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Páscoa muda a rotina de crianças internadas no Hospital de Santa Maria

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Iniciativa mobiliza equipes, reforça a humanização e aproxima pacientes e famílias na pediatria da unidade

 

Faltando poucos dias para a Páscoa, a rotina da pediatria do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) ganhou uma pausa diferente nesta terça-feira (31). Entre leitos e corredores, o coelhinho da Páscoa percorreu a unidade com brincadeiras, atividades e distribuição de chocolates, levando momentos de descontração às crianças internadas.
Com pintura facial, oficina de balões e desenhos para colorir, a ação criou um ambiente mais leve para pacientes que seguem em tratamento longe de casa. A iniciativa também envolveu familiares e colaboradores, aproximando equipes e fortalecendo o vínculo com as crianças.
Internada há seis dias com o filho Samuel Heitor, de 4 anos, Ana Cláudia da Silva se emocionou com a surpresa. “Eu não imaginava que pudesse ter algo assim dentro do hospital. Para os pequenos é uma alegria e, para nós, como mães, traz um alívio. Ajuda a sair da rotina e deixa o dia mais leve”, conta.
O superintendente da unidade, Diêgo Figueiredo, acompanhou a atividade e destacou o esforço das equipes. “Esta iniciativa mostra o quanto nossas equipes estão comprometidas em oferecer um cuidado mais humano. Sabemos dos desafios que as crianças enfrentam e poder proporcionar um momento de acolhimento como este é gratificante para todos nós”, afirma.
Alívio em meio ao tratamento
A ação foi promovida pelo Programa Humanizar, do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que atua no fortalecimento do acolhimento, da escuta qualificada e da orientação a pacientes e acompanhantes.
Para a gerente de Humanização e Experiência do Paciente, Stephanie Sakayo, atividades como essa contribuem diretamente para o bem-estar emocional. “Quando conseguimos tirar o foco, ainda que por alguns momentos, da sequência de exames e procedimentos, contribuímos para o bem-estar emocional. E isso reflete positivamente na resposta ao tratamento, como já apontam diversos estudos”, conclui.

CRÉDITOS:

Autora: Talita Motta 
Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF
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CRESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES ALERTA SOBRE CAUSAS DO PROBLEMA

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Os casos de misoginia contra as mulheres chama atenção devido ao crescente número de ocorrências. O fato é que essa situação revela o motivo pelo qual a luta delas deve continuar para fomentar a reflexão sobre as causas para tanto rancor e destacam a necessidade da criação de medidas efetivas contra os agressores, como a nova proposta que equipara a misoginia ao racismo.

A ação é definida como qualquer tipo de ódio, desprezo ou preconceito contra elas, sendo considerado um fenômeno complexo e antigo, decorrente de uma combinação de fatores culturais e estruturais. Para a PHD em neurociência, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, os casos se tornaram mais preocupantes devido à tecnologia com sua capacidade de propagação de diferentes discursos, inclusive, os violentos.

A aversão é alimentada na internet com discursos de ódio, propagado em diferentes plataformas, com publicações feitas na “machosfera” para desqualificar, assediar, incitar violência e proteger os agressores.

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O desprezo ainda é mais comum do que se imagina, mesmo entre os jovens. Para se ter uma ideia, uma pesquisa da Ipsos da Inglaterra, em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina da King’s Business School, apontou que 31% dos homens da geração Z – ou seja, nascidos entre 1997 e 2012 – acreditam que a mulher deve ser submissa ao marido, ou seja, obedecer todos os seus desejos. Mais de 23 mil pessoas, em 29 países – incluindo o Brasil – foram consultadas.

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Ângela afirma que os motivos para essa situação estão diretamente ligados à frustração masculina e ressentimento em se sentirem rejeitados, inadequados ou deslocados, por não terem atraído a atenção feminina, por exemplo, e assim, optam por desumanizá-las.

Assim, surgem movimentos como os “red pills” e “incels”, movidos pela crença superior masculina, mais racional e sensata. Dessa forma, as mulheres são vistas como interesseiras, manipuladoras, excessivamente emocionais e culpadas pelas próprias dores. A questão é que a superioridade é apenas uma fachada de uma mente fragilizada e ferida.

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É importante entender que as mulheres são seres livres, com pensamentos e desejos próprios. Elas não são obrigadas a se envolverem com pessoas, apenas para agradá-las e, muito menos, devem ser tratadas como objetos. As mesmas devem possuir o direito de caminhar tranquilamente pelas ruas, escolherem com quem se relacionar e trabalhar sem medo de se tornarem apenas mais um nome e número nas tristes estatísticas. Ainda existe um longo caminho a ser percorrido contra a misoginia e violência para ampliação da liberdade feminina.

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