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Cida Gonçalves: “Onde pudermos chegar, estaremos lá para dizer que as mulheres têm o direito de viver”

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Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, no programa “Bom dia, Ministra” desta quinta, 27 de fevereiro – Foto: Fábio Pozzebom / Agência Brasil

Ministra das Mulheres foi entrevistada por rádios de várias regiões do país nesta quinta-feira (27) e reforçou a campanha “Feminicídio Zero” no Carnaval

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, participou do “Bom dia, Ministra” desta quinta-feira, 27 de fevereiro, e destacou as ações do Governo Federal para enfrentar a violência contra as mulheres, especialmente durante o Carnaval, além de reforçar a luta por igualdade salarial e a presença feminina na política.
“Onde nós pudermos chegar para falar com toda a população, estaremos lá, exatamente para dizer que festa é festa e as mulheres têm que estar vivas, têm o direito de viver, de ter autonomia econômica, igualdade salarial. As mulheres têm o direito de ser felizes e têm o direito de estar onde quiserem, no carnaval, no forró e no estádio de futebol”, reforçou.
Uma das ações da pasta é a campanha permanente “Feminicídio Zero — Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”, que busca conscientizar a população sobre a importância de combater a violência de gênero. Cida Gonçalves destacou a mobilização durante o Carnaval do Rio de Janeiro, em que peças da campanha serão expostas em diversos espaços do Sambódromo da Sapucaí. As mensagens chegarão a mais de 5 milhões de pessoas que passarão pelo espaço durante os dias de Carnaval.
“A discussão e o debate estavam sendo feitos nos ensaios e nas comunidades desde novembro. Agora é chegar dando o recado, porque a mobilização do Feminicídio Zero é uma forma de tentar contato com homens e mulheres que não estão no debate todos os dias sobre a questão da violência, da agressão, que às vezes acham que encostar é normal, que passar a mão na mulher é normal. Estamos ali para dizer que não, não é normal”, frisou.
Outro tema abordado pela ministra foi a necessidade de proteção para mulheres trans. Cida Gonçalves enfatizou que o tema é um desafio, mas que o Ministério tem atuado para promover políticas afirmativas. “Precisamos conscientizar a população, porque as mulheres trans sofrem preconceito de toda a sociedade, de homens e mulheres, e temos que trabalhar com essa perspectiva. O Ministério das Mulheres tem discutido e tem trabalhado com várias associações, exatamente porque precisamos fazer uma campanha de não preconceito e não discriminação”, disse.

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FORÇA-TAREFA — Durante a entrevista, a ministra também comentou sobre casos graves de feminicídio, como o da jornalista Vanessa Ricarte, em Mato Grosso do Sul. Cida citou falhas no atendimento e destacou a força-tarefa do estado para analisar mais de 6 mil boletins de ocorrência. Junto com a ONU Mulheres, a pasta irá lançar também um serviço de monitoramento sobre o funcionamento das Casas da Mulher Brasileira.
“A partir desse monitoramento vamos estabelecer quais são as regras, quais são as diferenças que têm que ser colocadas, não apenas nos serviços da Casa da Mulher Brasileira, mas em todos os serviços especializados”, explicou.
SERVIÇOS DE ATENDIMENTO — A ministra ressaltou que, em 2025, serão implementados mais 11 Centros de Referência da Mulher Brasileira, uma alternativa para cidades menores, que oferece serviços essenciais, mas com menor custo. “O Centro de Referência é menor, tem até três serviços, que é o atendimento psicossocial, o serviço jurídico e o serviço da Patrulha Maria da Penha, com baixo custo para as prefeituras, para que nós possamos chegar em todos os municípios brasileiros”, detalhou Cida.

Já sobre a Casa da Mulher Brasileira (CMB), outro foco de expansão do Governo Federal, a ministra ressaltou as 27 unidades que já estão em fase de construção. O objetivo é concentrar os serviços necessários para o atendimento das mulheres em situação de violência e evitar que elas passem por um longo e burocrático processo.
EFICIÊNCIA — Cida enfatizou que a CMB permite um acompanhamento mais eficiente dos casos. Com foco no atendimento multidisciplinar e humanizado às mulheres, a CMB integra diversos serviços especializados para atender mulheres. De acordo com a ministra, a Casa da Mulher Brasileira tem todos os serviços no mesmo espaço físico para atender essa mulher. “O papel é fazer a integração e a humanização do atendimento. A inovação é o fato de ter, por exemplo, o Juizado de Violência contra as mulheres e a medida protetiva, que está prevista para até 48 horas, e pode sair em 2 ou 3 horas, dependendo da gravidade e análise do risco da mulher”, pontuou.
SECRETARIAS — Além disso, Cida salientou o aumento no número de secretarias de mulheres nos municípios brasileiros. “Quando assumimos em 2023, tínhamos 300 coordenadorias e secretarias. Hoje, estamos com 1,1 mil secretarias de mulheres no país. A meta é chegar em 2026 com 2 mil ou 2,3 mil secretarias de mulheres no país. Porque só assim nós vamos dar conta das políticas que nós estamos pensando, as estratégias no Governo Federal”, sublinhou Cida.
AMAZÔNIA — Questionada sobre as ações na região amazônica, a titular das Mulheres afirmou que o Ministério tem investido em ações específicas. Entre as estratégias, Cida citou a aquisição de barcos para chegar até populações ribeirinhas e o uso das rádios comunitárias e dos Correios para aumentar o alcance das campanhas.
“Os serviços têm que ser de barcos, porque você não tem como chegar nas populações ribeirinhas. Nessa estratégia, vamos financiar barcos para a região Amazônica, para poder atender as mulheres daquela região. Sabemos que é difícil a campanha chegar no interior, mas nós queremos fazer um método de usar as rádios comunitárias e os Correios, para que nós possamos falar com toda a população da região”, disse Cida.
MULHERES NA POLÍTICA — Além do combate à violência, Cida Gonçalves reforçou a importância da presença feminina na política e defendeu a substituição da cota de 30% para mulheres nos partidos políticos para um sistema de paridade. “Vamos construir um processo diferente: o partido vai ter que formar mulheres, vai ter que investir em mulheres, ter lideranças mulheres nesse país para ocupar as cadeiras — e que são nossas por direito”, afirmou.
IGUALDADE SALARIAL — De acordo com a ministra, o foco do Governo Federal para o mês de março — Mês das Mulheres — será o reforço da igualdade salarial. Por meio da Lei de Igualdade Salarial (Lei nº 14.611), as empresas com mais de 100 funcionários devem adotar medidas para garantir igualdade e transparência salarial. “Precisamos chamar a atenção das empresas, dos empresários, da sociedade para a questão da igualdade entre homens e mulheres. E é importante dizer que quem ganha com a igualdade são as empresas, não são as mulheres”, afirmou.
QUEM PARTICIPOU — Participaram do programa a Rádio Nacional Brasília, Amazônia e Alto Solimões (Distrito Federal); Rádio Hora (Campo Grande/MS); Rádio Bandnews FM (Vitória Da Conquista/BA); Rádio Antena Esportiva (Rio de Janeiro/RJ); Rádio Sucesso News (Brasília/DF); Rádio Guarany (Santarém/PA); Rádio Cultura (Caruaru/PE); Rádio Difusora (Rio Branco/AC).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Fernanda Machiaveli aborda políticas de crédito rural e reforma agrária no “Bom Dia, Ministra”

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No programa desta quarta-feira (15/4), titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar destaca ações de expansão de linhas de crédito voltadas à inclusão produtiva, políticas para mulheres rurais e ações de acesso à terra

 

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, é a convidada do programa “Bom Dia, Ministra” desta quarta-feira, 15 de abril. Durante a entrevista com rádios e portais de notícias de todo o país, a partir das 8h, ela abordará a ampliação do crédito rural da agricultura familiar, com destaque para iniciativas como o Plano Safra da Agricultura Familiar e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

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A ministra também vai detalhar ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização dos territórios quilombolas. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.

CRÉDITO RURAL — Entre os resultados que serão apresentados pela ministra, destaca-se a comparação entre a safra passada e a atual. As linhas de crédito voltadas à inclusão produtiva e à transição agroecológica, por meio do Pronaf A e A/C, destinado a famílias assentadas da reforma agrária, registraram crescimento no número de operações, resultando em mais contratos e alcançando maior volume financiado em comparação a safras anteriores.

Também houve crescimento no Pronaf B, voltado a agricultores familiares de menor renda, com ampliação do número de contratos e maior volume financiado. Medidas como a elevação do limite de enquadramento de renda bruta anual familiar, conectada ao salto no valor de financiamento e ao prazo de pagamento estendido, são parte de outros assuntos do “Bom Dia, Ministra” desta quarta-feira.

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Outro destaque previsto para a participação da ministra Fernanda Machiaveli é o financiamento de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas, com aumento no número de contratos. Houve ainda incentivo à produção de alimentos básicos, como arroz, feijão e mandioca, com juros reduzidos, além de apoio à aquisição de tratores e outros equipamentos.

MULHERES RURAIS — A ministra também vai comentar sobre políticas do MDA que exemplificam o esforço em ampliar o protagonismo econômico, produtivo e financeiro das mulheres no campo. Entre as medidas há destaque para o programa Da Terra à Mesa, que destinou recursos para projetos de transição agroecológica e que celebrou maior participação feminina, parte da meta de alcançar e beneficiar mais mulheres e reconhecer o protagonismo delas na preservação e no manejo sustentável.

Mais uma ação neste sentido é o lançamento de edital de chamamento público exclusivamente para fortalecer organizações produtivas e econômicas — associações e cooperativas — de mulheres rurais. Os projetos selecionados consideram como prioridade assentadas da reforma agrária, quilombolas, indígenas e jovens rurais.

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Houve ainda a criação e melhoria de linhas exclusivas, como o aumento do limite do Pronaf B Mulher e melhores condições no “Fomento Mulher”. O MDA também estabeleceu que a cota afirmativa de que 50% do público atendido nas chamadas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) deve ser composta por mulheres, além da retomada dos Mutirões de Documentação da Trabalhadora Rural.

REFORMA AGRÁRIA E QUILOMBOS — Outro tema no rol de assuntos comentados no programa será a retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios quilombolas em todo o país. Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação.

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Paralelamente, também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.

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AO VIVO — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O programa, transmitido ao vivo a partir das 8h em formato de entrevista coletiva, pode ser acompanhado pela TV (aberta ou via satélite) e pela internet, no YouTube, Facebook, TikTok e Instagram do @CanalGov. Para as rádios, o sinal de transmissão é oferecido pela Rádio Gov, no mesmo canal de “A Voz do Brasil”.

PARTICIPE — Emissoras e jornalistas de todo o país interessados em participar do “Bom Dia, Ministra” podem encaminhar mensagens para o telefone (61) 99222-1282 (WhatsApp) e informar o nome da emissora, do veículo, do município e estado de origem, para serem incluídos na lista de veículos interessados em participar do programa.

 

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CRÉDITOS:

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Foto: Divulgação / Presidência da República

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