As peças vão ser apresentadas no desfile que encerra a primeira temporada do projeto, em junho. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 10 de abril pelo link bit.ly/SenseModaCriativa.
Em sua primeira edição, o evento tem como curadores, talentos reconhecidos no mercado de moda do DF: Fernanda Ferrugem, Rafaella Lacerda e Victor Hugo Soulivier. O resultado da primeira etapa é divulgado no dia 16 de abril e, em seguida, são realizados três workshops com os temas sustentabilidade,
moda consciente e corpos livres. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).
O projeto é guiado pelo designer de moda e artista Igor Alessandro, que também atua como a drag queen Ayobambi, e surgiu pela escassez de iniciativas que facilitem a entrada de novos talentos no mercado fashion de Brasília. “Sei o quanto é difícil se lançar no mercado, principalmente aqui em Brasília! Dificilmente o talento de um designer recém formado é aproveitado no mercado local e é para mudar esse cenário que surge o Sense Moda Criativa”, explica.
Foi observando o mercado da capital que Igor começou a costurar o Sense Moda Criativa. Ele observou que mesmo com profissionais criativos e cheios de propostas inovadoras, a falta de oportunidades acaba os afastando do mercado local ou até mesmo da carreira na moda. “Vi muitos colegas saindo rumo a São Paulo, que tem um cenário mais movimentado por eventos como a SPFW [São Paulo Fashion Week) e a Casa de Criadores”, aponta.
Diversidade de corpos
Um dos preceitos da seleção de talentos que está no DNA do projeto é o olhar para uma diversidade de inclua corpos como os de pessoas com deficiência, corpos gordos, negros e transexuais. Para Igor, que é uma pessoa com deficiência física, a moda “sempre deixou à margem os corpos que fogem ao padrão imposto por ela mesma e isso afeta a saúde mental de quem não pertence ao padrão estabelecido”.
Por isso, as coleções criadas pelos designers selecionados devem estar de acordo com um olhar inclusivo. É sobre essa premissa que o Sense se apresenta como um catalisador de talentos que dialoguem com as demandas e pautas de diversidade do momento em que vivemos.
Trio curador
Para a tarefa de avaliar os trabalhos apresentados pelos talentos inscritos no Sense Moda Criativa foram convidados três profissionais com carreiras consolidadas no design em Brasília. Estilista há mais de 20 anos, e pioneira no slow fashion e upcycling, Fernanda Ferrugem comanda a marca que leva seu sobrenome, que tornou referência em Brasília. A estilista participou de eventos como Eco Era (São Paulo), Claro Park fashion, Capital Fashion Week e Brasília Fashion Week.
Rafaella Lacerda é especialista em design de moda e fundou a Tesourinha Cursos, além de pesquisar sobre moda inclusiva, funcional, regenerativa e ressignificada. Victor Hugo Soulivier, é artista visual de Taguatinga (DF), abraça temas como performances de gênero, cultura negra e LGBTQIA+. O artista guia o Tela Ambulante, de moda e arte independente e suas obras integram acervos de grandes colecionadores brasileiros e de entidades como Instituto Marielle Franco.
SERVIÇO
Sense Moda Criativa
Inscrições gratuitas para novos estilistas do DF
Até 10 de abril pelo link bit.ly/SenseModaCriativa
Resultado da seleções dos 5 finalistas: 16 de abril
Instagram: instagram.com/sensemodacriativa
Mais informações: (61) 9983-8162
Fonte: Jornal de Brasilia
Diversas
Consórcio ganha espaço como alternativa de planejamento financeiro das famílias
O endividamento das famílias brasileiras alcançou 82% em julho de 2026, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento mostra ainda que esse é o maior patamar já registrado pelo 6º mês seguido. No mesmo mesmo período de 2025, esse índice era de 78,5%. A pesquisa aponta ainda que, em média, 29,5% dos orçamentos das famílias estão comprometidos com dívidas, cenário que reforça a importância de decisões de consumo baseadas em planejamento e compatibilidade com a renda.
Nesse contexto, o consórcio pode ser uma alternativa para as pessoas que pretendem adquirir um bem ou contratar um serviço. A modalidade permite realizar a aquisição de maneira programada, com previsibilidade das parcelas e sem a incidência de juros. Por meio da formação de grupos de pessoas que contribuem mensalmente para um fundo comum, o participante pode ser contemplado por sorteio ou lance nas assembleias, conforme as regras.
A procura pela modalidade vem acompanhando esse movimento de maior atenção ao planejamento financeiro. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), as vendas de cotas chegaram a 2,82 milhões de novas cotas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 14,6% em relação a 2025. No mesmo período, o número de participantes ativos alcançou 13,36 milhões, expansão de 12,6% em relação a junho do ano anterior.
Para José Climério Silva Souza, diretor executivo do Consórcio Nacional Bancorbrás, a modalidade pode contribuir para organizar a aquisição de um bem dentro da capacidade financeira de cada família. “O consórcio permite estabelecer um objetivo e transformá-lo em um projeto, sem a cobrança de juros. Isso favorece uma decisão de compra mais planejada e pode contribuir para a formação de patrimônio sem comprometer de forma excessiva o orçamento”, afirma.
O dirigente ainda acrescenta que a ausência de juros não significa inexistência de custos, uma vez que a prestação que se paga mensalmente contempla, além do fundo comum, a taxa de administração, o fundo de reserva e algum seguro, quando contratado. “É importante que o consumidor avalie o valor da parcela, o prazo, os custos previstos em contrato e sua capacidade de pagamento, antes de aderir ao grupo”, reforça.
A modalidade pode ser utilizada para diferentes objetivos, incluindo a aquisição de imóveis, veículos ou serviços. Além do sorteio ou lance, o consorciado ainda pode realizar o “lance embutido”, que consiste em abater da carta de crédito parte do valor ofertado. Os créditos e parcelas são reajustados anualmente com base em índice definido em contrato, assegurando o poder de compra dos consorciados que ainda aguardam contemplação.
Para mais informações acesse o site ou entre em contato pelo telefone 0800 726 8484.
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