Policiais
Cotada para presidir Comissão de Trânsito da OAB-DF teve carro apreendido sem CRLV e com 31 multas
Carro da advogada Andréa Silva Resende foi apreendido em julho de 2022, sem licenciamento em dia e com 31 multas, no valor total de R$ 8 mil
A advogada cotada para presidir a Comissão de Direito de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), Andréa Silva Resende teve o carro apreendido, um Honda Fit, por não pagar o licenciamento do veículo — que ainda acumulava 31 multas, totalizando R$ 8 mil.
Atualmente, Andréa é uma das 12 integrantes da Comissão de Direito de Trânsito da OAB-DF e pode assumir a chefia do colegiado, que zela pela garantia da aplicação das regras de tráfego.
Durante uma blitz, em 14 de julho de 2022, o carro de Andréa foi apreendido e recolhido ao pátio do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) por estar sem o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) em dia e ter mais de 30 infrações registradas.
A advogada entrou com pedido de liminar na Justiça para liberação do veículo, sob alegação de ter havido erro do Detran-DF na hora de expedir o CRLV. Em 26 de agosto de 2022, o 4º Juizado Especial da Fazenda Pública do Distrito Federal negou a solicitação e enfatizou a situação do automóvel, que não tinha o licenciamento pago e somava 31 multas.
“Ademais, verifica-se no site do Detran-DF que o veículo possui débito de licenciamento no valor de R$ 108,07, com vencimento em 21/2/2022. […] Dirigir veículo que não esteja devidamente licenciado é infração gravíssima, sujeita a multa e apreensão do veículo, com consequente remoção [do carro]”, escreveu a juíza Luciana Gomes Trindade. Agora, o processo aguarda sentença.
A OAB-DF informou que ainda não tem uma nomeação definida para a presidência da Comissão de Direito de Trânsito. “Estamos em processo de apuração”, comunicou a Ordem.
Por meio de assessoria de comunicação, Andréa disse que não se pronunciará sobre o caso.
feminicidio
Mulher de 30 anos morta a tiros perto de casa é velada neste sábado no DF
Mayara Varela chegou a ser levada em estado grave ao hospital, mas morreu no dia seguinte. Ex-companheiro André Eduardo da Silva é suspeito. Ele tirou a própria vida após ser encontrado pela polícia.
Mayara Varela, de 30 anos, que morreu após ser baleada na cabeça em uma rua perto de sua casa na Candangolândia, no Distrito Federal, será velada na tarde deste sábado (17).
O crime aconteceu na noite de quinta-feira (15). Mayara chegou a ser levada em estado grave ao hospital, mas morreu na manhã de sexta (16).
O ex-companheiro André Eduardo da Silva, de 40 anos, é suspeito do feminicídio. Ele tirou a própria vida após ser encontrado por policiais no Riacho Fundo I, na noite de sexta (16), segundo as polícias Militar e Civil.
A família disse que Mayara já havia feito um boletim de ocorrência contra André Eduardo e que acredita que o crime foi motivado por uma disputa relacionada à pensão alimentícia da filha, de 3 anos.
Mulher foi abordada a caminho de casa

Feminicídio: imagens de câmeras de segurança mostram suspeito atacando Mayara Varela no DF
A família disse que Mayara voltava do trabalho e estava perto de casa, quando teria sido abordada por André. Imagens de câmeras de segurança mostram um homem agindo de forma agressiva com a vítima (veja acima).
Segundo testemunhas, os dois discutiram na rua e o suspeito atirou contra a vítima. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para o local. Mayara foi socorrida e levada para o Hospital de Base.
“A gente mora aqui na rua de trás e eu ouvi os tiros, mas eu nunca imaginei que fosse com a minha filha. Ouvia a ambulância passando também. Eu liguei no celular dela, porque ela nunca se atrasa, ela é muito responsável. Eu liguei no celular dela e a médica atendeu, falou que a minha filha estava no hospital, baleada”, diz Josilene Varela, mãe da vítima.
Violência contra mulher: como pedir ajuda
A violência contra as mulheres pode ser denunciada por qualquer pessoa por meio de diversos canais oficiais.
📞 Entre os canais disponíveis estão o número 190 da Polícia Militar, o número 197 ou em qualquer delegacia da Polícia Civil, e o número 180 da Central de Atendimento à Mulher.
Mulheres também podem solicitar medidas protetivas. Elas obrigam o agressor, por exemplo, a se afastar do lar e não entrar em contato com a vítima.
FONTE:
Por TV Globo e g1 DF
Foto: Reprodução
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