Policiais
Vídeo mostra modelo negra com a própria blusa antes de ser acusada de furto
Instagram/@daniorcisse
Câmeras de segurança de outra loja confirmam versão da modelo Daniela Orcisse, que foi acusada de furtar a própria blusa; veja vídeo
Vídeo de câmeras de segurança (veja abaixo) de uma loja de artigos de crochê mostra que a modelo e influencer Daniela Orcisse já estava carregando a sua blusa antes de ser acusada de furtá-la em uma unidade da Águia Shoes, em São Mateus, na zona leste de São Paulo.
A imagem tem 10 segundos e foi divulgada nesta sexta-feira (21/7) pela advogada Paloma Santos Silva, representante de Daniela. A gravação mostra o momento em que a modelo entra em um comércio, também localizado na zona leste, carregando o vestuário nos braços. “Apesar de tê-la orientado que o ônus da prova não era dela, ela foi atrás da loja e conseguiu as imagens”, disse a advogada.
Mais tarde, Daniela, que é negra, entrou em uma unidade da Águia Shoes, onde foi abordada pelo gerente e acusada de ter furtado o item. Segundo relata, o funcionário a questionou se a blusa era dela ou da loja.
O caso aconteceu no último dia 15 e foi denunciado pela modelo em seu perfil nas redes sociais. “Eu tomei um susto grande (…). O cara [da loja] chegou atrás de mim, me cutucando com o segurança atrás, para me intimidar”, disse a modelo. “É horrível ser acusada de algo que você não fez”.
A advogada de Daniela viu a modelo no momento em que era acusada e se ofereceu para ajudá-la. Ela diz que ficaram na loja por mais de duas horas e meia. Depois de todo esse tempo, os funcionários teriam reconhecido o erro e ofereceram um vale-compras como pedido de desculpas, o que não foi aceito.
No último domingo (16/7), Paloma enviou uma notificação extra-judicial à loja e ainda aguarda resposta.

O advogado Francisco Carneiro, que representa a Águia Shoes, afirmou que está apurando os fatos para saber se houve excesso na atitude do funcionário da empresa. “O funcionário já foi devidamente advertido e afastado e estamos tomando as providências legais, de acordo com as leis trabalhistas”, disse, em nota.
Segundo o representante legal, a loja também está em contato com a advogada da cliente, verificando em conjunto a melhor forma de reparação do ocorrido. “Todo cliente é importante para a empresa. Ressaltamos que acreditamos na igualdade de todas as pessoas, independentemente de sua raça, etnia, religião, gênero ou orientação sexual”.
Ainda de acordo com a nota, todas as medidas cabíveis serão tomadas. “A empresa atua contra qualquer forma de discriminação e estamos comprometidos em cultivar uma cultura de respeito mútuo, em que todos se sintam seguros”.
feminicidio
Mulher de 30 anos morta a tiros perto de casa é velada neste sábado no DF
Mayara Varela chegou a ser levada em estado grave ao hospital, mas morreu no dia seguinte. Ex-companheiro André Eduardo da Silva é suspeito. Ele tirou a própria vida após ser encontrado pela polícia.
Mayara Varela, de 30 anos, que morreu após ser baleada na cabeça em uma rua perto de sua casa na Candangolândia, no Distrito Federal, será velada na tarde deste sábado (17).
O crime aconteceu na noite de quinta-feira (15). Mayara chegou a ser levada em estado grave ao hospital, mas morreu na manhã de sexta (16).
O ex-companheiro André Eduardo da Silva, de 40 anos, é suspeito do feminicídio. Ele tirou a própria vida após ser encontrado por policiais no Riacho Fundo I, na noite de sexta (16), segundo as polícias Militar e Civil.
A família disse que Mayara já havia feito um boletim de ocorrência contra André Eduardo e que acredita que o crime foi motivado por uma disputa relacionada à pensão alimentícia da filha, de 3 anos.
Mulher foi abordada a caminho de casa

Feminicídio: imagens de câmeras de segurança mostram suspeito atacando Mayara Varela no DF
A família disse que Mayara voltava do trabalho e estava perto de casa, quando teria sido abordada por André. Imagens de câmeras de segurança mostram um homem agindo de forma agressiva com a vítima (veja acima).
Segundo testemunhas, os dois discutiram na rua e o suspeito atirou contra a vítima. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para o local. Mayara foi socorrida e levada para o Hospital de Base.
“A gente mora aqui na rua de trás e eu ouvi os tiros, mas eu nunca imaginei que fosse com a minha filha. Ouvia a ambulância passando também. Eu liguei no celular dela, porque ela nunca se atrasa, ela é muito responsável. Eu liguei no celular dela e a médica atendeu, falou que a minha filha estava no hospital, baleada”, diz Josilene Varela, mãe da vítima.
Violência contra mulher: como pedir ajuda
A violência contra as mulheres pode ser denunciada por qualquer pessoa por meio de diversos canais oficiais.
📞 Entre os canais disponíveis estão o número 190 da Polícia Militar, o número 197 ou em qualquer delegacia da Polícia Civil, e o número 180 da Central de Atendimento à Mulher.
Mulheres também podem solicitar medidas protetivas. Elas obrigam o agressor, por exemplo, a se afastar do lar e não entrar em contato com a vítima.
FONTE:
Por TV Globo e g1 DF
Foto: Reprodução
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