Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

Capacitação sobre câncer de pâncreas fortalece atuação multiprofissional no Hospital de Santa Maria

Publicado em

Treinamento abordou desde o reconhecimento precoce até o manejo clínico da doença

 

Responsável por uma das maiores taxas de mortalidade entre os tumores malignos, o câncer de pâncreas ocupa a 6ª posição entre as principais causas de morte por câncer no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Silenciosa e de difícil detecção precoce, a doença ainda apresenta opções terapêuticas limitadas, cenário que reforça a importância da qualificação contínua das equipes de saúde.
Diante desse contexto, profissionais de saúde do Distrito Federal participaram da capacitação “Câncer de Pâncreas: do Reconhecimento ao Manejo Clínico”, realizada no auditório do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF).
A atividade reuniu, na última sexta-feira (27), equipes multiprofissionais para discutir um dos quadros mais desafiadores da prática clínica, abordando desde os mecanismos da doença até as possibilidades de tratamento. A palestrante Andressa Garcez de Oliveira Bomfim, farmacêutica e residente do Programa Multiprofissional em Oncologia do IgesDF, destacou a complexidade do tema.
“Estamos falando de uma doença que muitas vezes é descoberta em estágios avançados. Isso torna o diagnóstico um grande desafio e impacta diretamente nas chances de tratamento curativo”, afirma.
Dados apresentados durante o encontro, com base em estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), reforçam o cenário de atenção. Entre 2026 e 2028, são esperados cerca de 13.240 novos casos por ano no Brasil. No ranking nacional, o câncer de pâncreas ocupa a 9ª posição entre os tipos mais frequentes, com destaque para o estado de São Paulo, que concentra quase 3 mil ocorrências anuais.
Fatores de risco e olhar clínico ampliado
Além do panorama epidemiológico, os participantes aprofundaram o entendimento sobre os principais fatores de risco associados à doença, como tabagismo, idade acima de 55 anos, diabetes, obesidade, pancreatite crônica e histórico familiar, entre outros aspectos clínicos e ambientais.
Segundo Andressa, esse conhecimento é fundamental na prática assistencial. “Quando o profissional reconhece os fatores de risco, amplia sua capacidade de suspeição clínica. Isso pode fazer diferença no encaminhamento mais rápido e na condução adequada do paciente”, explica.
Outro ponto abordado foi a importância da atuação integrada no cuidado oncológico. A articulação entre diferentes áreas da saúde é essencial para garantir uma assistência mais completa e centrada no paciente.
“A assistência multiprofissional é indispensável porque não se trata apenas de tratar a doença, mas de cuidar do paciente de forma integral, considerando qualidade de vida, sintomas e suporte em todas as fases do tratamento”, ressalta a farmacêutica.
Durante a discussão sobre as abordagens terapêuticas, foi reforçado que a ressecção cirúrgica permanece como a única alternativa com potencial curativo. No entanto, nem todos os pacientes são elegíveis para o procedimento no momento do diagnóstico, o que evidencia, mais uma vez, a importância do reconhecimento precoce e da tomada de decisão baseada em evidências.
A iniciativa foi organizada pelo Núcleo de Educação Permanente (Nudep), em parceria com a Gerência de Gestão do Conhecimento (GGCON) e a Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep).
Créditos:
Autora: Talita Motta 
Fotos: Divulgação/IgesDF
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Influenza: vacinação contra gripe no DF começa hoje (25)

Saúde

Mulheres que constroem: maternidade, desafios e superação na construção civil

Published

on

Mesmo diante de um setor historicamente masculino, mulheres seguem conquistando espaço na construção civil e transformando realidades dentro e fora dos canteiros de obras. Entre elas, mães que conciliam jornadas intensas de trabalho com os cuidados da família, enfrentando diariamente desafios que vão além da profissão.

A presença feminina na construção civil tem crescido de forma consistente nos últimos anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, entre 2007 e 2018, houve um aumento de 120% da participação das mulheres no setor. Hoje, elas ocupam funções que vão desde atividades operacionais até cargos técnicos e estratégicos, mostrando competência, resiliência e capacidade de adaptação.

Mas, por trás dos capacetes, projetos e rotinas aceleradas, existem histórias marcadas por dedicação, cuidado e superação. Para muitas trabalhadoras, ser mãe e atuar na construção civil significa viver uma rotina de equilíbrio constante. Entre prazos, responsabilidades profissionais e a criação dos filhos, essas mulheres aprendem diariamente a administrar o tempo, lidar com a culpa da ausência e encontrar forças para continuar.

Mãe de dois filhos, Denise Duarte, engenheira de Segurança do Trabalho da Soltec Engenharia, afirma que a maternidade transformou completamente sua vida e sua forma de trabalhar. “A maternidade faz a vida da mulher dar uma volta de 360º e, independentemente da área de atuação, a rotina e a carreira profissional são afetadas. Mas, para mim, não tive impacto negativo”, relata.

Advertisement

Ela lembra que trabalhou até a última semana de gestação e que, na época, costumavam brincar que os filhos “iriam nascer no canteiro de obras”. Segundo Denise, os desafios da maternidade trouxeram aprendizados importantes para sua carreira. “Aprendi a delegar melhor e a confiar mais na minha equipe, garantindo que os processos continuassem funcionando com excelência, mesmo quando eu precisava me ausentar por questões familiares. A maternidade me fez uma profissional mais focada no essencial”, destaca.

A rotina intensa também faz parte da vida de Veronica Barbosa de Souza, mãe de três filhos e servente/rejuntadeira na Base Incorporações há quatro anos. Provedora do lar, ela define sua trajetória como uma história diária de superação. “Minha rotina exige madrugadas, planejamento rigoroso, rede de apoio para cuidar das crianças e muita resiliência para conciliar o desgaste físico da obra com a atenção e os cuidados que meus filhos precisam”, conta.

Leia Também:  Pele madura: como tratar o ressecamento, as manchas e a flacidez

Mesmo diante das dificuldades, Veronica afirma encontrar motivação na própria família. “Minha maior força vem primeiramente de Deus e depois dos meus filhos. Tento dar o meu melhor. Tudo o que faço é por eles”, afirma.

Advertisement

Ela conta que sente orgulho ao perceber que seu trabalho ajuda a transformar sonhos em realidade. “É gratificante saber que meu trabalho ajuda a realizar sonhos. Existe uma grande satisfação em entregar um empreendimento com qualidade e ver que, no final, deu tudo certo e que você contribuiu para aquela realização”, diz. “Tenho muito orgulho de saber que fiz parte e ajudei na conclusão de uma obra”, completa.

Mesmo após anos de experiência, Veronica segue sonhando mais alto. Entre os objetivos profissionais está a vontade de aprender novas funções e conquistar novos espaços dentro da construção civil. Já no campo pessoal, o maior desejo é conquistar a casa própria. “Meu maior sonho é ter minha casa, porque hoje moro de aluguel”, revela.

Além de Veronica, outras mulheres também carregam histórias de dedicação e resistência dentro dos canteiros de obras. Rita Vicente, rejuntadeira da Construtora Vega, de 56 anos, atua na construção civil há cerca de 30 anos e encontrou no setor uma oportunidade de valorização profissional. “Eu escolhi a construção por ser um setor que valoriza o nosso trabalho. A gente que trabalha direitinho podia até ganhar uma gratificação para fidelizar”, comenta.

Advertisement

Mãe de nove filhos, Rita relembra os desafios de conciliar a maternidade com a rotina intensa de trabalho. “Cuidar dos filhos foi corrido. Sem uma rede de apoio, eu pagava para cuidarem dos meus filhos, mas não cuidavam direito, então tive que recorrer à creche”, conta. Mesmo diante das dificuldades, ela se orgulha da trajetória construída ao longo dos anos na construção civil. “Eu formei meus filhos com meu trabalho dentro da construção”, afirma.

Já a copeira de obras Telma Pereira Silva, de 45 anos, conta que pensou em desistir no início da experiência na construção civil. “Era um ambiente com muitos homens e eu nunca tinha trabalhado em obra antes. Mas não desisti e foi, sem dúvida, a minha melhor escolha. Lugar de mulher é onde ela quiser. Sou muito respeitada nas obras”, afirma.

Leia Também:  Hmib capacita profissionais para atendimento humanizado a vítimas de violência sexual

Além da maternidade e da rotina intensa, os desafios enfrentados por essas mulheres incluem a necessidade constante de provar sua capacidade profissional em um ambiente predominantemente masculino. Ainda assim, histórias de acolhimento, respeito e crescimento vêm fortalecendo a presença feminina no setor.

Advertisement

Apoio e acolhimento fortalecem a trajetória das trabalhadoras

Por trás da força dessas trabalhadoras, existe também uma rede de apoio fundamental. Família, colegas de trabalho, lideranças compreensivas e profissionais de apoio fazem diferença na rotina de mães que precisam conciliar múltiplas responsabilidades. Um ambiente de trabalho mais humano, acolhedor e atento às necessidades femininas impacta diretamente a qualidade de vida, o bem-estar emocional e a permanência dessas mulheres no setor.

Nesse contexto, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) desempenha um papel importante no acolhimento e cuidado das trabalhadoras da construção civil. A instituição oferece suporte voltado à saúde física, emocional e social das mulheres, especialmente das mães que enfrentam rotinas intensas.

Advertisement

Por meio de parcerias com empresas do setor, as trabalhadoras têm acesso gratuito a atendimentos médicos, odontológicos e acompanhamento psicossocial, fortalecendo o cuidado integral e incentivando o autocuidado.

Segundo Roseane dos Santos, assistente social do Seconci-DF, o acolhimento vai além da assistência básica. “O acolhimento emocional e social é especialmente relevante para mulheres que acumulam múltiplas responsabilidades, contribuindo para um melhor equilíbrio entre vida profissional e familiar”, explica.

Rita também destaca a importância do atendimento oferecido pelo Seconci-DF em sua vida e na de sua família. “Eu acho muito bom, pois, às vezes, a gente não pode pagar por exames. Já utilizei vários serviços, como dentista e outros atendimentos médicos”.

Advertisement

Para Verônica, esse suporte faz diferença na vida dos profissionais da área. “Eu acredito que o Seconci faz a diferença para os trabalhadores da construção civil”, afirma.

As ações desenvolvidas pelo Seconci-DF reforçam a importância de construir ambientes mais inclusivos, saudáveis e respeitosos para as mulheres que ajudam, diariamente, a erguer não apenas prédios e estruturas, mas também suas próprias histórias de superação.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA