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Saúde

Hospital Regional de Ceilândia tem mutirão de implantação de DIU

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Além da comunidade, servidoras do HRC também receberam o dispositivo

No mês de comemoração do Dia Internacional da Mulher, a  Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realiza algumas ações em prol da saúde feminina. No Hospital Regional de Ceilândia (HRC) [https://www.saude.df.gov.br/hospital-regional-de-ceilandia], profissionais do Centro Obstétrico da unidade organizaram uma força-tarefa de implantação do dispositivo intrauterino (DIU) em pacientes e servidoras do hospital.

Esta foi a última ação do projeto iniciado pela equipe de enfermagem do HRC, em que ao todo foram atendidas 227 mulheres desde novembro do ano passado, sendo 145 moradoras de Ceilândia e Sol Nascente. Além da aplicação do DIU de cobre, o projeto teve um componente educacional: até o momento foram habilitadas 16 enfermeiras da Região de Saúde Oeste [https://www.saude.df.gov.br/regiao-oeste] na inserção e retirada do dispositivo.

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Também participaram acadêmicas de enfermagem da Universidade de Brasília (UnB), que realizaram horas complementares no projeto, atuando no acolhimento das mulheres, esclarecimento de dúvidas e organização da agenda dos profissionais. A certificação dos profissionais e acadêmicas é feita pela Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Distrito Federal (Abenfo-DF).

Uma das coordenadoras e a idealizadora do projeto, a enfermeira obstetra do HRC Raquel Diógenes ressalta que o intuito da iniciativa é promover a autonomia feminina sobre a decisão de engravidar ou não. “Essa é uma ação de empoderamento feminino e nosso interesse é que a mulher realmente possa planejar quando e como ela quer ter essa gravidez. O motivo pelo qual iniciamos a ampliação dessas ações foi termos observado que, muitas vezes, há gestações não planejadas e, infelizmente, não desejadas. A conexão entre o bebê e a mãe acontece desde a vida intrauterina e, se a gravidez não foi desejada, isso vai se refletir na vida daquela criança”.

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A coordenadora reforça que o acesso aos métodos contraceptivos é um direito reprodutivo fundamental das mulheres. “O DIU é um método extremamente eficaz e tem um papel muito importante nas políticas públicas de saúde. Ampliar o acesso a esse método contribui não apenas para o planejamento familiar, mas também para a redução de gestações não planejadas e, consequentemente, para a redução da mortalidade materna”.

A enfermeira supervisora do Centro Obstétrico do HRC, Suely de Jesus Cotrim, enfatiza que o projeto reafirma o compromisso institucional com a educação permanente, a valorização dos profissionais e a qualificação da assistência em saúde. “A ação reforça nosso compromisso com a promoção da saúde da mulher e com a valorização das profissionais que atuam diariamente no cuidado da população”.

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Atendimento a pacientes e servidoras do HRC

Uma das pacientes atendidas no último sábado, a estudante de enfermagem e mãe de duas crianças Nayane Stoffel ressaltou a importância do projeto. “ Minha primeira gestação foi planejada, tudo tranquilo. Já a segunda, não: eu descobri fazendo um exame de rotina. Quando vi o resultado, tinha lá um bebezinho”, relembra.

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Outra a ser atendida foi Aline Fernandes, atualmente desempregada e também mãe de duas crianças. Ela elogiou a ação e o trabalho da equipe de enfermagem do HRC. “Quando cheguei aqui, eu não sabia que tinha todo esse aparato de consulta, de acompanhamento. Posteriormente a equipe entra em contato com a gente, agenda retorno para ver se o dispositivo está bem posicionado. Achei tudo muito organizado, passaram as informações sobre medicação, hoje mais cedo fizeram uma palestra explicando o tempo de duração do DIU – que dura 12 anos. Essa ação da secretaria ajuda muito no planejamento familiar e financeiro da pessoa. A gente vê que o SUS funciona”, enfatiza.

Além das pacientes, as próprias profissionais do HRC tiveram acesso ao método contraceptivo. A enfermeira da unidade, Nathália Faris, foi uma das servidoras beneficiadas. A ação evidencia o cuidado da instituição com o servidor. O projeto foi iniciativa de uma colega nossa, e isso valoriza o nosso trabalho, fortalece a nossa identidade dentro da secretaria, melhora o nosso astral, o nosso desempenho”, relata.

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Para mais informações, contate-nos pelo e-mail: entrevista.saudedf@saude.df.gov.br

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Saúde

Uma em cada quatro pessoas idosas sofre queda em um ano; exercício pode ajudar a preservar capacidade funcional

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Para o especialista Jauan Anselmo, dados da Fiocruz reforçam a importância de estratégias individualizadas para manutenção da força, equilíbrio e autonomia para quem entra a quem está na terceira idade.

 

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Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, a prática de exercícios físicos ganha importância principalmente para a manutenção da força, da mobilidade e da independência. O desafio, segundo o profissional de Educação Física Jauan Anselmo, é adaptar a prescrição à realidade de um corpo que passa por mudanças progressivas, em vez de simplesmente reproduzir protocolos desenvolvidos para pessoas mais jovens.

 

A necessidade de um planejamento individualizado se torna ainda mais evidente diante dos riscos associados à perda de força e às quedas. Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que 25,1% dos idosos brasileiros residentes em áreas urbanas sofreram ao menos uma queda em um período de 12 meses, o equivalente a uma em cada quatro pessoas.

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Para Jauan, envelhecer não significa abandonar exercícios de força ou reduzir a atividade física a caminhadas. O que muda é a necessidade de controlar melhor variáveis como volume, intensidade, frequência, recuperação e complexidade dos movimentos.

 

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“O corpo que envelhece continua respondendo ao treinamento e precisa dele. O erro está em acreditar que podemos manter indefinidamente a mesma carga, o mesmo volume e a mesma frequência que utilizávamos aos 20 ou 30 anos. A prescrição precisa acompanhar as mudanças do indivíduo. Em muitos casos, reduzir o volume e aumentar a qualidade do estímulo é justamente o que permite treinar por mais tempo, com segurança e funcionalidade”, explica.

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Força para combater a perda muscular

 

A preocupação também passa pela sarcopenia, caracterizada pela redução de massa, força e função muscular. Segundo estudo publicado em 2024 na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, da Universidade de São Paulo (USP), aponta prevalência de 5% a 13% entre pessoas com 65 anos ou mais, podendo chegar a 50% após os 80 anos.

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“Treinar para envelhecer bem é entender qual estímulo aquele corpo consegue receber, assimilar e recuperar. A pessoa precisa desenvolver força suficiente para subir uma escada, levantar de uma cadeira, carregar uma sacola ou reagir a um desequilíbrio. O objetivo final é preservar a autonomia”, afirma o especialista em fisiologia do exercício.

 

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Nesse cenário, o exercício físico é uma das ferramentas para preservar a capacidade funcional. Uma pesquisa longitudinal publicada em 2025 na Ageing International, com dados do UK Biobank, acompanhou 1.918 adultos de meia-idade e identificou que níveis maiores de atividade física de intensidade moderada a vigorosa estiveram associados a menor risco de desenvolvimento de sarcopenia.

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Excesso também pode ser um problema

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Se a ausência de atividade favorece a perda de capacidade física, o excesso de treinamento sem recuperação adequada também pode comprometer a evolução. A síndrome de overtraining, por exemplo, está associada a queda de desempenho, fadiga persistente, alterações musculares e imunológicas e maior ocorrência de problemas relacionados à recuperação.

 

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Por isso, segundo Jauan – que atua na área de forma personalizada –, a lógica do treinamento para pessoas mais velhas deve considerar não apenas o exercício realizado, mas também sono, recuperação, histórico de lesões, doenças preexistentes, nível de condicionamento e resposta individual aos estímulos.

 

“Tentar combater o envelhecimento com uma lógica de treinamento que não respeita o próprio envelhecimento é um perigo. A pessoa que quer continuar ativa aos 60, 70 ou 80 anos precisa pensar em consistência, não em provar todos os dias quanto consegue suportar. Uma prescrição inteligente é aquela que permite que você continue treinando amanhã, no próximo mês e nos próximos anos”, conclui.

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