Politica
Padilha exalta maior mutirão do SUS com o Agora Tem Especialistas: 100 mil atendimentos no fim de semana
O ministro Padilha comentou o maior mutirão de cirurgias da história do SUS, realizado neste fim de semana, que teve como objetivo desafogar a demanda, reduzir o tempo de espera em diversos atendimentos. Foto: Diego Campos/Secom-PR
Titular da Saúde foi entrevistado por profissionais de rádios e portais no Bom Dia, Ministro e detalhou as iniciativas para ampliar o tratamento especializado a pacientes do SUS
Durante o “Bom Dia, Ministro” desta segunda-feira, 15 de dezembro, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) destacou o impacto do Agora Tem Especialistas, iniciativa do Governo do Brasil para agilizar os atendimentos na rede pública de saúde e reduzir o tempo de espera nas filas por atenção especializada. O programa prevê o uso de toda a estrutura de saúde do país, pública e privada, para aumentar a capacidade de atendimento.
O ministro comentou o maior mutirão de cirurgias da história do SUS, realizado neste fim de semana, que teve como objetivo desafogar a demanda, reduzir o tempo de espera nas áreas de gastroenterologia, urologia, ortopedia, cardiologia e plásticas reparadoras. Outros procedimentos foram oferecidos, como consultas e exames, a exemplo de ultrassonografias, tomografias, endoscopias, ressonâncias magnéticas e consultas especializadas.
“Quando a gente pega tudo que teve de tipo de atendimento, foram mais de 100 mil atendimentos. Cerca de 60 mil entre cirurgias e exames complexos que têm de ser feitos dentro do espaço hospitalar”, relatou Padilha. A ação envolveu profissionais de saúde, santas casas, gestores estaduais, municipais, hospitais universitários federais, da rede Ebserh, institutos federais.
“Este fim de semana foi histórico. A gente, de fato, realizou o maior mutirão da história do SUS. Nunca foram feitas tantas cirurgias eletivas. São aquelas que não são de urgência. Sábado e domingo, normalmente, o hospital só funciona na parte de urgência. Para o mutirão, mobilizaram todos os profissionais para que a gente pudesse operar pessoas que estavam há meses, algumas até anos esperando”, afirmou.
Como conceito, o Agora Tem Especialistas vai expandir o atendimento em seis áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia. A expectativa é aumentar em até 30% a oferta de atendimentos e reduzir a espera em policlínicas, UPAS, ambulatórios e salas de cirurgias.
“Uma novidade são hospitais privados, de plano de saúde, que não atendiam pelo SUS. Eles podem trocar dívidas ou reduzir pagamento de impostos se fizerem mais cirurgias, mais exames, se abrirem as portas para o SUS. Assim, se a secretaria estadual, a secretaria municipal ligar para te chamar para fazer uma cirurgia no hospital privado, que não atendia para o SUS, não se assuste. Isso é o Agora Tem Especialistas”, afirmou o ministro da Saúde.
EM TODO O BRASIL — Padilha lembrou que os mutirões seguirão ocorrendo. Em 2025, foram três vezes. “Todos os estados tiveram, pelo menos, algum hospital universitário federal, algum hospital filantrópico da Santa Casa participando ativamente. Foram vários tipos de cirurgia. A gente tinha feito dois mutirões com hospitais universitários federais. São ligados ao Ministério da Educação, em parceria com o Ebserh. E agora, neste terceiro, as Santas Casas entraram. Teve um volume muito maior”, destacou Padilha.
QUEM PARTICIPOU — Participaram do programa desta segunda-feira a Rádio Nacional Brasília, Amazônia e Alto Solimões/EBC; Rádio Bandeirantes (São Paulo/SP); Rádio Verdinha (Fortaleza/CE); Rádio Bandeirantes (Goiânia/GO); Rádio Nova Brasil FM (Brasília/DF); Rádio Itatiaia (Belo Horizonte/MG) e Portal O Dia (Rio de Janeiro).
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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Politica
Consulta pública sobre políticas de igualdade racial termina hoje
O prazo para envio de contribuições da sociedade civil para a construção do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) termina nesta sexta-feira (16).
As sugestões podem ser enviadas por meio da consulta pública disponível na Plataforma Participa + Brasil, do governo federal.
A consulta pública é aberta para representantes de organizações da temática da igualdade racial, movimentos de mulheres negras, quilombolas, povos tradicionais de matriz africana e de terreiro e sociedade em geral.
A ideia é que a escuta da sociedade exponha as necessidades e experiências para construção de políticas mais próximas à realidade enfrentada no país.
De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), a participação social tem o objetivo de enviar propostas que orientem a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento do racismo estrutural, na reparação histórica, na redução das desigualdades, na promoção de justiça racial e econômica e na efetivação de direitos.
A consulta popular ocorre após a realização da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (5ª Conapir), realizada em setembro de 2025.
Com o tema Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial, a conferência mobilizou cerca de 15 mil pessoas em todas as etapas locais, estaduais, temáticas e na nacional.
Como contribuir
Os interessados podem apresentar contribuições diretamente nos objetivos estratégicos do 2º Planapir, que estão organizados em 16 eixos temáticos:
- Eixo 1: Trabalho e Inclusão Produtiva
- Eixo 2: Educação
- Eixo 3: Saúde Integral e Enfrentamento ao Racismo no SUS
- Eixo 4: Desenvolvimento Social, Assistência Social e Segurança Alimentar
- Eixo 5: Cultura, Memória e Reparação Simbólica
- Eixo 6: Justiça, Segurança Pública e Defesa de Direitos
- Eixo 7: Comunidades Quilombolas
- Eixo 8: Povos de Terreiro e de Matriz Africana
- Eixo 9: Povos Ciganos
- Eixo 10: Mulheres Negras
- Eixo 11: Crianças, Adolescentes e Juventude Negra
- Eixo 12: População LGBTQIAPN+ negra
- Eixo 13: Justiça Climática e Enfrentamento ao Racismo Ambiental
- Eixo 14: Comunicação Antirracista, Justiça Digital
- Eixo 15: Política Internacional
- Eixo 16: Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – Sinapir e Conselhos de Promoção da Igualdade Racial
Veja as formas de contribuir nesta consulta pública:
- Aprimorar a redação: sugerir uma forma mais acessível, precisa ou abrangente de escrever o objetivo;
- Incluir elementos: propor a inclusão de temas, públicos, territórios, direitos ou resultados que ampliem o alcance do objetivo;
- Alterar o conteúdo: propor mudanças na abrangência ou na orientação do objetivo, de acordo com as transformações que considera prioritárias;
- Sugerir reorganizações ou exclusões: indicar trechos que possam ser reunidos, reformulados ou retirados para aprimorar o objetivo;
- Propor um novo objetivo estratégico: apresentar uma proposta que contemple outras questões relevantes para o eixo.
A orientação é que, sempre que possível, o cidadão deve descrever sua proposta e explicar como ela pode contribuir para a promoção da igualdade racial.
Em caso de dúvida ou de necessidade de mais informações, sobre esta consulta pública, o cidadão pode entrar em contato por e-mail: consultaplanapir@igualdaderacial.gov.br
Análise e consolidação
Após o período de coleta de contribuições da consulta pública, as propostas recebidas serão organizadas e analisadas no processo de consolidação do 2º Planapir.
A análise subsidiará as decisões sobre ajustes de redação, ampliação ou reorganização dos objetivos e inclusão ou aprofundamento de temas na versão final do Plano.
2º Planapir
A participação da sociedade contribui para definir e construir as transformações e prioridades que orientarão a política nacional de promoção da igualdade racial nos próximos anos.
O 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial pretende estabelecer compromissos concretos do Estado brasileiro para o enfrentamento ao racismo, com ações articuladas entre diferentes áreas, metas, indicadores, recursos e mecanismos de monitoramento e avaliação.
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