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GDF registra mais de 2,8 mil ações fiscais em 2025 e reforça proteção ambiental

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Atuação integrada das diretorias amplia fiscalização, monitoramento e preservação dos recursos naturais em todo o DF

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Agência Brasília* | Edição: Ígor Silveira

A Superintendência de Fiscalização e Auditoria Ambiental (Sufam) do Instituto Brasília Ambiental apresentou um balanço expressivo das atividades de 2025. Ao todo, foram contabilizadas 2.817 ações fiscais, distribuídas por todas as regiões administrativas do Distrito Federal, tanto dentro quanto fora das unidades de conservação (UCs). O resultado consolida a Sufam como um dos principais pilares da política ambiental do DF, unindo fiscalização, monitoramento, auditoria e participação social para assegurar a preservação dos recursos naturais e o cumprimento da legislação ambiental.

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As ações de fiscalização abrangem diversos temas, como maus-tratos a animais, tráfico de fauna silvestre, desmatamento, cumprimento de condicionantes ambientais e vazamentos de produtos tóxicos, entre outras infrações ambientais. “A fiscalização ambiental visa a garantir o desenvolvimento sustentável do DF, assegurando que o crescimento econômico ocorra em consonância com o respeito ao meio ambiente e às normas legais”, destacou a governadora em exercício do DF, Celina Leão.

Números por diretoria

A Diretoria de Fiscalização I (Difis I) é responsável pelo controle da poluição sonora gerada por atividades industriais, bares e restaurantes, comércio varejista e atacadista, eventos, instituições religiosas e demais segmentos. Ao longo do ano, a Difis I realizou 1.841 ações, das quais 1.303 resultaram em infração e 538 foram concluídas sem autuação, evidenciando também o caráter orientador da atuação da diretoria. A maior parte das ações teve origem em demandas da Ouvidoria, que somaram 1.430 atendimentos.

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As ações de fiscalização abrangem diversos temas, como maus-tratos a animais, tráfico de fauna silvestre, desmatamento, cumprimento de condicionantes ambientais e vazamentos de produtos tóxicos, entre outras infrações ambientais | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental

Além disso, a Difis I registrou o atendimento de 253 demandas internas da própria diretoria, executadas por meio de ordens de serviço, bem como o acompanhamento de solicitações encaminhadas por outros órgãos, como o Ministério Público, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e as regiões administrativas, entre outros. Com forte presença em campo e atuação técnica qualificada, a diretoria destaca-se como peça fundamental no enfrentamento da poluição sonora e na promoção da qualidade de vida da população.

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“Esses resultados mostram a atuação técnica e permanente do Brasília Ambiental para garantir o cumprimento da legislação, promover a ordem urbana, assim como proteger a saúde e o bem-estar da população”, afirmou o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer.

 

A fiscalização das unidades de conservação sob gestão do Brasília Ambiental e pelo combate ao desmatamento do Cerrado nas áreas rurais do DF cabe à Diretoria de Fiscalização II (Difis II). Em 2025, o setor realizou 404 ações fiscais, voltadas à proteção dos ecossistemas e ao monitoramento das áreas naturais. Desse total, 57 ações resultaram em infração e 347 foram concluídas sem autuação. Também foram registradas pela Difis II 50 demandas provenientes da Ouvidoria, além do atendimento a 31 solicitações do Ministério Público e da execução de 67 ações decorrentes de ordens de serviço, evidenciando o alinhamento da diretoria com os órgãos de controle e o firme compromisso com a preservação ambiental.

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Responsável pelas operações de desocupação e desconstituição de áreas irregulares, a Diretoria de Fiscalização Ambiental III (Difis III) concentrou esforços em 88 ações fiscais de inteligência e monitoramento, que resultaram em 29 operações ao longo de 2025. As ações envolveram desocupações antrópicas em 22 unidades de conservação, com a desconstituição de 73 edificações, além da remoção de 191,9 toneladas de entulho e resíduos, 1.130 metros de cercas de madeira e/ou arame (farpado e liso), 485 metros de muros de alvenaria, 1.424 árvores exóticas e 440 metros quadrados de hortas e bases para edificação, bem como a apreensão de diversos instrumentos utilizados em ocupações clandestinas.

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Já as ações relacionadas à fauna, conduzidas pela Diretoria de Fiscalização IV (Difis IV), totalizaram 388 operações, com 154 infrações identificadas e 45 termos de apreensão lavrados. O aumento de 242% nas demandas da Ouvidoria em relação a 2024 reforça o papel da participação popular no combate aos maus-tratos e crimes contra a fauna silvestre.

A Diretoria de Fiscalização V (Difis V) é responsável pelas auditorias e fiscalizações de atividades licenciáveis, pela apuração de denúncias de desmatamento e supressão irregular de vegetação fora de áreas protegidas e pelo controle da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental — TCFA. Em 2025, a diretoria realizou 299 ações fiscais, com cerca de 18% de infrações identificadas, concentradas principalmente em casos de parcelamento irregular do solo, postos de combustíveis e obras civis.

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Para a superintendente de Fiscalização e Auditoria Ambiental, Simone de Moura, o balanço evidencia a abrangência e a complexidade do trabalho desenvolvido pela Sufam. “A atuação integrada das diretorias permite não apenas coibir infrações, mas também orientar, prevenir danos ambientais e fortalecer a governança ambiental no Distrito Federal”, concluiu.

*Com informações do Instituto Brasília Ambiental

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Fernanda Machiaveli sobre avanços na reforma agrária: “Reduzir concentração fundiária e garantir terra a quem quer trabalhar”

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Titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar é entrevistada e detalha estratégias do Governo do Brasil para garantir que famílias sejam assentadas

Para ilustrar o avanço da reforma agrária e o que tem sido realizado pelo Governo do Brasil nesta frente de atuação, a ministra Fernanda Machiaveli destacou ao longo do programa “Bom Dia, Ministra” o empenho na solução de conflitos fundiários no país, assim como a conquista de 27 mil novos lotes para a Reforma Agrária e a inclusão de mais de 230 mil famílias assentadas no programa, desde 2023 . A titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi entrevistada por profissionais de imprensa de várias regiões do país nesta quarta-feira, 15 de abril.
“A concentração fundiária é um dos maiores desafios que hoje a gente tem no nosso território. Nós temos, por exemplo, a agricultura familiar, que corresponde a 77% das propriedades de acordo com o Censo Agropecuário, e ela ocupa apenas 23% da área agricultável. Então a gente tem uma concentração. E muitas famílias ainda aguardam a possibilidade de terem acesso à terra, para que elas possam produzir alimentos, viverem da terra, seguirem na produção e dessa forma também a gente consegue aumentar a oferta de alimentos nas cidades”, declarou Machiaveli.
O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra, que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”

Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Durante a entrevista, a ministra detalhou ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.
“O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”, explicou a ministra.
Fernanda Machiaveli prosseguiu apresentando mais informações sobre o cenário atual. “São 27 mil novos lotes que foram disponibilizados para a reforma agrária. Nós investimos como nunca. Essas famílias que estão chegando para a reforma agrária, elas têm direito a um apoio, que é um crédito instalação, que chega na terra e recebe a terra nu. Elas precisam de um mínimo de suporte para conseguirem estruturar a produção. Investimos R$ 1,7 bilhão nesse crédito, que é muito facilitado, que tem até 90% de desconto para quem paga em dia — para quem estruturar, quem está saindo numa situação de pobreza, está lá no CadÚnico e passa a ter o acesso à terra. E além de avançar no processo de obtenção de acesso à terra, nós garantimos a chegada das políticas públicas nos assentamentos”, complementou.
A retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios em todo o país.

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Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação. “No mês de abril, saem mais decretos que destinam áreas para a reforma agrária, além do conjunto de compras que estamos fazendo, ações de adjudicação, que é conseguir a terra dos grandes devedores, que pagam suas dívidas com terra que é destinada para agricultores que hoje estão no CadÚnico, em situação de pobreza e que passam agora a ter acesso e apoio para fazerem a produção de alimento nessas áreas”, listou.
“Essas são as metas para a reforma agrária. Vamos seguir trabalhando firme para avançar e reduzir a concentração fundiária, mas mais importante do que isso, garantir terra para quem quer trabalhar, para quem quer produzir, porque o Governo do Brasil apoia todos os trabalhadores rurais”, declarou.”São passos que fazem com que nós possamos hoje ter uma situação de redução de conflitos fundiários, redução de mortes no campo, mas ainda muito avançar, porque nós reconhecemos que as famílias que estão acampadas precisam ainda de um auxílio para conseguirem avançar, acessar a terra”, finalizou Fernanda Machiaveli.
Em paralelo também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira (15/4) a Rádio TV Metropolitana (Piracicaba/SP), Rádio CBN (Caruaru/PE), Portal Mais Goiás (Goiânia/GO), Jornal Diário do Comércio (Belo Horizonte/MG), Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA), Rádio 95 FM (Mossoró/RN) e Rádio Oceano (Rio Grande/RS).

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CRÉDITOS:

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FOTO: Diego Campos/Secom-PR

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

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