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Hospital Regional de Santa Maria realiza simpósio sobre sífilis

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Celebrado em 19 de outubro o Dia Mundial de Combate à Sífilis, uma data crucial para conscientizar sobre a prevenção da doença
Jurana Lopes
Nesta segunda-feira (21), foi realizado, no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o Simpósio “Vamos falar sobre Sífilis?”. O objetivo do evento foi aumentar a conscientização sobre sífilis e sífilis congênita, sobre testagem rápida, sinais, sintomas, transmissão e prevenção, com ênfase na importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado para a doença.
“A conscientização sobre o tratamento e diagnóstico precoce da sífilis, especialmente em gestantes, é essencial para prevenir a sífilis congênita, uma doença 100% curável e prevenível. Como nosso hospital conta com uma maternidade e recebe muitos casos de mães infectadas e bebês com sífilis congênita devido à falta de tratamento adequado durante o pré-natal, é urgente destacar a importância da conscientização e do acompanhamento contínuo dessas gestantes. Assim, podemos proteger a saúde dos bebês e das mães, garantindo que a sífilis congênita seja evitada por meio de medidas eficazes e acessíveis”, explica a chefe do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NUCIH) do HRSM, Aldyennes Carvalho.
Durante o simpósio foram apresentados dados epidemiológicos sobre a doença no Distrito Federal ,de 2019 a 2023,foram registrados no Sinan 12.639 casos de sífilis adquirida, 4.966 casos de sífilis  em gestantes e 1.604 casos de sífilis congênita, incluindo abortos e natimortos.
Segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), atualizado em 22 de agosto de 2024, a taxa de sífilis adquirida  teve aumento  de 77,5%, para 123,5%  em 2023 . A média de casos da doença em gestantes também teve aumento discreto, a taxa era de 31,4 %, foi para 31,9% em 2023. Já a sífilis congênita variou de 6,% em 2019, depois foi para 10,7% em 2022 e em 2023 registrou 8,5%.
A maior prevalência da doença ocorre em pessoas entre 20 e 29 anos do sexo masculino. A segunda maior faixa etária afetada é entre 30 e 39 anos, mas o número de sífilis em idosos também tem registrado aumento nos últimos anos.
O número da doença em gestantes preocupa, pois o não tratamento durante o pré-natal ocasiona em altos índices de taxa de transmissão da sífilis congênita, contribuindo para o maior risco de abortos e natimortos. No HRSM, foram notificados em 2023 105 casos de sífilis em gestantes, 40 de sífilis adquirida e 73 de sífilis congênita, já em 2024, até o início de outubro foram 81 casos da doença em gestantes, 68 de sífilis adquirida e 61 de sífilis congênita.
Segundo o infectopediatra do HRSM, Pedro Bianchini, praticamente toda semana, nas visitas realizadas no hospital, são identificados ao menos dois ou três casos para discussão de mães que foram para a unidade hospitalar com algum teste de sífilis positivo.
“É uma realidade bastante aguda e que a gente tem enfrentado diariamente. Habitualmente, a gente precisa classificar a exposição do bebê à sífilis. Essa criança é classificada como uma criança que vai receber o tratamento. Pelo fluxograma a gente encaminha essa criança para um acompanhamento no Ambulatório de Infecções Congênitas, que atualmente é feito no Hospital Materno Infantil (HMIB)”, destaca Bianchini.
Durante o simpósio houve a participação do gerente de áreas Programáticas de Atenção Primária à Saúde, Paulo Henrique Dias, que falou da importância das unidades básicas de saúde no combate e prevenção à sífilis.
“Na atenção primária realizamos o pré-natal de gestantes infectadas com sífilis, trabalhamos a prevenção por meio de educação em saúde, aconselhamento sexual, distribuição de preservativos e promoção de testes rápidos, além de fazer o diagnóstico precoce, o tratamento e acompanhamento desses casos nas unidades básicas de saúde”, informa.
O infectologista Marcos Davi fez a discussão de alguns casos com os participantes e explicou a conduta aplicada e em cada um deles. Já o infectologista Daniel Pompetti, explicou os diferentes testes para a realização do diagnóstico e que o tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde é a utilização da Penicilina Benzatina (benzetacil) em adultos.
Fotos: Divulgação/IgesDF
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“Os problemas no Banco Master foram detectados pela Previdência Social em 2024”, afirma Wolney Queiroz

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Durante o programa, Wolney Queiroz ressaltou, ainda, todas as ações tomadas pelo Governo do Brasil para ressarcir milhões de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em seus benefícios previdenciários – Foto: Diego Campos/Secom-PR

Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, titular da Previdência Social revelou que dados levantados por auditorias da pasta ajudaram a Polícia Federal a atuar contra as fraudes cometidas por regimes de previdência de estados e municípios

Convidado desta quarta-feira (20/5) do programa Bom Dia, Ministro, Wolney Queiroz, titular da pasta da Previdência Social, ressaltou que não existem recursos dos fundos de pensão ligados à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) no Banco Master e destacou que auditorias realizadas pela pasta ajudaram a Polícia Federal nas investigações relativas ao banco.
“Não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master. Os fundos de pensão reúnem 1,4 trilhão de reais no Brasil e são supervisionados pela PREVIC. A PREVIC está no guarda-chuva do Ministério da Previdência Social. Então, não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master”, afirmou Wolney Queiroz.

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“Não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master. Os fundos de pensão reúnem 1,4 trilhão de reais no Brasil e são supervisionados pela PREVIC. A PREVIC está no guarda-chuva do Ministério da Previdência Social. Então, não há nenhum real dos fundos de pensão aplicados no Banco Master”

Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social

Segundo o ministro, os problemas no Banco Master foram detectados pela Previdência Social em 2024. “Nós, da Previdência Social, detectamos os problemas do Banco Master e fizemos em 2024 as auditorias em várias cidades. E todas essas auditorias foram usadas pela Polícia Federal para deflagrar as operações. Foi com base nas nossas auditorias, nos nossos dados, que a Polícia Federal fez as operações nas cidades onde já houve operações”, explicou, fazendo referência aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de estados e municípios.

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“Em todas as cidades onde foram detectados investimentos em regimes próprios de estados e municípios que investiram desordenadamente ou de forma irregular no Banco Master, todas elas foram detectadas pelas nossas auditorias. Esses dados foram enviados para a Polícia Federal. Portanto, nós estamos muito bem colocados nesse assunto, porque fizemos o dever de casa. E graças a esse dever de casa bem feito foi que a Polícia Federal pôde usar os nossos dados, as nossas informações para atuar contra as fraudes cometidas por regimes próprios de previdência de estados e municípios espalhados por todo o Brasil”, prosseguiu Wolney Queiroz.

TRABALHO EXEMPLAR – O ministro da Previdência disse que as auditorias não estão mais em curso e elogiou o trabalho da pasta. “As auditorias foram encerradas. Os dados foram enviados. Eu recebi um ofício da Polícia Federal dizendo que as informações eram sensíveis, portanto, não podiam ser passadas. Eu não podia falar dessas auditorias, para não atrapalhar as investigações. O trabalho do Ministério da Previdência Social foi exemplar e está ajudando a Polícia Federal e os órgãos de controle a punir aqueles que fizeram investimentos irregulares no Banco Master”.
PREVIC – A PREVIC é um órgão do Governo Federal, vinculado ao Ministério da Previdência Social, responsável pelo licenciamento, orientação, supervisão e fiscalização das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). Seu papel é proteger participantes ativos, aposentados e seus dependentes, aumentando a segurança do sistema, estimulando boas práticas de governança e de investimento. O objetivo é que os associados recebam tudo o que têm direito quando se aposentarem.
DESCONTOS INDEVIDOS – Durante o programa, Wolney Queiroz ressaltou, ainda, todas as ações tomadas pelo Governo do Brasil para ressarcir milhões de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em seus benefícios previdenciários. “Não foi a fraude do INSS. A fraude foi aos segurados do INSS e contra o INSS. O nosso governo, com a transparência e a liberdade dos órgãos de controle da Polícia Federal e da CGU, encontrou a fraude e extinguiu a fraude. Nós fizemos o ressarcimento de mais de R$ 3 bilhões a mais de 4 milhões e meio de pensionistas e aposentados. Nunca na história do Brasil aconteceu isso: o governo devolvendo o dinheiro e procurando as pessoas”, frisou o ministro.
PRAZO PRORROGADO – O Governo do Brasil prorrogou, por mais 90 dias, o prazo para que brasileiros e brasileiras possam realizar a contestação. Com a medida, a data limite passou para 20 de junho. “A gente ampliou duas vezes o prazo. Até 20 de junho todo mundo que procurar e tiver direito vai ser ressarcido. Se teve desconto e não foi autorizado, você recebe tudo de volta, corrigido pelo IPCA, em parcela única. A pessoa tem que procurar o governo através de todos os mecanismos, Central 135, Meu INSS (aplicativo), agência dos Correios, e dizer: ‘olha, eu fui descontado, não autorizei esse desconto e quero receber de volta’. Tem que ser uma autodeclaração. O governo tem dinheiro e quer pagar”, ressaltou Wolney Queiroz.
DESCONTOS ASSOCIATIVOS E CONSIGNADOS – Wolney Queiroz lembrou que, após identificadas as fraudes, os descontos associativos para aposentados e pensionistas passaram a não mais serem permitidos. “Não começou no governo do presidente Lula, mas foi o governo do presidente Lula que pôs fim aos descontos, desnudou isso para a sociedade, e fez com que o povo soubesse disso que acontecia lá. Os descontos associativos foram proibidos, a gente conseguiu estancar isso. A gente colocou mecanismos de controle muito mais difíceis, travas com biometria para ter acesso aos servidores, aos aposentados e pensionistas de forma a impedir que fraudes de outra natureza possam acontecer. Para o crédito consignado, a gente implementou várias etapas de biometria”, afirmou o ministro.
OPERAÇÕES – O ministro reforçou, ainda, que as operações contra os fraudadores estão em curso. “Só nesse período que eu sou ministro, nós já fizemos 63 operações da Polícia Federal com a Força-Tarefa Previdenciária, que é a inteligência do nosso Ministério junto com a Polícia Federal, com uma economia projetada de 350 milhões de reais. São operações quase diárias. Semanalmente há operações para combater essas fraudes estruturadas e é esse modelo que a gente quer implementar de governança, de integridade permanente, para restabelecer essa confiança, e para que a gente possa restaurar a credibilidade do INSS”.
R$ 3 BILHÕES – De acordo com dados mais recentes divulgados pela pasta comandada por Wolney Queiroz, mais de R$ 3 bilhões já foram devolvidos a mais de 4,5 milhões de segurados em todo o país. Outros 748.734 beneficiários estão aptos a ingressar na negociação. Para ter direito ao ressarcimento de valores descontados, o segurado deve verificar sua situação pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 e/ou indo a agências dos Correios.
CRIANÇAS COM MICROCEFALIA – Em novembro de 2025, o Governo do Brasil iniciou o pagamento da pensão especial vitalícia a pessoas nascidas no Brasil com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada ao vírus Zika durante a gestação. A medida foi regulamentada pela Portaria Conjunta do Ministério da Previdência Social (MPS) e do INSS, que estabelece o pagamento de uma indenização por dano moral e da pensão especial vitalícia a essas crianças. Indagado sobre essa questão, Wolney Queiroz não escondeu a emoção.
“A concessão do benefício para crianças com microcefalia, no caso, mães e pais, foi uma das coisas mais emocionantes com as quais eu tive contato durante esse período como ministro. Existe um número aproximado de 1.800 crianças constatadas com microcefalia. Mas existe um número de mais de 3 mil pessoas pedindo para receber esse valor. Normalmente, são pessoas que não se encaixam ou não se enquadram no diagnóstico do zika vírus. São crianças que têm alguma deficiência, são famílias que necessitam, a gente reconhece isso, mas esse caso do zika vírus, da microcefalia, é específico para aquele diagnóstico daquela doença”, esclareceu.
“O desejo do Ministério é pagar a todo mundo a pensão vitalícia e a indenização. As crianças ou mães que não procuraram até agora, procurem as associações, entre na internet, porque as associações podem dar todos os encaminhamentos, fazer todos os encaminhamentos, as informações que ele já tem muita experiência e tem contato direto com o nosso Ministério”, orientou.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira a Rádio Bandnews, de Fortaleza (CE), Tua Rádio Cristal, de Soledade (RS), Rádio TV Metropolitana, de Piracicaba (SP), Rede de Notícias da Amazônia, de Santarém (PA), Rádio CBN, de Recife (PE), Portal News Rondônia, de Porto Velho (RO), Rádio Baiana FM, de Salvador (BA), Rádio Cultura, de Lavras (MG).

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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