Policiais
Advogada Deolane Bezerra é investigada por debochar da polícia e usar joias de chefão do tráfico
Deolane Bezerra e TH – (crédito: Reprodução Instagram)
Deolane Bezerra debocha da polícia após surgir com joias de chefão do tráfico
A influenciadora afirma que não cometeu crime e só curtiu um baile de favela
A Polícia Civil do Rio investiga a advogada Deolane Bezerra por suposta ligação com o tráfico de drogas do Complexo da Maré. Nesta quarta-feira (14), a influenciadora foi para o conhecido “baile da Disney”, na comunidade Vila do João e apareceu em imagens usando o cordão do chefe do tráfico.
O dono do cordão usado por Deolane é Thiago da Silva Folly, conhecido como TH. Após a repercussão das imagens, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) abriu um inquérito para apurar a possível ligação da influencer com a quadrilha do Terceiro Comando Puro (TCP).
Os investigadores querem entender quem convidou e recebeu a influenciadora na favela para fazer uma presença “VIP”. Além disso, a polícia civil também investiga a verdadeira relação de sua irmã, Dayanne Bezerra com o chefão TH e se as duas receberam algum valor para participarem do baile.
Contudo, após a repercussão, Deolane Bezerra se pronunciou no Instagram. Sem papas na língua, a advogada confirmou que esteve no “baile da disney” e que usou o cordão do chefão do tráfico. “Fui no Complexo da Maré ontem, estava no baile da disney, Oruam cantou lá. Fui bem recebida, não gastei um real, bebi que só o cace**, sai às 10h da manhã, tirei foto com geral… com cordão e sem cordão”.
Na sequência, a influenciadora debochou da investigação aberta pra apurar a presença dela na comunidade. A loira repostou um vídeo de uma seguidora mostrando ela dançando e escreve: “Olha ai o crime que eu estava cometendo. Vão a merda”. Logo depois, publicou um vídeo zombando com imagens de uma mulher posando para fotos dentro da delegacia: “Eu depois de ter feito tudo que tenho vontade”.
Policiais
Em dois anos, pobreza dá lugar a desenvolvimento social e 17,4 milhões de pessoas ascendem de classe
De acordo com estudo da FGV, renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. Foto: Estevam Costa/PR
Estudo da FGV registrou, em 2024, maior nível histórico de ascensão social para as classes A, B e C, registrando um crescimento de 78,18% desde 1976
Em apenas dois anos, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes sociais A, B e C. Para dar dimensão do volume, a quantidade equivale à população inteira do Equador. O estudo foi realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 1976 a 2024.
Segundo a FGV, o ritmo da mudança entre 2022 e 2024 foi 74% mais acelerado que o observado entre 2003 e 2014, período marcado também pela alta ascensão social no país. Nos últimos dois anos, a parcela da população nas classes A, B e C cresceu 8,44 pontos percentuais, sendo 13 a 14 pontos percentuais representados por quem recebe o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
RENDA DO TRABALHO — O diretor da FGV Social e autor do estudo, Marcelo Neri, destacou que a renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. “O ganho de renda do trabalho foi o principal motor de ascensão social da chamada classe média. A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média vinda da base da distribuição de renda”, afirmou.
FAIXAS DE RENDA — As classes A, B e C são categorias usadas em estudos socioeconômicos para organizar a população de acordo com a renda familiar. De forma geral, a classe C é associada à classe média, formada por famílias que conseguem atender às necessidades básicas e têm algum poder de consumo, enquanto as classes B e A reúnem faixas de renda mais altas, com maior renda e estabilidade financeira.
Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
PARTICIPAÇÃO – Em 2024, o Brasil registrou o maior nível histórico de participação da classe média e das classes de maior renda desde 1976. O registro de pessoas nas classes A, B e C juntas chegou a 78,18% acima da média anual. A classe C concentrou 60,97% da população, enquanto as classes A e B somaram 17,21%.
DO LADO DO POVO — O estudo também mostra que as classes D e E atingiram os menores níveis já observados: 15,05% e 6,77%, respectivamente. “Um governo do lado do povo, e não é um jogo de palavras, é mudança para melhor mesmo, para milhões de brasileiros e brasileiras”, reforçou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
Para ele, os resultados mostram a força das políticas sociais, integradas com educação, saúde, e inclusão socioeconômica. “Os mais pobres vêm ganhando oportunidades com o crescimento econômico acima de 3% ao ano, possibilidades de emprego e pequenos e médios negócios, ampliando a renda, aumentando a capacidade de consumo, o que impulsiona o próprio crescimento contínuo da economia”, explicou. “Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”, completou o titular do MDS.
» Os dados estão disponíveis na página oficial da FGV.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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