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Luziânia está entre os 10 municípios com maior taxa de estupro no Brasil em 2023

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Luziânia ocupa a 10ª posição no ranking nacional, com uma taxa de 83,7 casos de estupro

João Victor Rodrigues

O município de Luziânia, localizado na região do Entorno do Distrito Federal, está entre as cidades brasileiras com as maiores taxas de estupro registradas em 2023. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Luziânia ocupa a 10ª posição no ranking nacional, com uma taxa de 83,7 casos de estupro para cada 100 mil habitantes.

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No mesmo ano, o Distrito Federal registrou 322 casos de estupro e 574 de estupro de vulnerável, representando um aumento de 8,9% em comparação a 2022. Em contraste, Goiás apresentou uma redução de 9,4% na soma dos crimes de estupro, totalizando ainda assim 3.539 ocorrências nas cidades goianas.

No cenário nacional, o Brasil atingiu um recorde de 83.988 casos de estupro em 2023, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. Esses dados são parte do 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo FBSP nesta quinta-feira (18/7). Este número indica que um estupro ocorreu a cada seis minutos no país, o maior índice desde o início da série histórica em 2011, marcando um crescimento de 91,5% nos últimos 13 anos.

Fonte: Jornal de Brasilia
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Policiais

Violência em sala de aula é realidade crescente no Brasil, afastando professores

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A violência nas escolas brasileiras segue crescendo, principalmente, contra professores. Há alguns dias, um docente de 53 anos foi agredido pelo pai de uma aluna, no Distrito Federal, após chamar a atenção da jovem por estar usando o celular em sala de aula. Casos dessa natureza aumentam cada vez mais, afastando os profissionais para cuidar da saúde mental.

Uma pesquisa do Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação de Minas Gerais (SindUte) apontou que 94,3% dos profissionais da educação, destacadamente os professores, em algum momento, já sofreram algum tipo de violência.

Na maioria das vezes, as agressões foram de caráter verbal (86,1%), psicológico (73,2%), físico (55,6%) e discriminatório (42,5%), ocorrendo com relativa frequência, já que 54,1% dos participantes afirmaram que as situações se repetem, ao menos uma vez ao mês. Dessa forma, 33,7% dos entrevistados consideram o local de trabalho pouco seguro e 39,4%, inseguro.

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Na ocorrência do Distrito Federal, o pai socou e chutou o professor, caracterizando uma agressão física, sendo contido pela própria filha, que aplicou um golpe de mata-leão para segurá-lo. A agressão foi registrada como lesão corporal, injúria e desacato.

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Para a PHD em neurociências, psicanalista,  psicopedagoga e professora, Ângela Mathylde Soares, é importante recordar, que desde o início do ano, a legislação proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis em ambiente escolar.  As únicas exceções acontecem para fins pedagógicos ou didáticos – com a permissão do professor – ou por questões de acessibilidade e saúde. “O docente só estava agindo conforme a lei”, afirma.

          As situações desse tipo mostram como a realidade é crítica e a precarização da função é cada vez maior, uma vez que os profissionais da educação lidam com jornadas extensas, muito trabalho, baixos salários e ainda estão sujeitos a enfrentarem violências diárias.

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Um estudo do Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Itaú Social, revelou como a desvalorização dos professores vem dos próprios alunos. O levantamento ocorreu em 21 mil escolas, com mais de 2 milhões de estudantes e apenas 40%  deles valorizam o cargo.

Segundo Ângela, o discurso de ódio, facilmente propagado na internet, contribui para ações violentas e o desmerecimento, provocando esgotamento físico e mental, com as síndromes de burnout e pânico, ansiedade e depressão, difíceis de serem contornadas, sem ajuda especializada.

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Todas as ocorrências desencadeiam efeitos incapacitantes e acabam se mostrando óbvios no cotidiano, comprometendo a performance em sala. É essencial entender que a saúde mental não deve ser menosprezada e o tratamento precisa começar rapidamente. O acompanhamento evita o agravamento, sendo que, caso contrário,  leva à aposentadoria precoce e, até mesmo, ao desejo de autoextermínio.

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Gabrielle Silva

Multi Comunicar

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