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Saúde

Celulite bacteriana no rosto faz tatuadora passar 11 dias internada

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A brasiliense Layane Monize Botosso, 26 anos, foi diagnosticada com celulite infecciosa após notar uma ferida misteriosa no rosto

Layane Monize/ Imagem cedida ao Metrópoles
A tatuadora Layane Monize Botosso, 26 anos, nunca imaginou que uma ferida no rosto, semelhante a uma espinha, poderia levá-la a 11 dias de internação. A brasiliense foi diagnosticada no fim de fevereiro com celulite infecciosa, uma condição relativamente comum, mas que pode levar a quadros graves quando não é diagnosticada e tratada corretamente.

“O médico disse que se eu não tivesse ido para o hospital, poderia ter piorado em casa, o que resultaria em consequências mais sérias”, lembra Layane.

A condição, também conhecida como celulite bacteriana, é diferente da celulite comum. Ela é resultado de uma inflamação provocada por bactérias que conseguem chegar às camadas mais profundas da pele através de uma pequena ferida causada por uma picada de inseto, lesões de dermatite ou micose, após uma cirurgia ou até mesmo ao coçar a pele.

“Por mais leve que seja o ferimento na pele, ele pode se tornar a porta de entrada para bactérias”, afirma o oftalmologista Danillo Almeida de Carvalho, do Hospital Santa Lúcia e do Visão Hospital de Olhos e Clínica de Oftalmologia e Especialidades (COE), em Brasília.

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Lesões na pele

O médico explica que, ao esfregar a pele, prejudicamos a integridade dela. O uso de maquiagem ou sujeira nas mãos são fatores que aumentam o risco de infecções desse tipo. Além disso, a celulite bacteriana é mais comum em pacientes que tenham imunossupressão, diabetes ou problemas linfáticos.

Layane não sabe exatamente o que provocou o quadro dela. Ela percebeu uma ferida próxima ao olho quando acordou na manhã de 25 de fevereiro, mas, em um primeiro momento, imaginou que poderia ser uma espinha ou um terçol.

“Tenho muita agonia de levar a mão ao rosto, mas devo ter coçado. Achei estranho porque nunca tive espinha nesse local. Fui pesquisar o que poderia ser, mas realmente não imaginei que fosse tão grave”, lembra.

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No dia seguinte, a tatuadora acordou com o olho inchado e bastante dor na região e na cabeça. A vertigem ao levantar foi decisiva para fazê-la procurar orientação médica. No hospital, veio o diagnóstico de celulite infecciosa após uma tomografia e exames laboratoriais.

“O médico indicou a internação por ser na face, com risco de ir para o olho, um lugar muito perigoso. Foi um susto muito grande. A gente nunca espera passar por um problema desses”, conta.

Riscos sérios

Os sintomas mais frequentes da celulite infecciosa são vermelhidão, dor, inchaço dos tecidos e calor no local da lesão. O paciente também pode sentir febre e mal-estar.

Quando o problema não é diagnosticado corretamente ou tratado, as bactérias podem se espalhar rapidamente e o quadro evoluir para uma infecção generalizada, com risco de meningite e cegueira. No entanto, casos assim são pouco frequentes.

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No período em que ficou internada, Layane foi medicada com antibióticos venosos que conseguiram reverter o quadro. A brasiliense recebeu alta na última quinta-feira (9/3), após 11 dias de internação.

Ela deve passar por um pequeno procedimento cirúrgico nas próximas semanas para drenar o acúmulo de pus que se formou internamente no ferimento. A pele continua avermelhada, com aspecto de uma queimadura.

Prevenção

A celulite infecciosa pode ser prevenida com hábitos simples, como manter as mãos limpas e remover a maquiagem antes de dormir para evitar que ela se acumule na região próxima aos olhos.

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Fonte: Metropoles
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Saúde

Unidades de Pronto Atendimento do DF recebem ações voltadas ao cuidado com a saúde mental

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Iniciativa integra a Campanha do Janeiro Branco e é desenvolvida pelo Projeto Acolher, do IgesDF
Por Ivan Trindade
Música, escuta ativa e diálogos sobre saúde mental marcaram as ações da Campanha do Janeiro Branco realizadas nesta semana nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e em polos administrativos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Em meio à rotina intensa de quem atua diariamente no atendimento à população, o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NUVID), por meio do Projeto Acolher, levou às unidades a ação “Prosa e Melodia”.
A iniciativa promoveu momentos de acolhimento, integração e sensibilização. Psicólogos conduziram conversas leves e informativas, reforçando a importância do autocuidado e destacando que profissionais que cuidam do outro também precisam ter sua saúde mental preservada.
As atividades integram a programação do Janeiro Branco nas unidades geridas pelo IgesDF. O ciclo de ações teve início no dia 12 de janeiro, passando pelas UPAs do Gama, Planaltina, Samambaia e Recanto das Emas. No dia 13, foi a vez das equipes de São Sebastião e Paranoá. Já no dia 14, as ações chegaram às UPAs de Brazlândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Sobradinho e Vicente Pires, sempre com o objetivo de fortalecer o bem-estar e estimular a escuta ativa no ambiente de trabalho.
O propósito central da campanha é contribuir para a construção de um ambiente institucional mais humano, saudável e confiável. Segundo os organizadores, o cuidado com a saúde mental dos colaboradores impacta diretamente a qualidade da assistência prestada ao cidadão, formando uma cadeia positiva que começa no trabalhador e se reflete no atendimento ao paciente.
Para o diretor-presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a campanha evidencia o compromisso do Instituto com quem sustenta diariamente a saúde pública. “Sabemos que a rotina dentro de uma UPA exige preparo técnico, mas também equilíbrio emocional. Criar espaços como este significa reconhecer o valor do colaborador e proteger sua saúde mental, garantindo um atendimento mais humanizado à população. O Janeiro Branco materializa uma política de valorização do trabalhador, baseada no diálogo, na escuta e na aproximação entre gestão e equipes”, destaca.
Colaborador em primeiro lugar
Segundo a chefe do NUVID, Paula Paiva, a adesão crescente dos profissionais demonstra que a saúde mental deixou de ser um tabu dentro da instituição.
“O principal objetivo da ação é conscientizar os colaboradores sobre a importância do autocuidado para o bem-estar pessoal e para a qualidade do atendimento ao público. Vamos percorrer todas as unidades geridas pelo Instituto. Somente nas UPAs, cerca de 800 colaboradores serão diretamente impactados, com foco na redução da ansiedade e no estímulo à presença no momento atual”, afirma.
Na UPA de Brazlândia, a gestão percebe de perto os efeitos da iniciativa. O gerente substituto da unidade, Igor Cavalcante, relata que os profissionais se sentiram valorizados.
“O nosso cotidiano é muito intenso. Somos cerca de 160 colaboradores, além de terceirizados. Nesse cenário, ações como essa promovem acolhimento, conscientização e valorização, contribuindo para um ambiente menos pressionado e para a melhoria direta da qualidade do atendimento à população”, pontua.
Para o gerente da UPA do Núcleo Bandeirante, Neviton Batista, cuidar da saúde mental dos colaboradores não é uma opção, mas uma necessidade. “Pessoas emocionalmente saudáveis trabalham melhor, se relacionam melhor e têm mais qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho. Lidamos diariamente com pressão, sobrecarga e responsabilidades que não ficam do lado de fora quando entramos na instituição”, observa.
No dia 15, a ação também foi realizada no PO700, sede administrativa do IgesDF, reunindo colaboradores de diversos núcleos em um momento de diálogo, música e incentivo à busca por apoio e cuidados com a saúde física e mental. Na mesma data, as UPAs de Ceilândia I e II também receberam as equipes do Projeto Acolher.
Proposta continuada
O Projeto Acolher já é reconhecido internamente por atender a uma demanda essencial dos trabalhadores. Entre os serviços ofertados estão atendimentos em psicologia, psiquiatria, acupuntura, nutrição, meditação, Reiki e ginástica laboral, além de ações pontuais como o “Prosa e Melodia”.
A técnica de segurança do trabalho Luzia Tânia, que atua na UPA de Brazlândia, destaca a importância da iniciativa. “Atos como esse promovem a saúde mental dos colaboradores. Aqui criamos um painel com frases motivacionais, incentivando cuidados como a prática de atividades físicas e de lazer para aliviar o estresse da rotina hospitalar. O cuidado com a saúde mental impacta diretamente a qualidade do trabalho e a prevenção de acidentes”, ressalta.
O calendário de ações segue ao longo do mês, incluindo atividades no Centro de Distribuição, no dia 21, e será estendido às unidades administrativas e hospitalares do IgesDF.
Para Paula Paiva, o Janeiro Branco vai além de um marco simbólico. “Para o IgesDF, proteger a saúde mental é parte de uma gestão contínua. Isso preserva talentos, fortalece o espírito de equipe e melhora a qualidade do serviço público de saúde. Em um cenário de demandas crescentes, cuidar de quem cuida é um compromisso institucional”, finaliza.
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