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Saúde

Mães de bebês internados recebem homenagem especial no Hospital de Santa Maria

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Unidade neonatal promoveu tarde de acolhimento, sessão de filme e momentos de carinho para mulheres que acompanham a recuperação dos filhos
Entre a rotina de cuidados, exames e expectativas pela recuperação dos filhos, mães de bebês internados na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIN) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) viveram uma tarde diferente nesta terça-feira (12). Em celebração ao Dia das Mães, a equipe da unidade preparou uma homenagem com sessão de filme, lanche e entrega de lembranças.
Para tornar o momento ainda mais acolhedor, as próprias mães escolheram, por votação, qual filme gostariam de assistir.
Entre as participantes estava Leylane Rodrigues, que há três meses acompanha a internação da filha Maria Cecília, nascida prematura. Após passar 50 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), a bebê segue em acompanhamento na UCIN até receber alta.
“Eu achei que esta data passaria em branco, mas não passou. Os cuidados do hospital com a gente são totalmente diferentes do que as pessoas falam. O tratamento é como se fosse de um hospital particular. Se eu fosse ter outro filho, teria aqui novamente”, relata Leylane.
A ação faz parte das iniciativas desenvolvidas pela equipe da unidade para oferecer suporte e acolhimento às mães que enfrentam o período de internação dos filhos, muitas vezes marcado por ansiedade e insegurança.
Segundo a chefe do Serviço de Enfermagem da UCIN, Rosane Medeiros, cuidar das mães também faz parte da assistência prestada pela equipe. “A internação de um bebê muda completamente a rotina e o emocional dessas mulheres. Nosso objetivo é fazer com que elas se sintam acolhidas e cuidadas também. Pequenos gestos podem trazer mais conforto e fortalecer a confiança durante esse período”, afirma.
CRÉDITOS:
Fotos: Divulgação/IgesDF
Matéria: Talita Motta 
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Saúde

Apoio psicológico ajuda famílias a enfrentar momentos difíceis durante a internação

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No Hospital Regional de Santa Maria, profissionais oferecem escuta, orientação e acolhimento aos familiares, inclusive nos momentos delicados de despedida

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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Receber a notícia de que alguém da família está internado em estado grave pode mudar a rotina e abalar emocionalmente todos ao redor. Medo, angústia, insegurança e a dificuldade de lidar com a possibilidade da perda fazem parte de uma experiência delicada. Nesse cenário, o apoio psicológico ajuda familiares a compreender o que está acontecendo, lidar com as emoções e encontrar formas de enfrentar cada etapa do processo.

Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse cuidado começa ainda durante a internação. Os psicólogos acompanham pacientes e familiares, oferecendo suporte diante das incertezas do tratamento e, quando necessário, preparando os parentes para uma possível despedida.

O psicólogo da UTI do HRSM, Filipe Casati, explica que uma das primeiras iniciativas é preparar os familiares para o contato com o ambiente intensivo.

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“Antes da visita ao leito, apresentamos o setor e explicamos a finalidade dos equipamentos utilizados no tratamento, como monitores de sinais vitais, aparelhos de ventilação mecânica e bombas de infusão, com o intuito de reduzir o impacto visual e sensorial”, explica.

Os profissionais também acompanham os familiares durante os boletins médicos, facilitando a comunicação com a equipe assistencial. O objetivo é ajudar a esclarecer dúvidas, compreender as informações técnicas e acolher as reações emocionais diante do quadro clínico.

Segundo Filipe, o agravamento do estado de saúde pode provocar diferentes reações emocionais, como choque, negação, culpa e sensação de desamparo.

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“Utilizamos recursos terapêuticos e técnicas de manejo de crise, como a validação emocional, que consiste em reconhecer as emoções dos familiares e mostrar que suas reações são compreensíveis diante da situação”, destaca.

Quando o paciente não resiste, o acompanhamento não termina necessariamente com o falecimento. Na UTI do HRSM, a equipe mantém uma iniciativa de apoio às famílias enlutadas: o envio de cartas de condolências.

Após um período, os profissionais entram em contato com a rede de apoio do paciente para expressar solidariedade e reconhecer a presença dos entes queridos durante a internação.

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“São gestos que ajudam a reconhecer que aquelas pessoas não são esquecidas pela equipe”, conta Filipe.

Uma despedida que veio de longe

Entre as experiências que marcaram sua atuação na UTI, Filipe relembra a história de um paciente internado em estado muito grave. Diante da possibilidade de morte nas horas seguintes, a equipe entrou em contato com a única filha que morava em Brasília. Os demais parentes viviam na Bahia.

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Durante uma videochamada, os familiares quiseram saber se haveria tempo para viajar até a capital federal e se despedir. Sem poder prever a evolução do quadro, os profissionais explicaram a situação com transparência. Mesmo diante da incerteza, cerca de 11 parentes decidiram enfrentar a viagem de carro.

Sensibilizada com a situação, a equipe organizou uma visita em horário excepcional para que todos pudessem encontrar o paciente ainda com vida.

“Conseguimos organizar a entrada de todos na UTI e foi possível que realizassem aquele último ritual de despedida”, recorda Filipe.

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*Com informações do IgesDF

 

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