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Princesinha do Pó é presa de novo 7 dias depois de ser detida em operação

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Lorrane Santos da Rocha, conhecida como Princesinha do Pó, estava com o namorado perto da Rodoviária do Plano. Eles são suspeitos de tráfico

PCDF/Divulgação
Lorrane Santos da Rocha e o namorado, Pedro Henrique Fernandes da Silva Lima, foram presos na noite desta sexta-feira (10/3), próximos da Rodoviária do Plano Piloto, suspeitos de tráfico de drogas. Seria uma detenção comum se não fosse pelo fato de que denúncias chegaram à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) afirmando que mulheres detidas em uma operação no dia 3 de março estariam nas ruas novamente atuando no tráfico. E Lorrane, conhecida com o Princesinha do Pó, era uma delas.

Ela havia sido presa da operação Caminho das Pedras (anteriormente chamada Bad Nurse) no início do mês e depois liberada com tornozeleira eletrônica. Mesmo assim, estava com o namorado supostamente traficando. Os policiais civis receberam as denúncias e seguiram com investigações de campo.

Eles seguiram Lorrane e Pedro, que saíram da Rodoviária do Plano Piloto, afugentados por um trabalho de prevenção da Polícia Militar no local, e foram para um shopping próximo. Notaram três negociações de drogas e, então, o casal notou a presença dos policiais.

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A equipe de investigação prendeu os dois. Pedro ainda jogou pedras de crack que estavam em seu poder na rua. Uma parte caiu no asfalto e foi destruída pelos carros que passavam. Porém, uma certa quantidade ficou na calçada. De acordo com os policiais, era uma quantia bem maior que a porção usualmente encontrada com usuários no local.

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Pedro tinha uma uma grande quantia de dinheiro, uma máquina de cartões e um celular. O suspeito disse que estava bebendo com Lorrane na região, tinha recebido o salário aquele dia, mas não deu o endereço exato do emprego. No celular dele, os policiais encontraram mensagens relacionadas ao tráfico.

Prisão sete dias antes

Lorrane havia sido presa sete dias antes durante a Operação Bad Nurse, depois chamada de Caminho das Pedras. Conhecida como Princesinha do Pó, ela embolsou cifras superiores a R$ 35 mil bancadas por benefícios como Bolsa Família, Auxílio Brasil, o antigo Auxílio Emergencial, além de programas locais, como o DF sem Miséria e o DF Social. Os valores pagos mensalmente compreendem os anos de 2020 e 2023.

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De acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal, desde o início dos repasses, em 2020, a traficante abocanhou R$ 4.087 de Auxílio Brasil, R$ 9.618 do antigo Auxílio Emergencial e R$ 21.396 de Bolsa Família/Auxílio Brasil. Além da quantia que ultrapassa os R$ 35 mil transferida pelo governo federal, a traficante ainda é contemplada com repasses do GDF.

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Veja imagens da princesinha do pó:

Lorrane é filha de Suelene Santos Soares, a enfermeira do tráfico, também presa na Operação Bad Nurse. Segundo as apurações policiais, a profissional da saúde criou uma rede de vapores, responsáveis pela distribuição de drogas na região da Rodoviária do Plano. A maioria era moradores de rua e garotas de programa que vagam pelo SCS.

A mulher possui uma sala comercial, na área central, usada de apoio para a distribuição de crack. A filha da enfermeira, também suspeita de integrar o esquema criminoso, é outro alvo da operação.

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Os investigadores descobriram uma artimanha da enfermeira do tráfico. Para fugir de olhares curiosos e, principalmente das viaturas da Polícia Militar que patrulham a região, a traficante costuma escalar as árvores e permanecer sentada durante horas nos galhos mais altos.

Há mais de 10 anos traficando na área central, a mulher costumava apenas fazer sons com a boca para chamar a atenção dos usuários ávidos por uma pedra.

Veja imagens da Operação Bad Nurse:

PCDFTRÁFICO DE DROGASRODOVIÁRIA DO PLANO PILOTO

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Fonte: Metropoles

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Violência em sala de aula é realidade crescente no Brasil, afastando professores

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A violência nas escolas brasileiras segue crescendo, principalmente, contra professores. Há alguns dias, um docente de 53 anos foi agredido pelo pai de uma aluna, no Distrito Federal, após chamar a atenção da jovem por estar usando o celular em sala de aula. Casos dessa natureza aumentam cada vez mais, afastando os profissionais para cuidar da saúde mental.

Uma pesquisa do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação de Minas Gerais (SindUte) apontou que 94,3% dos profissionais da educação, destacadamente os professores, em algum momento, já sofreram algum tipo de violência.

Na maioria das vezes, as agressões foram de caráter verbal (86,1%), psicológico (73,2%), físico (55,6%) e discriminatório (42,5%), ocorrendo com relativa frequência, já que 54,1% dos participantes afirmaram que as situações se repetem, ao menos uma vez ao mês. Dessa forma, 33,7% dos entrevistados consideram o local de trabalho pouco seguro e 39,4%, inseguro.

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Na ocorrência do Distrito Federal, o pai socou e chutou o professor, caracterizando uma agressão física, sendo contido pela própria filha, que aplicou um golpe de mata-leão para segurá-lo. A agressão foi registrada como lesão corporal, injúria e desacato.

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Para a PHD em neurociências, psicanalista,  psicopedagoga e professora, Ângela Mathylde Soares, é importante recordar, que desde o início do ano, a legislação proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis em ambiente escolar.  As únicas exceções acontecem para fins pedagógicos ou didáticos – com a permissão do professor – ou por questões de acessibilidade e saúde. “O docente só estava agindo conforme a lei”, afirma.

          As situações desse tipo mostram como a realidade é crítica e a precarização da função é cada vez maior, uma vez que os profissionais da educação lidam com jornadas extensas, muito trabalho, baixos salários e ainda estão sujeitos a enfrentarem violências diárias.

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Um estudo do Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Itaú Social, revelou como a desvalorização dos professores vem dos próprios alunos. O levantamento ocorreu em 21 mil escolas, com mais de 2 milhões de estudantes e apenas 40%  deles valorizam o cargo.

Segundo Ângela, o discurso de ódio, facilmente propagado na internet, contribui para ações violentas e o desmerecimento, provocando esgotamento físico e mental, com as síndromes de burnout e pânico, ansiedade e depressão, difíceis de serem contornadas, sem ajuda especializada.

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Todas as ocorrências desencadeiam efeitos incapacitantes e acabam se mostrando óbvios no cotidiano, comprometendo a performance em sala. É essencial entender que a saúde mental não deve ser menosprezada e o tratamento precisa começar rapidamente. O acompanhamento evita o agravamento, sendo que, caso contrário,  leva à aposentadoria precoce e, até mesmo, ao desejo de autoextermínio.

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Gabrielle Silva

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(32) 99114-5408

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