Mulheres incriveis
Dione Moura: a professora que transformou a vida de jovens negros no país
Diretora da Faculdade de Comunicação da UnB, Dione Moura, trabalhou na linha de frente para aprovação e defesa do sistema de cotas e ajudou a transformar a realidade dos jovens negros no país
A trajetória da professora Dione Moura é feita de pioneirismos. E nenhum deles ocorreu por acaso. Cada parte que sustenta a carreira na academia foi construída com a mesma resiliência e a determinação que ergueram a fábrica de farinha de seus pais e as paredes de palha de arroz com barro da casa onde morava com os irmãos. Família negra, de raízes nordestinas que florescem até hoje, encontrou na educação o caminho para uma transformação que parecia impossível. É nessa origem que a Professora titular da Universidade de Brasília (UnB), recentemente reconduzida ao cargo de diretora da Faculdade de Comunicação (FAC), encontrou o suporte e a inspiração para lutar, durante duas décadas, pela política de cotas que se tornou realidade acessível a toda uma nação.
Dione concluiu a graduação em jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG), na sua terra natal, a capital goiana. Mas conta que a origem nordestina dos pais ainda é a referência mais presente. “Sou goiana, mas uma goiana muito nordestina, nesse sentido da cultura. O modo de pensar, os meus ditados populares, a minha religiosidade, meu modo de viver. E um jeito um bocado calmo de olhar as coisas também. O nordestino tem isso”, observa a diretora.
A vinda para Brasília foi motivada também pelos estudos. Cursou na UnB a especialização em jornalismo político. Sob a orientação do professor Carlos Chagas, escreveu a monografia Cláudio Abramo: O profeta solitário. “Já eram os primeiros passos na pesquisa, me colocando no campo do jornalismo de temáticas sociais. No caso, Cláudio Abramo, Profeta Solitário, defendendo um jornalismo democrático em pleno período militar”, explica Dione.
No mestrado, um trabalho que marcou a história da produção acadêmica nacional. A dissertação A Construção da Memória e da Identidade em Filmes de Cineastas Negros Brasileiros foi a primeira sobre o tema na história das pesquisas em comunicação. “Meu trabalho é citado como a primeira dissertação sobre cinema feito por cineastas negros. Um trabalho que me colocou já no caminho que vai dobrar lá adiante, com as cotas.”
Outro dos projetos motivo de orgulho teve como foco jornalismo, ciência e meio ambiente. O objetivo era descobrir qual a maior contribuição da UnB para a população do Distrito Federal. “Naquela ocasião, nos anos 1990, eu identifiquei que a principal contribuição da UnB era para os estudos sobre o cerrado. E uma das personagens que identifiquei à época é a hoje presidenta da Capes, a professora Mercedes Bustamante”, relata Dione.
Um pouco antes do início do doutorado veio a aprovação no concurso para professora da UnB, em 1995. “E continuei pesquisando, sempre nessa temática de jornalismo e sociedade, jornalismo científico, jornalismo ambiental, jornalismo e identidade racial, jornalismo e gênero. Ou seja, sempre no campo da comunicação e para quê a comunicação existe, o que ela pode fazer.”
“Sempre discordei da ideia de que um jornalista não afeta a vida das pessoas. Eu sempre dizia que um jornalista afeta a vida de uma pessoa tanto quanto um médico pode afetar; tanto quanto um engenheiro que constrói um prédio, se ele vier a ter um problema estrutural, vai afetar”, reflete a docente, que participou da cobertura da Constituinte no fim da década de 1980 e tentou levar esse olhar problematizador às reportagens. “Eu sempre tive essa preocupação na minha atuação como jornalista, como professora de jornalismo, como pesquisadora de jornalismo: uma preocupação com os impactos da produção noticiosa.”
Docência

A revista Campus Repórter, produzida por estudantes de jornalismo da UnB, é outro projeto que orgulha Dione. As reportagens especiais que passaram pelas páginas da publicação já renderam prêmios, e a redação da revista se tornou um laboratório de formação de profissionais reconhecidos no mercado. “Ali exerci as funções de editora, professora e jornalista. Uma experiência riquíssima, em que formamos jornalistas que hoje se destacam e que passaram pela escola de reportagem que é a revista Campus Repórter”, avalia.
“Nesse sentido, nunca deixei de ser jornalista, porque a minha atuação como professora é uma atuação como uma jornalista que é professora.” A pandemia foi um capítulo à parte na carreira da professora. “Foi um momento em que me vesti novamente e muito fortemente no lugar de jornalista”, revela. Editoras, editores, diretoras, diretores e repórteres sentavam-se na cadeira virtual todos os dias para discutir a produção jornalística sobre o coronavírus e a covid-19. Equipes do Brasil e de fora, incluindo pesquisadores, pediam indicações, conselhos e trocavam experiências. “Pessoas que não sabiam como chegar à imprensa para dar a pior das notícias, a que ninguém quer ouvir: que não era em uma semana, nem em 15 dias, nem em 30, nem em 60, nem em 90 e nem um ano que tudo acabaria. Então, foi um momento em que eu voltei o meu espírito e a minha vivência de jornalista para saber fazer essa ponte.”
Dione havia trabalhado, na década de 1990, em um projeto de comunicação e saúde, da Faculdade de Ciência e Saúde da UnB. O faro jornalístico e a experiência com o tema a fizeram perceber, logo que viu as primeiras notícias vindas da China, que o avanço da doença que se alastrava pelo país asiático seria devastador. “Eu tinha a opção de simplesmente colocar a minha máscara esperando a pandemia passar”, observa Dione, que conta ter feito a escolha oposta por ser a forma que decidiu guiar a própria carreira: “Meu modo de lidar com a docência é uma docência muito comprometida com o contexto, com o impacto da docência e o impacto do jornalismo”. “Foi desafiador e enriquecedor ao mesmo tempo, no sentido de que, se você está na universidade, o impacto da sua ação é muito grande, e o impacto da sua omissão também”, ensina.
E essa forma de enxergar a profissão é também o que motiva a professora e a faz se sentir realizada. “É como colocou Darcy para nós, de ter a sociedade brasileira como o nosso lugar de transformação, de contribuição. Esse é o meu modo de ser, e ele tem raiz em toda a minha existência.”

O pote de ouro
Ainda na infância, Dione fez uma grande descoberta. E foi o ensinamento do pai, o piauiense Diocleciano, e a perseverança da mãe, a baiana Mouranísia, que permitiram esse esclarecimento. “Minha mãe nasceu em 1929 e meu pai, em 1927. Eles nasceram uma década e meia depois da seca de 1915, em plena aridez, pico dessa estiagem. Então, eles trouxeram um pouco dessa sobrevivência e também da noção de que a educação era o caminho para sair disso”, relata a professora.
Eles próprios só fizeram o ensino básico, mas saíram da primeira série com uma ampla formação cultural e a caligrafia “majestosa”, conforme define a filha caçula. “Ambos tinham uma caligrafia muito bonita, uma fé na cultura e na educação como lugar de realização, como lugar de você crescer e ser alguém. E isso é algo que carreguei comigo”, garante.
Na formatura no Jardim de Infância de uma das filhas do meio, Seu Doca, pouco antes de morrer, comprou um presente especial: um anel de ouro cravejado com um pequeno rubi. “Faça essa conta: quanto valeu esse anel para ele? Nessa época, a nossa casa era numa rua sem asfalto, em chão batido, a parede não tinha pintura e era de palha de arroz com barro. Não tinha forro e o fogão era à lenha”, contextualiza Dione.
“Essa foi uma das últimas coisas que ele fez por nós, deixou essa memória: ‘Olha onde está a riqueza; a riqueza que eu vou deixar para você é um diploma’. Então, embora ele tenha ficado pouco tempo com a gente, construiu esse ideário da educação como o lugar onde estão os potes de ouro”, emociona-se a professora, que hoje é casada e tem cinco filhos e uma neta.
Caçula de seis irmãos, Dione perdeu, com a diferença de cerca de um mês, o irmão mais velho — filho de um relacionamento anterior do pai —, vítima da epidemia de meningite dos anos 1970; e o próprio pai, por problema cardíaco. Seu Doca deixou como herança uma fábrica de farinha em Goiânia.
Dona Mourinha assumiu o negócio depois de viúva, contando com a ajuda de um tio de Dione, mas em seguida ele também faleceu. Restaram duas famílias órfãs de pai para as matriarcas sustentarem sozinhas. Dona Mourinha vendeu motor e peças da fábrica para garantir a comida dos filhos. Pegou o caderninho do marido e saldou todas as dívidas da empresa antes de fechá-la em definitivo. Juntou dinheiro para comprar uma máquina de costura, que garantiu o sustento da família por um bom tempo. “Vocês vão estudar, vocês vão estudar”, era o mantra que repetia a todo o tempo.
Não era esperado que os filhos de uma mulher negra viúva estudassem. Nem que virassem médico, engenheiro, professora, advogada e psicóloga, como aconteceu. “Goiânia era uma cidade culturalmente endurecida, preconceituosa mesmo”, observa Dione. O que esperava-se de uma mulher na situação de Dona Mourinha era que entregasse os filhos para outras famílias, o que significava que passariam a exercer tarefas domésticas ainda na infância e na adolescência. “A toda hora chegavam pessoas e a gente ouvia: ‘Posso pegar filha para cuidar?´’, conta Dione. “Era muito frequente, e eu via que ela reagia como uma leoa e falava: ‘Não! Meus filhos todos vão estudar’”. E as palavras de Mouranísia se escreveram. Ela morreu há cinco anos, depois de conseguir viver com saúde e fazer tantas das coisas que lhe davam prazer, das viagens à iôga.
Boa aprendiz

Mais do que tornar-se alguém, Dione levou tão a sério o ensinamento e o exemplo dos pais que enfrentou como uma missão o desafio de alavancar outras pessoas como ela ao lugar que a sociedade dizia e repetia que não pertenciam. “Eu trabalho para que mais pessoas tenham a educação como um lugar de ser alguém. Isso envolve uma educação que eu procuro que seja inclusiva, no sentido de dar uma atenção especial para estudantes que estejam com alguma dificuldade: parar, conversar, perguntar, ver se está precisando de uma bolsa, indicar, propor um projeto de pesquisa”, elenca.
E, como caçula comprometida, Dione fez da própria carreira o caminho para cumprir a missão que o pai deixou: “Cada vez que eu vejo um estudante que eu formei na graduação, na pós, no mestrado, no doutorado ou na supervisão de pós-doutorado encontrando o seu pote de ouro e percebo que fiz parte disso, eu me sinto realizada”.
Durante a carreira de professora, já participou de mais de 200 bancas de trabalhos de conclusão de curso (TCC) e tantas outras cerimônias de apresentação de mestrado e de doutorado. Há 20 anos, Dione foi
coorganizadora do evento de criação da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor),
com a equipe pioneira. Este ano, o evento ocorreu na FAC e Dione foi homenageada.

“Consegui, conseguimos, eu, meus irmãos escaparmos da linha de força da histórica discriminação racial, fruto do processo escravagista colonial, prescrevia: nós deveríamos falhar, deveríamos perder, não deveríamos, nós crianças negras órfãs, dizia ‘o destino’, não devíamos termos acesso à educação, à saúde, ao trabalho, à vida digna – pauta fundamental se pensarmos na Declaração Universal dos Direitos Humanos”, escreveu Dione em20 anos de SBPJor e 20 anos de cotas UnB: uma trajetória afrocentrada em defesa do jornalismo de qualidade e da inclusão, um dos textos que integra a coletânea Entre crises e (re)Construções: a pesquisa em jornalismo 20 anos depois, que celebra os 20 anos da SBPJor.


“Eu não disse que ia dar certo?”
“Todo esse desejo de que a educação fosse um lugar para as pessoas se tornarem mais donas de si se materializou no projeto de cotas”, afirma a diretora da FAC/UnB, Dione Moura, que foi a relatora da proposta pioneira aprovada pelo Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (Cepe) em 2003. A UnB foi a primeira federal a instituir o sistema de cotas para negros e indígenas.
Hoje, ela e os quatro irmãos são formados e têm carreiras consolidadas. Mas essa não foi a realidade de vizinhos e colegas de escola. Nesse sentido, um momento da infância em especial marcou a vida da professora. Um grupo de estudantes da terceira série, que nem eram seus amigos próximos, juntaram todas as moedas que tinham e a presentearam com um compasso. “Eles falaram assim: ‘Porque você vai conseguir’. Eles entendiam que a rede que minha mãe criava ia fazer a diferença, e eles não tinham essas mesmas condições”, revela.
Cena que se uniu a tantas outras que fizeram parte do cotidiano da jovem goiana de coração nordestino. Na hora do recreio, um menino preto brincava e era observado de longe pela mãe solo, que carregava no olhar a melancolia de saber que ele nunca conseguiria chegar ao topo. “Ele não vai conseguir, porque a sociedade não vai deixar. Ele será perseguido, isolado”, pensava a professora, que à época tinha apenas 9 anos. “Quando eu chego para as cotas, esses colegas todos tinham se perdido, e eu sabia que eles tinham se perdido pelo racismo estrutural. Hoje, poderiam ser engenheiros, médicos, biólogos, cientistas, empreendedores, empresários”, elenca.
Os 10 anos seguintes à aprovação das cotas na UnB foram de muita luta e uma defesa contínua da proposta: em fóruns, no Senado, na Câmara, em debates. “Durante uma década, a gente tinha um plantão de 24 horas — jurídico, epistemológico, teórico, filosófico — defendendo a política de inclusão”, diz. E Dione era a melhor defensora possível, pois se sentia a prova viva da capacidade de meninas e de meninos negros da periferia.
O edital de acesso à universidade por meio do sistema de cotas, elaborado com dezenas de contribuições e revisões, não teve uma linha questionada durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). “Nós nos dedicamos a isso: a conseguir estruturar um edital com tal legitimidade e legalidade, com tal grau de constitucionalidade que se tornasse inquestionável.”
Neste Mês da Consciência Negra, no mesmo ano em que o sistema de cotas da UnB completa duas décadas, a política nacional de cotas passa por uma revisão que traz avanços para a população negra. Amanhã, o presidente Lula sanciona o Projeto de Lei nº 5.384/2020, que atualiza a Lei de Cotas. Se Dione pudesse resumir em uma frase o sentimento que fica de todo o processo seria: “Eu não disse que ia dar certo?”
Mas a professora avalia que a sociedade brasileira ainda está longe de chegar a um ponto de Justiça. O argumento de que as cotas comprometeriam a qualidade da universidade caiu por terra com a implantação do sistema. Os dados do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade) divulgados no início do mês reforçam a qualidade dos cursos da UnB. O que é dirigido por Dione, inclusive, obteve nota máxima na avaliação.
“É hora de a sociedade olhar e pensar: ‘E agora? Vou ter que tirar o meu chapéu do preconceito e vestir o chapéu da inclusão”, reforça. “Existe um cansaço social de sustentar tanto preconceito”, analisa a professora. “De alguma forma existe no inconsciente coletivo esse desejo de deixar de ser um país tão embasado nessa memória da senzala e tornar-se um país mais humano.”
Como boa professora, Dione finaliza o raciocínio com uma metáfora sobre o papel da universidade no impulsionamento das mudanças sociais. Nesse processo das cotas, ela compara a universidade ao copiloto de um carro — o Brasil. O que essas instituições fizeram, portanto, foi despertar a consciência histórica do motorista e mostrar a chaga deixada pela escravidão de negros e de indígenas, mas que havia chegado o momento de deixar para trás a estrada da exclusão e pisar no acelerador. “Vamos agora pegar a estrada da inclusão e trazer de volta aqueles que a gente abandonou e jogou para fora do nosso carro.”
Para ler
Vá no seu tempo e vá até o final: Mulheres negras cotistas no marco dos 60 anos da UnB
Organização: Dione Moura e Deborah Santos
Editora UnB, R$ 106
Mulheres incriveis
Dia das mães: Quando mães e filhos crescem juntos nos negócios com franquias
Empreendedorismo em conjunto no setor tem espaço com a união de experiência,
recursos e “mão na massa”
São Paulo, maio de 2026 – O empreendedorismo materno avança no Brasil ao refletir uma realidade em que mães constroem suas trajetórias profissionais ao lado dos filhos, seja como inspiração, apoio ou até sociedade. Mais do que uma alternativa de renda, o modelo evidencia uma mudança de comportamento: negócios estruturados para buscar integrar rotina familiar e operação, com mais flexibilidade e eficiência.
Mais de 41 milhões de lares brasileiros são chefiados por mulheres, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que impulsiona diretamente o empreendedorismo feminino no país. Hoje, mais de 10 milhões de brasileiras comandam seus próprios negócios, representando cerca de 34% do total de empreendedores, com forte presença nos setores de serviços e comércio, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).
O setor de franchising dá suporte a esse laço entre maternidade e gestão, com estrutura padronizada e suporte operacional. A participação feminina alcançou 57% em 2024, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). A presença de mulheres em cargos de liderança também avançou, chegando a 30% no mesmo período.
Na prática, essa transformação ganha forma em histórias de franqueadas de redes como 5àsec, Água Doce, Café Cultura, Carflix, Divino Fogão, Ensina Mais Turma da Mônica, iGUi, LavPop by 5àsec, Microlins, Milon, Peça Rara, Royal Face, Rockfeller e Yázigi, em que empresa e rotina familiar deixam de ocupar espaços separados e passam a evoluir de forma integrada. Os exemplos podem ser vistos abaixo:
5àsec
Franqueada da 5àsec em Teresópolis, no Rio de Janeiro, Camila Cristina Cunha Araújo, de 41 anos, é mestra em radioproteção e dosimetria, com atuação como professora universitária e servidora pública federal antes decidir mudar de carreira para empreender. Junto com seu marido, buscou no segmento de franquias uma forma de estar mais próximo dos filhos, Lara Cristina e Murilo Miguel, de 11 e 7 anos, respectivamente. “A maternidade foi um impulsionador para que eu entrasse no mundo do empreendedorismo. O pedido veio da minha filha mais velha, que queria que ficássemos mais perto dela, acompanhando em sua rotina e atividades. A partir disso, meu marido e eu pesquisamos sobre mercados em expansão no Brasil e na região serrana do Rio de Janeiro. A 5àsec foi a escolhida por toda a história e reconhecimento no segmento de lavanderias no Brasil e no mundo”, revela a franqueada.
Com a rotina atribulada, resultando em falta de flexibilidade, e a vontade de ter mais tempo para aproveitar em família foi primordial para dar o primeiro passo no empreendedorismo. A loja da 5àsec foi aberta em 2021. “Sem dúvidas, agora podemos participar mais ativamente do dia a dia dos nossos filhos. Além disso, o sucesso e a identificação com a marca foram essenciais para fortalecer nosso propósito. É gratificante empreender em algo que tem tanto significado para nós”, conta. Para mães que almejam seguir como donas de seu próprio negócio, Camila revela que maternar e empreender é, basicamente, buscar evolução o tempo todo, já que o caminho não é fácil. “Não precisa ser e ter tudo perfeito para começar. O primeiro passo é o fundamental para iniciar no empreendedorismo, mesmo com algumas inseguranças. Ao longo da trajetória, aprendemos, nos adaptamos e crescemos. E, por nossos filhos, encontramos coragem para não desistir”, finaliza a empresária.
Água Doce Sabores do Brasil
Raquel Machado Bartol Barbeiro, de 46 anos, é franqueada da Água Doce Sabores do Brasil de Matão, no interior de São Paulo, há 21 anos. Advogada de formação e mãe de Manuela, de 18 anos, e João Pedro, de 15, seu caminho empreendedor começou antes mesmo de ter filhos, ao decidir investir em uma operação da rede de gastronomia brasileira após deixar Monte Azul Paulista, sua cidade natal, em busca de novas oportunidades.
Com a chegada dos pequenos, precisou adaptar sua rotina, especialmente por se tratar de uma operação noturna, passando a focar mais na parte administrativa enquanto contava com o apoio do marido na gestão. Ao longo dos anos, enfrentou o desafio de equilibrar o tempo entre a família e o restaurante, chegando a se afastar temporariamente da operação. “Para organizarmos nossos horários, o apoio do meu marido foi fundamental. Assim dividimos as funções para que eu pudesse me dedicar aos filhos enquanto cresciam e dependiam mais de mim, sem deixar o negócio de lado. Tive que dar uma pausa, pois conciliar as duas demandas não foi fácil. Olhando para trás, agora com minha filha já na faculdade e o outro na adolescência, vejo que o esforço e dedicação valeram a pena”, comenta.
Hoje, com uma rotina organizada, Raquel encontra realização em conseguir dar conta dos dois papéis e destaca que a maternidade também contribuiu para uma gestão mais sensível e atenta às necessidades do negócio e das pessoas, incentivando outras mães a empreenderem e valorizarem a flexibilidade que o próprio negócio pode proporcionar. “Para quem almeja dar um outro rumo em sua vida, o conselho que dou é para se arriscarem. É difícil ter que se adaptar no começo, pois haverá alguns desafios, mas o resultado é muito gratificante”, finaliza.
Café Cultura
Flexibilidade de horário que possibilidade maior disponibilidade para se dedicar à família. Estes são os principais motivos que levaram Caroline Dalago Cruz a empreender. Radicada na capital paulista, aos 40 anos, ela é formada em engenharia sanitária e ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com passagens por instituições financeiras como os bancos Itaú e Safra, além do Fundo Pátria Investimentos, foi na Petz – empresa onde atuou por nove anos nas áreas de planejamento estratégico e financeiro – que sua vida deu a guinada. Ali, ela conheceu aquele que seria seu marido e pai de seus três filhos, Rodrigo. Com o nascimento do caçula, que demandava cuidados especiais, decidiu deixar o emprego de carteira assinada, mas o “ser apenas mãe” a incomodava já que a ideia era “se manter ativa”. Apaixonada pelo varejo, setor no qual segundo ela mesma “consegue enxergar o todo, do micro ao macro”, abrir um negócio foi uma ideia que amadureceu aos poucos. A opção por empreender com uma franquia do Café Cultura se deu por conta do conhecimento de longa data da Marca, já que ambas nasceram na capital catarinense. Hoje, ela é franqueada da recém-inaugurada flagship da Rede na capital paulista, localizada no bairro de Moema.
Carflix
À frente da unidade da Carflix na Vila Mariana, em São Paulo, Ricardo Mendonça Gomes José, de 54 anos, decidiu empreender após os 50 anos como forma de se recolocar no mercado de trabalho. Engenheiro de formação, ele buscava abrir o próprio negócio e encontrou no modelo de franquia da Carflix uma alternativa alinhada ao que procurava. “Achei incrível não precisar de estoque para vender automóveis”, conta. Com o crescimento da operação, o negócio ganhou um novo significado ao se transformar também em um projeto em família. Primeiro, o pai se juntou à equipe, trazendo experiência no ramo de automóveis. Depois, veio o convite para a mãe, Cleide Mendonça José, de 75 anos, que passou a atuar na recepção e no atendimento aos clientes. “Hoje tenho os dois melhores funcionários e amigos trabalhando comigo”, afirma Ricardo.
No dia a dia, a parceria com a mãe se reflete dentro e fora do trabalho. “Não dou um passo na parte financeira sem consultar minha mãe, e o mais incrível é ver a torcida deles pelo crescimento da franquia”, diz. Para ele, o maior benefício é o ambiente leve. “É sempre ter com quem dividir os problemas.”Para Cleide, a experiência também trouxe uma nova fase de vida. “Trabalhar ao lado do meu filho é um prazer. Eu ficava muito tempo sozinha em casa e hoje sou outra mulher, muito mais feliz. Gosto de receber as pessoas, conversar enquanto ele faz as vendas. Isso me faz muito bem”, finaliza.
Divino Fogão
A trajetória de Tabata Paixão de Oliveira Fontes, 40 anos, ilustra como a maternidade pode caminhar lado a lado com o empreendedorismo. Formada em Publicidade e mãe de duas crianças, de 8 anos e 1 ano e meio, ela ingressou no sistema de franquias em 2012 e, desde 2014, atua como franqueada do Divino Fogão, onde atualmente administra duas unidades e participa da sociedade em outros dois restaurantes da marca. A empresária conta que a maternidade trouxe novos aprendizados à sua gestão, a tornando uma líder mais humana e atenta às necessidades da equipe.
Entre a rotina intensa, que começa cedo, dividida entre os cuidados com os filhos e a operação das lojas, Tabata conta que é possível encontrar o equilíbrio. “É muito importante ter uma rede de apoio e organizar o tempo para dar conta das demandas. Mesmo diante dos desafios diários, a realização de ver tanto o crescimento dos filhos quanto os resultados do negócio é recompensador”, revela. A empresária conta que desde o primeiro mês de nascimento da filha Larissa já retomou o trabalho na gestão do negócio mesmo à distância e, que aos sete meses da pequena, a levava para o escritório para acompanhar a rotina empresarial.
Já com os hábitos programados, veio a surpresa: a gravidez do Lorenzo em 2024. “Tinha acabado de assumir a segunda operação do Divino Fogão quando descobri que esperava meu segundo filho. Depois que a vida já estava toda regrada, o pequeno nasceu com algumas questões de saúde que tornaram a maternidade mais desafiadora. Mas, novamente, com uma base de apoio sólida e buscando o equilíbrio entre as duas funções, consegui me reorganizar para me dedicar aos dois com todo meu empenho”, relembra. Para outras mães que desejam seguir no caminho do empreendedorismo, Tabata revela que como mãe sempre existe o medo, seja de perder uma fase importante dos pequenos ou um momento especial. “Quero que meus filhos cresçam e vejam em mim uma mãe forte e batalhadora. Este é o exemplo que eu quero que eles tenham. Para as mulheres que querem ter seu próprio negócio, acreditem no seu potencial, enfrentem os medos e empreendam sem abrir mão de construir sua própria história”, finaliza a franqueada.
Ensina Mais Turma da Mônica
Com 47 anos, Ozaka Almeida Sousa Santos mostra como a maternidade pode caminhar junto com o empreendedorismo, especialmente quando há propósito e apoio familiar. Pedagoga e especialista em orientação educacional e psicopedagogia, ela é mãe de Dara, de 27 anos, e Dâmiris, de 21, e encontrou na franquia Ensina Mais Turma da Mônica uma oportunidade de empreender na área em que sempre atuou. “Era meu desejo seguir na minha profissão e ser dona do meu próprio negócio. Após pesquisas, me encantei com a proposta da rede de apoio escolar com ênfase em tecnologia. Percebi ali que poderia ser um negócio de família. Com ajuda do meu marido e das minhas filhas, administro a unidade em Imperatriz, no Maranhão, há dois anos”, comenta.
Com uma rotina dinâmica voltada ao público infantojuvenil, a empresária revela que o equilíbrio entre trabalho e família, organizando as responsabilidades de cada um para garantir produtividade e tempo de qualidade em casa, é primordial. Apesar das filhas já serem adultas, Ozaka conta que a maternidade fortaleceu sua atuação como líder, ampliando a sensibilidade na gestão educacional. Além disso, segundo a franqueada, a maior realização está em conduzir o próprio negócio. “Como conselho para outras mães que enxergam um caminho no seu próprio negócio, não tenham medo de empreender. A constância e determinação são fundamentais para alcançar seus objetivos”, finaliza.
iGUi
Um ano após a reinauguração da loja iGUi de Porto Alegre, a trajetória da franqueada Rochele Bernardes segue como um exemplo de resiliência e reinvenção. A unidade, que ficou quase um ano fora de operação após as fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul no começo de 2024, retomou suas atividades. Desde então, o que antes era um cenário de incertezas deu lugar a um novo ciclo de crescimento.
À frente da franquia há quatro anos, Rochele e seu marido e sócio, Rafael Cardoso, enfrentaram meses desafiadores, sem estrutura física e com o negócio ativo mesmo diante das dificuldades. Mais do que a reconstrução da loja, o período marcou uma transformação pessoal: ela se tornou mãe e conciliou a retomada da operação com a maternidade recente.
“Naquele período em que ficamos sem estrutura física, de maio até março do ano passado, a nossa operação nunca parou. Faturamos todos os meses, tivemos excelentes vendas, boas negociações e executamos várias obras. Conseguimos manter essa estabilidade porque consolidamos muito bem a relação com os clientes. Muitos abriram as portas das suas casas para apresentarmos nossas obras a outros clientes, e isso trazia ainda mais credibilidade, porque mostrava a confiança que eles tinham na gente, tanto no pós-venda quanto na execução”, conta Rochele, e completa: “Graças a Deus, mesmo grávida, barrigudinha, segui trabalhando até a véspera do nascimento do Théo. Fizemos uma pausa de uns 15 dias depois e logo retomamos”.
Hoje, a unidade já opera em ritmo estável e simboliza não apenas a recuperação de um negócio, mas a força de uma mulher que atravessou adversidades e que junto com seu marido transformou um momento crítico em recomeço. A história reforça o papel da iGUi, líder global em piscinas pré-fabricadas, no suporte aos franqueados e na retomada do desenvolvimento regional. (Foto: iGUi/Divulgação)
LavPop by 5àsec
Carolina Bruno, de 33 anos, apostou na mudança de carreira para ter mais tempo para suas filhas, de 5 e 3 anos. Formada em Direito, ela decidiu mudar de carreira após perceber que a rotina intensa no negócio da família limitava o tempo com as suas meninas. Foi nesse contexto que encontrou na franquia LavPop by 5àsec a oportunidade de conciliar trabalho e vida pessoal, se tornando empreendedora. Ela está há um ano e meio à frente da unidade em Itapoá, em Santa Catarina. “A LavPop nasceu com a proposta do autosserviço, sendo um negócio autônomo, em que a gestão pode ser feita à distância, com flexibilidade operacional. Ao pesquisar opções no mercado, vi que era isso que precisava na minha vida, para que pudesse me dedicar ainda mais a maternidade”, comenta.
O sucesso foi tanto que a empresária já se prepara para inaugurar a segunda unidade da marca. “A flexibilidade e o uso de tecnologia, como aplicativos de gestão e monitoramento remoto, são os meus principais aliados na organização do dia a dia. Com isso, consigo sempre ter as minhas filhas por perto, acompanhando o desenvolvimento de cada uma”, revela Carolina. A franqueada afirma que a maternidade transformou sua forma de enxergar a vida e os negócios, tornando o desafio mais leve e significativo. “Meu conselho para outras mães é buscar caminhos que permitam equilibrar carreira e família, sem abrir mão de estar presente nos momentos mais importantes do âmbito familiar”, finaliza.
Microlins
Marina Fernandes, de 45 anos, é um exemplo de como a educação, a maternidade e o empreendedorismo podem caminhar juntos. Mãe de Isabella, de 28 anos, e Henrique, de 25, ela iniciou sua história na Microlins como aluna, quando os filhos ainda eram pequenos, em busca de qualificação profissional para ingressar no mercado de trabalho. “Foi dentro de uma escola da Microlins que recebi a oportunidade de fazer meu primeiro estágio, dando início a uma carreira que foi construída dentro da rede. Após anos atuando como colaboradora de uma unidade, fui convidada a mudar de lado do balcão e me tornar uma franqueada”, relembra.
Há uma década como empresária da Microlins, Marina lidera atualmente 10 unidades e consolidou o maior grupo da rede em São Paulo, o “Semear”, com o propósito de transformar vidas por meio da educação. Ao longo da jornada, envolveu os filhos no negócio desde cedo, os incentivando a se apaixonarem pela área e se tornarem seus sucessores, e não apenas herdeiros, sendo esse um dos objetivos que considera uma de suas maiores conquistas. Para dar conta das escolas, a franqueada revela que separa sua agenda em blocos e níveis de prioridade. Dessa forma, consegue manter uma rotina organizada e com equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. “Ser mãe me influenciou na gestão do negócio, já que pude criar uma liderança participativa e entender que, assim como meus filhos, as pessoas têm o seu período de evolução”, comenta. Para Marina, o seu maior legado é ter sido exemplo para a família e mostrar, na prática, que o empreendedorismo aliado à educação pode transformar não apenas a própria história, mas também a de muitas outras pessoas.
Milon
A administradora de empresas Maria Virginia Bilibio Minozzo, de 35 anos, é a responsável pela operação da Milon localizada no Shopping Moinhos, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Apaixonada pelo universo do empreendedorismo desde a infância, ela traz consigo uma bagagem oriunda do agronegócio familiar, somada à vivência no ambiente corporativo, onde atuou por vários anos antes de optar por empreender com propósito. “Já era cliente da Milon e, como mãe de uma menina de cinco anos, conhecia de perto a qualidade, o design e o posicionamento da empresa. Quando decidi investir em uma franquia, enxerguei na marca uma oportunidade única dentro de um nicho com pouca concorrência e alta recorrência de consumo”, afirma.
Aliando a maternidade com a proposta da Milon, a empresária revela que, prestes a completar um ano de operação, a expectativa é continuar com o crescimento mês a mês. “Atribuo o sucesso a sinergia entre minha vida pessoal e a profissional. Por estar imersa dentro deste universo infantil, consigo compreender melhor as necessidades dos clientes, trazer um olhar mais sensível para a curadoria dos produtos e oferecer uma experiência mais próxima e acolhedora, o que se reflete diretamente nos resultados do negócio”, revela. Como conselho para as mães que desejam apostar no franchising, Maria Virginia diz que, com certeza, será um desafio conciliar essa jornada dupla, mas que ambas são compensadoras. “Acredito muito que somos espelhos para nossos filhos e uma de nossas missões é mostrar para eles o quanto é maravilhoso servir e nos sentirmos útil”, finaliza.
Peça Rara Brechó
Sônia Araújo Eleutério, de 49 anos, franqueada da unidade Peça Rara Brechó Morumbi, encontrou no empreendedorismo uma extensão natural da maternidade. À frente do negócio ao lado dos filhos Gabriel de 30 anos e Lívia de 22, além da nora, Isabel, ela construiu uma operação pautada pela gestão compartilhada e pelo diálogo constante. A sociedade, segundo Sônia, já fazia parte do plano desde o início, com decisões tomadas em conjunto e uma dinâmica familiar que se traduz diretamente na condução da empresa. Formado em Ciências Contábeis, Gabriel atua de forma estratégica na gestão e aplica, no dia a dia, o conhecimento técnico ao crescimento das três empresas da família.
Para Sônia, acompanhar o desenvolvimento do filho como gestor é motivo de orgulho e realização. “A gente vem aprendendo junto. Não é simples, mas juntos tudo fica mais leve”, resume. A trajetória reforça como o modelo de negócio pode se integrar à vida familiar, ao criar uma rotina mais colaborativa, afetiva e alinhada às demandas do empreendedorismo atual.
Royal Face
A maternidade tem provocado uma reconfiguração estratégica na carreira de muitas mulheres, e o case de Iara Rodrigues, 40 anos, multifranqueada da Royal Face, traduz bem esse movimento. Com formação em Administração e pós-graduação em Finanças Corporativas, ela construiu uma trajetória sólida na indústria farmacêutica em São Paulo, com perfil analítico e foco em performance. A virada aconteceu com a descoberta de uma gestação gemelar, que trouxe uma reflexão direta: fazia sentido manter o modelo corporativo ou era hora de assumir o controle da própria agenda?
A resposta virou ação. Ainda durante a gestação, Iara mergulhou no estudo do franchising em busca de um modelo que equilibrasse gestão, escalabilidade e autonomia. Escolheu a Royal Face, liderou a implantação da primeira unidade e estruturou a operação com disciplina de executiva. “A gravidez gemelar me fez repensar prioridades e entender que eu queria estar presente, sem abrir mão de crescer profissionalmente. O empreendedorismo me deu essa possibilidade”, afirma Iara. Hoje, soma cinco unidades em operação, três em Campinas (SP), uma em Jundiaí (SP) e uma em Campos dos Goytacazes (RJ), consolidando um posicionamento cada vez mais comum no mercado: mães que transformam a maternidade em motor de crescimento e protagonismo empresarial.
Rockfeller Language Center
À frente da unidade da Rockfeller Language Center de Boa Vista (RO), Francisca Sousa, de 49 anos, encontrou na maternidade a motivação para empreender. Pedagoga por formação, decidiu buscar independência financeira sem abrir mão de ser uma mãe presente, transformando o desejo de acompanhar de perto a vida da filha em impulso para abrir o próprio negócio. “Acreditar no próprio potencial e não esperar o momento perfeito para começar”, afirma.
Ao seu lado está a filha e sócia, Weidelamares de Sousa, de 27 anos, formada em Biomedicina, que viu na mãe sua maior inspiração. “Minha mãe sempre foi meu maior exemplo”, conta. Juntas, construíram uma parceria baseada em confiança e troca no dia a dia. “Empreender com a minha filha é muito especial, a gente cresce juntas em todos os sentidos”, diz Francisca.
Recentemente, mãe e filha enfrentaram a mudança de ponto comercial, um dos maiores desafios da trajetória. A transição exigiu um bom planejamento, mas trouxe resultados rápidos, em pouco tempo, a unidade bateu recorde de matrículas, com mais de 30 novos alunos. “Empreender juntas é um aprendizado constante, a gente se apoia e segue em frente”, finaliza Francisca.
Yázigi
Aos 49 anos, Thaís Soares Guimarães e sua mãe, Maria Emília Soares Guimarães, de 80, são exemplos de continuidade e parceria familiar no empreendedorismo educacional. A história da família com o Yázigi começou há 50 anos por iniciativa da matriarca. Atualmente, mãe e filha administram os negócios em conjunto na cidade de Cabo Frio (RJ), sendo uma escola da franquia e outro modelo destinado às escolas de ensino regular, conhecido como Yázigi For School, que juntos atendem aproximadamente 700 alunos. Advogada de formação, Thaís chegou a morar na capital fluminense, onde fez intercâmbio pelo Yázigi Travel e trabalhou em uma unidade da rede no exterior, antes de retornar à cidade natal para assumir o negócio da família. “O Yázigi faz parte da minha identidade. Quando nasci, minha mãe já tinha a franquia e, ao longo da minha trajetória, sempre me vi envolvida em atividades da marca”, relembra.
Hoje, ela lidera a área administrativa e financeira dos negócios, enquanto a mãe, que é professora de formação, segue à frente da parte pedagógica. Juntas, as duas formam uma parceria complementar e alinhada. A convivência profissional, segundo Thais, é harmoniosa, com papéis bem definidos e foco em um objetivo comum. “Nosso trabalho em conjunto é de muito sucesso. Com as expertises de cada uma, conseguimos investir em diversas iniciativas que resultaram em crescimento. Ao longo dos anos, implementei uma visão mais moderna, especialmente em marketing e tecnologia, enquanto a experiência e os ensinamentos da minha mãe em liderança e gestão de pessoas seguem como base do nosso negócio, fortalecendo a equipe e garantindo a qualidade do ensino”, afirma. Juntas, mãe e filha construíram uma trajetória marcada por confiança, credibilidade e momentos importantes, como a inauguração da nova sede da escola. Como conselho, Thais reforça que saber separar bem a parte familiar da profissional é o segredo para empreender em família.
CRÉDITOS:
Fotos: Divulgação
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