Politica
Secretária de Educação Hélvia Paranaguá fala sobre o ano letivo de 2024
Secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, esclarece algumas dúvidas sobre o ano letivo de 2024 na capital
Pasta quer entregar 40 escolas até 2025
Com o ano letivo prestes a se iniciar no Distrito Federal, a coluna entrevistou a Secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, que nos recebeu em seu gabinete e respondeu algumas dúvidas relacionados às ações da pasta para o ano de 2024, bem como as medidas adotadas para atrair o interesse dos adolescentes e jovens brasilienses cada dia mais à educação, prevenindo a evasão escolar. Hélvia também falou sobre o quadro profissional de professores da rede pública e a construção de mais Centros de Educação da Primeira Infância, entre outros temas de destaque.
Quais as principais ações da pasta para a educação do DF em 2024?
Até 2025, a Secretaria de Educação pretende concluir mais de 40 obras em execução. O destaque é para a entrega de 18 projetos da CEPIS programados para 2024; duas creches rurais, em Pipiripau (Planaltina) e Jardins (Paranoá), e a ampliação da Educação Profissional e Tecnológica com três novas unidades, a Escola Técnica de Santa Maria, a Escola dos Sabores Oscar e a inauguração, até abril, da Escola Técnica do Paranoá. Com o apoio de todas as Coordenações Regionais de Ensino (CREs), a Secretaria continua implementando o programa SuperAção, visando eliminar a distorção idade/ano-série. Haverá esforços para expandir o atendimento da Educação em Tempo Integral, em colaboração com o MEC. A SEEDF visa ampliar o Parque Digital e aprimorar a qualidade da conectividade em todas as unidades educacionais.
Quais medidas a pasta está adotando para atrair o interesse dos adolescentes e prevenir a evasão escolar?
A Secretaria promove ativamente a formação contínua de seus profissionais e busca parcerias que facilitem a formação integral e a inserção de adolescentes e jovens no mercado de trabalho. Além disso, através dessas colaborações, projetos e programas, os estudantes têm acesso a uma ampla gama de conhecimentos científicos, tecnológicos e culturais, como o Circuito de Ciências, jogos escolares, ações relacionadas ao empreendedorismo, cultura maker, educação patrimonial, educação ambiental, direitos humanos e diversidade. A SEEDF também oferece o Programa SuperAção para estudantes em incompatibilidade idade/ano, enquanto a Educação de Jovens e Adultos é disponibilizada de maneira descentralizada, presencial, à distância e integrada à Educação Profissional e Tecnológica para adolescentes e jovens a partir dos 15 anos que, por diversas razões, abandonaram a escola.
Em relação ao quadro profissional de professores da rede pública, podemos afirmar que temos professores suficientes para suprir as necessidades das escolas este ano sem que os alunos percam aulas por falta de professores?
A Secretaria de Educação já nomeou 100% das vagas imediatas oferecidas no Edital do concurso vigente já na primeira chamada e, após o cumprir os ritos processuais desta nomeação, já planeja a solicitação de novas nomeações.
Atualmente o DF conta com algum déficit de professores (ou poucos) em alguma disciplina escolar que acenda alerta em relação a faltar professores futuramente?
A pasta destaca seu compromisso ao revelar que está empenhada na elaboração de uma proposta de cronograma, apresentando uma proposta consistente para as futuras nomeações, reforçando seu comprometimento com a melhoria do quadro educacional no âmbito público.
Em relação a construção de mais Centros de Educação da Primeira Infância (CEPI), em qual passo estamos? Temos entregas previstas para este ano?
A Secretaria de Educação do DF tem a satisfação de informar a conclusão e entrega de três CEPIs em 2023, localizadas em Ceilândia, Sol Nascente e Planaltina, representando um marco significativo para a comunidade educacional em cada cidade. Em 2024, a pasta está empenhada na entrega de mais 18 CEPIs, com previsão de conclusão ao longo do ano. Dentre esses, destacam-se as entregas previstas para Samambaia, Santa Maria, Estrutural, Recanto das Emas, Gama, Guará, Vila Telebrasília, Ceilândia, Riacho Fundo, Taguatinga, Mangueiral e Taquari. Uma em cada cidade.
Um dos desafios da educação brasileira é a ampliação da escola em tempo integral. Qual a situação atual no DF e as projeções para os próximos anos?
Nós aderimos ao Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral em 2016, buscando aprimorar a qualidade do Ensino Médio. Atualmente, 187 escolas oferecem educação em tempo integral, beneficiando cerca de 30.000 estudantes. A SEEDF concentra esforços na ampliação da infraestrutura, com obras em andamento em três escolas, incluindo quadras de esporte, vestiários, refeitórios e salas de aula adicionais. A capacitação de professores é prioridade, com a realização de ações formativas, como ocorreu no Encontro de Educação em Tempo Integral em 2023. Além disso, a secretaria visa expandir a oferta do modelo, aderindo ao Programa do Governo Federal, Escola em Tempo Integral, para melhorar dados de evasão e reprovação, enriquecendo as práticas de ensino e aprendizagem. O foco é realizar adequações nos ambientes, diversificar materiais pedagógicos e promover ações de formação continuada, contando com apoio técnico e financeiro dos programas educacionais de tempo integral.
Fotos: JP Rodrigues
Fonte: Jornal de Brasilia
Politica
Fernanda Machiaveli sobre avanços na reforma agrária: “Reduzir concentração fundiária e garantir terra a quem quer trabalhar”
Titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar é entrevistada e detalha estratégias do Governo do Brasil para garantir que famílias sejam assentadas
Para ilustrar o avanço da reforma agrária e o que tem sido realizado pelo Governo do Brasil nesta frente de atuação, a ministra Fernanda Machiaveli destacou ao longo do programa “Bom Dia, Ministra” o empenho na solução de conflitos fundiários no país, assim como a conquista de 27 mil novos lotes para a Reforma Agrária e a inclusão de mais de 230 mil famílias assentadas no programa, desde 2023 . A titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi entrevistada por profissionais de imprensa de várias regiões do país nesta quarta-feira, 15 de abril.
“A concentração fundiária é um dos maiores desafios que hoje a gente tem no nosso território. Nós temos, por exemplo, a agricultura familiar, que corresponde a 77% das propriedades de acordo com o Censo Agropecuário, e ela ocupa apenas 23% da área agricultável. Então a gente tem uma concentração. E muitas famílias ainda aguardam a possibilidade de terem acesso à terra, para que elas possam produzir alimentos, viverem da terra, seguirem na produção e dessa forma também a gente consegue aumentar a oferta de alimentos nas cidades”, declarou Machiaveli.
O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra, que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”
Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Durante a entrevista, a ministra detalhou ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.
“O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”, explicou a ministra.
Fernanda Machiaveli prosseguiu apresentando mais informações sobre o cenário atual. “São 27 mil novos lotes que foram disponibilizados para a reforma agrária. Nós investimos como nunca. Essas famílias que estão chegando para a reforma agrária, elas têm direito a um apoio, que é um crédito instalação, que chega na terra e recebe a terra nu. Elas precisam de um mínimo de suporte para conseguirem estruturar a produção. Investimos R$ 1,7 bilhão nesse crédito, que é muito facilitado, que tem até 90% de desconto para quem paga em dia — para quem estruturar, quem está saindo numa situação de pobreza, está lá no CadÚnico e passa a ter o acesso à terra. E além de avançar no processo de obtenção de acesso à terra, nós garantimos a chegada das políticas públicas nos assentamentos”, complementou.
A retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios em todo o país.
Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação. “No mês de abril, saem mais decretos que destinam áreas para a reforma agrária, além do conjunto de compras que estamos fazendo, ações de adjudicação, que é conseguir a terra dos grandes devedores, que pagam suas dívidas com terra que é destinada para agricultores que hoje estão no CadÚnico, em situação de pobreza e que passam agora a ter acesso e apoio para fazerem a produção de alimento nessas áreas”, listou.
“Essas são as metas para a reforma agrária. Vamos seguir trabalhando firme para avançar e reduzir a concentração fundiária, mas mais importante do que isso, garantir terra para quem quer trabalhar, para quem quer produzir, porque o Governo do Brasil apoia todos os trabalhadores rurais”, declarou.”São passos que fazem com que nós possamos hoje ter uma situação de redução de conflitos fundiários, redução de mortes no campo, mas ainda muito avançar, porque nós reconhecemos que as famílias que estão acampadas precisam ainda de um auxílio para conseguirem avançar, acessar a terra”, finalizou Fernanda Machiaveli.
Em paralelo também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira (15/4) a Rádio TV Metropolitana (Piracicaba/SP), Rádio CBN (Caruaru/PE), Portal Mais Goiás (Goiânia/GO), Jornal Diário do Comércio (Belo Horizonte/MG), Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA), Rádio 95 FM (Mossoró/RN) e Rádio Oceano (Rio Grande/RS).
CRÉDITOS:
FOTO: Diego Campos/Secom-PR
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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