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Carnaval Luziânia em Movimento, promovido pela Tríade Cultural, acontece nos dias 28 de fevereiro, 1º e 2 de março

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Após alguns anos sem Carnaval em várias cidades de Goiás, o Governo do Estado lançou um edital público para fomentar o carnaval de rua e os blocos carnavalescos. O apoio aos blocos foi viabilizado por meio de um certame de seleção pública, que selecionou blocos de 16 municípios goianos, promovendo o fortalecimento do carnaval no interior do estado. Todas as atrações são gratuitas.

Em Luziânia, a Tríade Cultural está organizando uma série de atividades dentro do Circuito Folia Goiás. O projeto foi classificado em terceiro lugar no edital e apresenta uma programação rica, com a participação dos blocos “Turma do Funil”, “Meleta” e “Bloquinho Estrela D’alva”, além de várias apresentações musicais, como os grupos Nossa Pegada, Tô Contigo, Victim, e o DJ Zé Maria.

Serão adotadas diversas medidas de acessibilidade cultural, incluindo a presença de intérpretes de Libras, materiais em Braille, audiodescrição e condutores de acessibilidade. Além disso, campanhas como “Carnaval Sustentável” serão promovidas durante as etapas do evento. O projeto conta com o apoio das Secretarias de Cultura e Retomada do Estado de Goiás.

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A programação completa será divulgada em breve, mas já está confirmado que haverá ensaios dos blocos, pré-carnaval e três dias de evento durante o carnaval, que também incluirá ações de sustentabilidade e conscientização.

Confira mais informações nos perfis do Instagram da Retomada Goiás e da Secretaria de Cultura de Goiás: Retomada Goiás | Secult Goiás.

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CRESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES ALERTA SOBRE CAUSAS DO PROBLEMA

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Os casos de misoginia contra as mulheres chama atenção devido ao crescente número de ocorrências. O fato é que essa situação revela o motivo pelo qual a luta delas deve continuar para fomentar a reflexão sobre as causas para tanto rancor e destacam a necessidade da criação de medidas efetivas contra os agressores, como a nova proposta que equipara a misoginia ao racismo.

A ação é definida como qualquer tipo de ódio, desprezo ou preconceito contra elas, sendo considerado um fenômeno complexo e antigo, decorrente de uma combinação de fatores culturais e estruturais. Para a PHD em neurociência, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, os casos se tornaram mais preocupantes devido à tecnologia com sua capacidade de propagação de diferentes discursos, inclusive, os violentos.

A aversão é alimentada na internet com discursos de ódio, propagado em diferentes plataformas, com publicações feitas na “machosfera” para desqualificar, assediar, incitar violência e proteger os agressores.

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O desprezo ainda é mais comum do que se imagina, mesmo entre os jovens. Para se ter uma ideia, uma pesquisa da Ipsos da Inglaterra, em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina da King’s Business School, apontou que 31% dos homens da geração Z – ou seja, nascidos entre 1997 e 2012 – acreditam que a mulher deve ser submissa ao marido, ou seja, obedecer todos os seus desejos. Mais de 23 mil pessoas, em 29 países – incluindo o Brasil – foram consultadas.

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Ângela afirma que os motivos para essa situação estão diretamente ligados à frustração masculina e ressentimento em se sentirem rejeitados, inadequados ou deslocados, por não terem atraído a atenção feminina, por exemplo, e assim, optam por desumanizá-las.

Assim, surgem movimentos como os “red pills” e “incels”, movidos pela crença superior masculina, mais racional e sensata. Dessa forma, as mulheres são vistas como interesseiras, manipuladoras, excessivamente emocionais e culpadas pelas próprias dores. A questão é que a superioridade é apenas uma fachada de uma mente fragilizada e ferida.

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É importante entender que as mulheres são seres livres, com pensamentos e desejos próprios. Elas não são obrigadas a se envolverem com pessoas, apenas para agradá-las e, muito menos, devem ser tratadas como objetos. As mesmas devem possuir o direito de caminhar tranquilamente pelas ruas, escolherem com quem se relacionar e trabalhar sem medo de se tornarem apenas mais um nome e número nas tristes estatísticas. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido contra a misoginia e violência para ampliação da liberdade feminina.

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