Social
Cidade de Goiás recebe Circuito das Cavalhadas neste final de semana
Município retomou festejo há dois anos e integra Circuito das Cavalhadas com apoio do Governo de Goiás
A Cidade de Goiás recebe, neste sábado e domingo (26 e 27/10), as tradicionais Cavalhadas, encenação da batalha entre mouros e cristãos. O evento será realizado a partir das 16h, no Estádio Hélio Loyola, e a entrada é gratuita. Realizada pela Prefeitura Municipal da Cidade de Goiás, o festejo integra o Circuito das Cavalhadas do Governo de Goiás, contando com investimento de R$ 4,4 milhões destinado a fortalecer a manifestação em 15 cidades goianas. Os recursos do governo estadual garantem ao público uma ampla estrutura, proporcionando um belo espetáculo a céu aberto.
“Em 2024, celebraremos o impacto de uma ação de educação patrimonial que acontece ao longo de todo ano nas escolas apresentando esta tradição e resgatando o sentimento de pertencimento do vilaboense às Cavalhadas”, pontuou a secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes.
As tradicionais Cavalhadas da Cidade de Goiás foram realizadas pela primeira vez em 1820, durante as festividades do Divino Espírito Santo. As encenações foram realizadas até o final da década de 1920, sendo retomadas nos anos 1980 e 1990. Após a pandemia da Covid-19, a festividade retornou em 2022, no dia 12 de outubro em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, entrando definitivamente no Circuito das Cavalhadas do Governo de Goiás.
Cavalhadas
As Cavalhadas são uma representação tradicional dos torneios medievais que recriam as batalhas entre cristãos (vestidos de azul) e mouros (trajados de vermelho). A manifestação é inspirada no livro “Carlos Magno e Os Doze Pares da França”, quando o guerreiro cristão batalhou contra os sarracenos, de religião islâmica. No Brasil, há registro do evento desde o século XVII, geralmente durante a festa do Divino nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. No final das batalhas, os cristãos vencem os mouros, que acabam se convertendo ao cristianismo.
Em Goiás, as Cavalhadas são realizadas há mais de 200 anos. Uma festa que une religiosidade, cultura e valorização do patrimônio imaterial do estado com o fortalecimento do fluxo turístico e econômico das cidades que realizam os festejos. As batalhas representam a preservação da história, da cultura e da fé do povo goiano. É uma oportunidade única para se conectar com as raízes do estado e vivenciar a grandiosidade dessa tradição centenária.
Serviço
Assunto: Cavalhadas na Cidade de Goiás*
Quando: Sábado e domingo (26 e 27/10), às 16h
Onde: Estádio Hélio Loyola, Av. Dário de Paiva Sampaio – Cidade de Goiás (GO)
Entrada: Gratuita
Fotos: Secult GO
Legenda: Circuito das Cavalhadas acontece no sábado e domingo (26 e 27/10), na Cidade de Goiás
Secretaria de Estado da Cultura – Governo de Goiás
Social
CRESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES ALERTA SOBRE CAUSAS DO PROBLEMA
Os casos de misoginia contra as mulheres chama atenção devido ao crescente número de ocorrências. O fato é que essa situação revela o motivo pelo qual a luta delas deve continuar para fomentar a reflexão sobre as causas para tanto rancor e destacam a necessidade da criação de medidas efetivas contra os agressores, como a nova proposta que equipara a misoginia ao racismo.
A ação é definida como qualquer tipo de ódio, desprezo ou preconceito contra elas, sendo considerado um fenômeno complexo e antigo, decorrente de uma combinação de fatores culturais e estruturais. Para a PHD em neurociência, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, os casos se tornaram mais preocupantes devido à tecnologia com sua capacidade de propagação de diferentes discursos, inclusive, os violentos.
A aversão é alimentada na internet com discursos de ódio, propagado em diferentes plataformas, com publicações feitas na “machosfera” para desqualificar, assediar, incitar violência e proteger os agressores.
O desprezo ainda é mais comum do que se imagina, mesmo entre os jovens. Para se ter uma ideia, uma pesquisa da Ipsos da Inglaterra, em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina da King’s Business School, apontou que 31% dos homens da geração Z – ou seja, nascidos entre 1997 e 2012 – acreditam que a mulher deve ser submissa ao marido, ou seja, obedecer todos os seus desejos. Mais de 23 mil pessoas, em 29 países – incluindo o Brasil – foram consultadas.
Ângela afirma que os motivos para essa situação estão diretamente ligados à frustração masculina e ressentimento em se sentirem rejeitados, inadequados ou deslocados, por não terem atraído a atenção feminina, por exemplo, e assim, optam por desumanizá-las.
Assim, surgem movimentos como os “red pills” e “incels”, movidos pela crença superior masculina, mais racional e sensata. Dessa forma, as mulheres são vistas como interesseiras, manipuladoras, excessivamente emocionais e culpadas pelas próprias dores. A questão é que a superioridade é apenas uma fachada de uma mente fragilizada e ferida.
É importante entender que as mulheres são seres livres, com pensamentos e desejos próprios. Elas não são obrigadas a se envolverem com pessoas, apenas para agradá-las e, muito menos, devem ser tratadas como objetos. As mesmas devem possuir o direito de caminhar tranquilamente pelas ruas, escolherem com quem se relacionar e trabalhar sem medo de se tornarem apenas mais um nome e número nas tristes estatísticas. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido contra a misoginia e violência para ampliação da liberdade feminina.
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