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Conheca as mulheres que comandam áreas estratégicas do GDF

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No GDF, alto escalão tem mulheres em áreas estratégicas

Além da vice-governadora Celina Leão, elas estão à frente da Saúde, Educação, Justiça e Cidadania, Social, entre outras secretarias e órgãos

Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Claudio Fernandes

Do cargo de vice-governadora até o comando de secretarias estratégicas, as mulheres do Governo do Distrito Federal (GDF) ocupam postos importantes na tomada de decisões que influenciam diretamente na vida da população. Essa lista inclui ainda o comando-geral do Corpo de Bombeiros e a reitoria da primeira universidade distrital, entre tantos outras áreas fundamentais.Partem delas, por exemplo, as decisões que impactam 66 mil profissionais e 475 mil alunos na rede pública de ensino, que gerem programas sociais importantes do DF e que amparam a saúde de mais de 3 milhões de pessoas.
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Neste Mês da Mulher, a Agência Brasília apresenta o depoimento de mulheres em setores estratégicos no governo.

Vice-governadora: Celina Leão

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Vice-governadora eleita e até pouco tempo governadora em exercício do DF, Celina Leão construiu sólida carreira política no Distrito Federal. Foi parlamentar da Câmara Legislativa por dois mandatos, Casa que presidiu no biênio 2015/2016, e ocupou uma das cadeiras da Câmara dos Deputados entre 2018 e 2022, onde foi coordenadora da bancada feminina. Foi na Câmara Federal que Celina Leão trabalhou em 199 projetos de lei, sendo 84 deles sancionados. Também foi secretária de Esporte e Lazer durante o primeiro mandato do governador Ibaneis Rocha.

“Só me enche mais de responsabilidade para realmente representar as mulheres do Distrito Federal com a capacidade que elas esperam de enfrentar os grandes temas, enfrentar esse tema difícil do feminicídio, mas estar apta a falar sobre saúde, segurança pública, educação. A mulher está preparada para ocupar cargos de poder no Judiciário, Executivo e Legislativo e a gente sempre cobra e sabe que as mulheres podem entregar muito mais”, afirma.

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Chefe de Gabinete da Governadoria: Juliana Monici

Foto: Arquivo pessoal

Desde janeiro de 2020, Juliana Monici é responsável por acompanhar o dia a dia do governador Ibaneis Rocha, seja no Palácio do Buriti ou em agendas externas. Ela coordena, organiza, planeja e supervisiona as atividades. É especialista em gestão pública e também foi responsável pela Subchefia de Agendamento do governador.

“Neste dia em que se é possível enaltecer e celebrar nossas conquistas, reitero o meu orgulho de fazer parte de um governo que trabalha incansavelmente em prol dos direitos das mulheres, viabilizando, por meio do respeito e da união, oportunidades cada vez mais igualitárias no Distrito Federal. A minha atuação enquanto Chefe de Gabinete do governador representa o crescimento exponencial de mulheres que passam a ocupar cargos de prestígio, permitindo, assim, que as vozes femininas sejam mais fortes e ecoem não só na sociedade civil, mas também na política brasileira. Desejo que essa nova realidade possa se perpetuar, atingindo as nossas diversas esferas sociais”, afirma.

Chefe de gabinete da Vice-Governadoria: Juliana Ribeiro Bonfante

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Foto: George Gianni/VGDF

Graduada em administração de empresas e em gestão pública, a chefe de gabinete da Vice-Governadoria acompanha Celina Leão desde 2011, quando trabalhou como estagiária da parlamentar em seu primeiro mandato na Câmara Legislativa. É responsável por cuidar da agenda interna e externa da vice-governadora.

“Caminhei muito para estar nesse posto. Estou com a governadora desde o primeiro mandato dela como deputada distrital, fui estagiária dela e crescendo com ela, e cheguei nesse cargo de chefia de gabinete sendo técnica e política. Cresci muito ao chefiar o gabinete da Celina Leão na Câmara Federal durante um ano e foi gratificante trabalhar com a bancada feminina. Construí minha história com a governadora em exercício. Deixei de ser uma indicação para me tornar um braço direito, com grandes responsabilidades”.

Secretária de Saúde: Lucilene Florêncio

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Médica de carreira da Secretaria de Saúde desde 1999, assumiu o comando da pasta em junho de 2022. Anteriormente, ocupava o cargo de vice-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges). Foi secretária adjunta de Assistência à Saúde, coordenadora de Saúde do Gama e do Guará e superintendente da Região de Saúde Oeste e Sudoeste. É a terceira mulher a liderar a Saúde do DF.

“É uma honra cuidar da secretaria depois de 30 anos de carreira como médica, tendo como escolha de vida o serviço público, me especializar em gestão, e chegar neste posto. Sempre aceitei, sempre gostei muito e gosto muito de desafios. É gratificante chegar neste posto mais alto e cuidar de mais de três milhões de pessoas. Dediquei a minha vida inteira ao Sistema Único de Saúde e, desde o momento que acordo, é pensando e planejando a execução dos planos da Saúde. E, como mulher, quero fazer diferença na vida das pessoas que acessam o SUS. Ressalto que, sozinha, não seria capaz disso, então tenho o apoio de 35 mil trabalhadores nesta secretaria que é gigante”.

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Secretaria de Justiça: Marcela Passamani

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Advogada e arquiteta, é a primeira mulher a ocupar o cargo de titular da Sejus. Tomou posse pela primeira vez em março de 2020, se licenciou em abril de 2022, para concorrer nas eleições, e retomou o comando da pasta em novembro de 2022. Nasceu em Vitória, no Espírito Santo, e mora há 22 anos na capital federal, onde constituiu família.

“Na atual gestão, a Secretaria de Justiça e Cidadania adquiriu uma base mais centrada nas pessoas, com uma visão mais sensível da sociedade. Como primeira mulher à frente da pasta, posso dizer que, sim, é possível. É importante reconhecer a visão do governador em não apenas indicar, mas garantir às mulheres a mesma oportunidade de ocupar os mais diversos cargos no DF. Na Sejus, essa confiança foi importante e, justamente pelo apoio recebido, consegui estruturar a pasta e fazer algo que é o dever de toda gestora: mudar a vida das pessoas de forma responsável”.

Secretária de Desenvolvimento Social: Ana Paula Marra

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Foto: Divulgação

É advogada, com experiência na área de direito de família e da gestão pública. Desde 2020, atuava como secretária adjunta na Secretaria de Desenvolvimento Social. Assumiu a liderança da pasta em agosto de 2022.

“É uma honra e um grande desafio estar à frente da gestão da Sedes. A participação das mulheres na arena das políticas públicas é extremamente importante para a construção de um ambiente inclusivo e de igualdade de oportunidades. Há muito trabalho a ser feito para alcançar uma plena igualdade de gênero, mas esse passo dado pelo GDF demonstra que o caminho a ser percorrido é o da inclusão e da participação das mulheres nos processos decisórios. Isso significa que o seu conhecimento, experiência e habilidades serão valorizados e poderão contribuir para a construção de políticas públicas mais eficazes e justas. Portanto, devemos nos unir para reforçar essa luta e promover a participação das mulheres nas políticas públicas, pois essa é a única maneira de promover a igualdade de gênero de forma eficaz”.

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Secretária da Mulher: Giselle Ferreira

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

É professora, servidora de carreira da Secretaria de Educação, bacharel em Nutrição e pós-graduada em Política de Representação Parlamentar. Tornou-se titular da Secretaria de Esporte e Lazer em 2020, após ter sido secretária-executiva de Políticas do Esporte. Agora, comanda a pasta da Mulher.

“Nós, mulheres, somos maioria no Distrito Federal, representando 52,2% da população que contribui diariamente para o futuro e o funcionamento da nossa sociedade. O GDF, por meio da Secretaria da Mulher, trabalha na missão de articular ações, serviços e políticas públicas voltadas para este público. Iniciamos a força-tarefa de combate ao feminicídio com o objetivo de prevenir a violência de gênero, por meio do incentivo à denúncia, da correta punição do agressor e da educação de base. Além disso, a pasta também dará continuidade aos projetos e ações já em andamento, voltados ao empreendedorismo feminino e à autonomia econômica das mulheres, outro foco da nova gestão”.

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Secretária de Educação: Hélvia Paranaguá

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Servidora efetiva há 20 anos, assumiu o cargo de secretária da pasta em julho de 2021. Antes, ocupava a função de subsecretária de Formação Continuada dos Profissionais da Educação. Também atuou como subsecretária de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário e de Políticas Sociais Rurais, Abastecimento e Comercialização, na Secretaria de Agricultura. É formada em Gestão Pública, Administração do Turismo em Núcleos, Ensino da Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Língua e Literatura Inglesa.

“A secretaria atende uma comunidade que envolve 475 mil estudantes e mais 60 mil profissionais de educação, com maioria formada por mulheres. Represento 70% das mulheres que estão na Secretaria de Educação e fico muito feliz de poder ser mulher e entender melhor ainda tudo que envolve; o preconceito, o machismo ainda é muito sólido. Isso precisa ser desconstruído e trabalhamos isso em sala de aula para que o aluno tenha um olhar diferenciado em relação à mulher, com cuidado e respeito, porque ela não pode sofrer e ser tratada diferente apenas por ser mulher”.

Secretária de Atendimento à Comunidade: Clara Roriz

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Foto: Divulgação

Antes de assumir como secretária de Atendimento à Comunidade, atuava na pasta como subsecretária de Parcerias e Voluntariado. Também ocupou os cargos de subsecretária interina de Projetos e Eventos de Modalidades Esportivas da Secretaria de Esporte e Lazer, e a presidência da Comissão de Ética e Disciplina dos Conselhos Tutelares. É bacharel em Direito.

“Propósito. Essa é a palavra que resume a minha vida, afinal abrimos mão de muitos momentos pessoais em prol de algo maior. O propósito tem a ver com a essência da nossa alma, que é demonstrada através das nossas atitudes. Sempre fui uma pessoa disposta a ajudar. Quando assumi a Secretaria de Atendimento à Comunidade, entendi que precisava colocar o meu coração na missão de ouvir, intermediar e solucionar demandas da comunidade”.

Procuradora-geral do DF: Ludmila Galvão

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Bacharel em Direito e mestre e doutora em Direito Processual Civil. É pós-graduada pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual e pela Escola Superior da Magistratura do Distrito Federal. Ingressou por concurso público de provas e títulos para o cargo de Procurador do Distrito Federal Categoria II em 1996. Em 1º de janeiro de 2019, assumiu o mais alto cargo da Procuradoria-Geral do Distrito Federal.

Comandante-geral do Corpo de Bombeiros: Mônica de Mesquita Miranda

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Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mônica de Mesquita Miranda ingressou no CBMDF em 1993. Fez cursos como o de Aperfeiçoamento de Oficiais em Administração Corporativa, de Altos Estudos para Oficiais e de Segurança Pública e LGBTQIAP+. É a primeira mulher nomeada comandante-geral na história dos bombeiros. Graduada em psicologia, é casada e mãe de três filhas.

“Como primeira comandante-geral de um Corpo de Bombeiros Militar no Brasil, vejo que a importância da presença de mulheres em altos cargos e posições de destaque no governo é fundamental para uma sociedade democrática e igualitária. Este, ano completo 30 anos de serviço nesta brilhante corporação e vejo que a presença das mulheres em cargos de chefia com poder de decisão é crucial para a igualdade de gênero, representatividade e criação de políticas públicas mais justas e inclusivas. Nós, as primeiras mulheres a ingressar no CBMDF, quebramos paradigmas, enfrentamos preconceitos e abrimos as portas para que as demais bombeiras viessem depois. Ser uma comandante- geral me traz uma cobrança extra: ‘fazer um bom comando para não fechar as portas para outras mulheres’. A história me mostrou que é possível. Não quero comandar para mulheres, nem segregar a corporação, a marca que desejo entregar agora é a valorização da parte humana, focada na melhoria da qualidade de vida dos militares e, consequentemente, dos serviços para a nossa população”.

Jardim Botânico: Aline de Pieri

Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Museu vivo que reúne jardins temáticos, plantas, desenvolvimento de pesquisas e educação ambiental, o Jardim Botânico de Brasília é chefiado por Aline De Pieri, responsável por tocar reformas importantes no local, como a inauguração de um novo restaurante, praça de alimentação e loja de souvenir.

“É motivo de prazer e uma honra participar da equipe de governo tendo como agradável missão liderar o Jardim Botânico de Brasília. Esta imensidão, com área equivalente a 5 mil hectares de cerrado preservado, abriga exuberante diversidade de fauna e flora. Assumi um compromisso com Brasília de cuidar do Cerrado, conservar sua biodiversidade e manter o JBB na categoria ‘A’ entre os três do Brasil. Ser diretora executiva do Jardim Botânico de Brasília e realizar este trabalho em prol do meio ambiente me enche de orgulho e satisfação”.

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Reitora pro tempore da UnDF: Simone Benck

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Simone Benck atua como reitora pro tempore da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), que nasceu nesta gestão e se tornou a primeira universidade distrital da história do DF. Tem currículo extenso, sendo doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp (2014), mestre em Educação pela Universidade de Brasília (2001), tem graduação em Ciências Econômicas pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (1996) e em Matemática pela Universidade Católica de Brasília (2006). É também especialista no Ensino de Filosofia, pela UnB (2002), e tem pós-graduação em Educação a Distância (EaD) pelo Senac. É também professora do quadro efetivo da Secretaria de Educação desde 1994.

“O trabalho me levou a percorrer caminhos repletos de desafios e conquistas. Ser professora edifica o meu espaço de liberdade e realização. Como servidora do GDF, o meu sentimento é de gratidão e responsabilidade ante a trajetória pessoal e profissional que Brasília me proporcionou. Espero que a alegria, a força e a energia feminina impulsionam, com ousadia e sabedoria, a transformação de realidades que uma mulher é capaz de imprimir quando em postos de liderança”.

Diretora executiva da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap): Deuselita Pereira Martins

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Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Deuselita Pereira Martins é delegada de polícia e exerceu o cargo de diretora da Penitenciária Feminina por quase dez anos. Na Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), desenvolve oficinas de trabalho junto às detentas, com o objetivo de remição de pena e ressocialização.

“O desafio diário de dirigir a Funap foi aceito, pois é uma oportunidade de criar meios para reinserir os reeducandos do DF na vida em sociedade. O meu maior objetivo é a valorização destas pessoas através de uma gestão humanizada, com capacitação profissional e formação educacional completa”.

Diretora executiva da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs): Inocência Rocha da Cunha Fernandes

Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Inocência Rocha da Cunha Fernandes é responsável por gerir a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), que é mantenedora de três escolas: Escola de Aperfeiçoamento do SUS (EapSUS), Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e Escola Técnica de Saúde de Brasília (Etesb). Na Fepecs, são ofertados cursos na área de saúde e também ações educativas para profissionais da Secretaria de Saúde.

“Estar à frente da instituição é um orgulho. Como farmacêutica, servidora da Secretaria de Saúde, posso contribuir na formação de médicos e enfermeiros, assim como de técnicos de enfermagem e saúde bucal, além de colaborar com o aperfeiçoamento dos servidores da pasta e da comunidade em geral. Ocupar esse cargo é ser responsável por assuntos de natureza administrativa, patrimonial e financeira, e ter o desafio de gerenciar a formação de pessoal, seja na graduação, pós-graduação lato sensu (especialização e residência) e stricto sensu (mestrado e doutorado), cursos técnicos e aperfeiçoamento de pessoal, bem como investir em pesquisa, extensão e outros na área de saúde”.

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Administradora de Arniqueira: Telma Rufino

Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Ex-parlamentar, Telma Rufino foi a primeira gerente do Setor Habitacional Arniqueira em 2008 e, no final de 2019, retornou para ser a primeira administradora da cidade. Telma presidiu a Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) por quatro mandatos consecutivos e foi procuradora (2015-1016) e vice-procuradora (2017-2018) da Procuradoria Especial da Mulher da CLDF, que tem como objetivo atuar em prol da defesa, da fiscalização e proposição de leis e medidas em defesa do gênero, combatendo a violência doméstica, o preconceito e reduzindo as desigualdades.

“Sinto-me honrada em fazer parte do time das mulheres que conquistaram um espaço de destaque dentro da sociedade, através de muito trabalho, até mesmo contrariando as estatísticas. Foi através de muitas batalhas, à frente das necessidades da comunidade, sempre com o intuito de defender o interesse do coletivo, das famílias que em sua grande maioria também são geridas por outras mulheres. Não foram poucas as vezes em que tive que superar minhas próprias limitações enquanto mãe e provedora. Ser mulher na atual conjuntura é encarar o desafio de conciliar a aparente fragilidade com a necessidade de demonstrar a força singular que, ao meu ver, é uma prerrogativa da mulher, principalmente no contexto político, ainda considerado de domínio masculino, onde atuo, atualmente, como administradora regional, à frente do anseio de 48 mil pessoas”.

Administradora do Gama: Joseane Araújo

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Foto: Renato Alves/Agência Brasília

É bacharel em direito, casada e mãe de um filho. Administradora do Gama, mora na cidade desde 1997. Trabalhou também na Anatel, na Administração Regional de Águas Claras, em diversas secretarias do GDF, na Terracap e na Câmara Legislativa.

“Fico feliz, como mulher, de estar à frente da Administração Regional do Gama, uma cidade tão importante para o DF. Uma cidade grande, com muitos desafios, em que nós estamos realizando vários projetos. Agradeço a parceria do governador Ibaneis Rocha e da governadora em exercício Celina Leão. Mulher significa ser guerreira, significa ao mesmo tempo um olhar carinhoso para a comunidade e para a cidade, e a gente vem fazendo esse trabalho junto à comunidade”.

Administradora do Riacho Fundo II: Ana Maria da Silva

Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

É formada em pedagogia e pós-graduada em gestão pública. Atuou como técnica em enfermagem e agente de saúde e mora no Riacho Fundo II desde 1996. É casada e mãe de três filhos.

“Sou moradora do Riacho Fundo II desde 1997, acompanhei o crescimento desta cidade, onde fui eleita três vezes conselheira tutelar, o que contabilizou 11 anos de atuação na área, sempre engajada em causas sociais, na defesa dos direitos da comunidade. Exercer o segundo mandato do cargo de administradora regional da mesma região administrativa é muito gratificante, me sinto honrada e empoderada por ocupar essa função. Sempre pedi a Deus uma oportunidade de ajudar as pessoas da minha cidade e hoje estou em um lugar onde eu posso ajudar. Me classifico como uma gestora em missão”.

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Fonte: com informações da Agência Brasilia

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Catadoras de materiais recicláveis protagonizam livro que será lançado em Brasília amanhã (20)

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Foto por Magali Moraes – Divulgação
“Mulheres que Reciclam o Futuro” reúne relatos de catadoras de várias regiões do país e será lançado na Câmara dos Deputados
Histórias de mulheres que encontraram na reciclagem uma forma de sustento, acolhimento e transformação social ganham destaque no livro Mulheres que Reciclam o Futuro, que será lançado amanhã (20), em Brasília. A obra reúne relatos de 25 catadoras de diferentes estados brasileiros, com trajetórias marcadas por coragem, superação e trabalho coletivo em torno do cuidado com o meio ambiente e da preservação.
Lançado no mês em que é celebrado o Dia Mundial da Reciclagem, comemorado em 17 de maio, o livro aborda os desafios enfrentados por essas mulheres, que representam 70% da força de trabalho dos cerca de 800 mil trabalhadores do setor no Brasil, segundo o Movimento Nacional de Catadores e Catadoras de Recicláveis (MNCR), reforçando o papel da reciclagem como motor essencial para a economia e o meio ambiente. Realizada pela Rede Educare, com patrocínio da Novelis via Lei de Incentivo à Cultura, a obra poderá ser baixada gratuitamente no site www.redeeducare.com.br ou adquirida em versão física.

A Novelis, líder mundial em laminação e reciclagem de alumínio, mantém, no Brasil, uma operação que conecta a indústria recicladora dos elos iniciais da cadeia de reciclagem, valorizando e reconhecendo a atuação de cooperativas, catadores e catadoras. “As histórias apresentadas mostram que a reciclagem vai muito além do material, ela transforma vidas. Para a Novelis, é um orgulho apoiar uma iniciativa que reconhece as catadoras como agentes essenciais da preservação ambiental e da criação de um presente e futuro mais sustentável. Juntas, ao lado de mais 800 mil pessoas, elas impulsionam a economia circular no país e transformam resíduos em oportunidade, renda e dignidade”, afirma Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis América do Sul.

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A escritora Viviane Mansi dá voz às histórias das catadoras brasileiras a partir de uma escuta cuidadosa e de uma escrita sensível, que desconstrói visões simplificadas e estigmatizadas sobre a realidade dessas mulheres, evidenciando que muitas delas foram levadas ao trabalho com resíduos por contextos de vulnerabilidade e encontram nesses espaços fonte de renda, acolhimento e pertencimento. A obra também se expressa na linguagem fotográfica de Magali Moraes, que amplia e aprofunda essas narrativas.

“Muitas vezes, a gente está distante dessa realidade e tem menos empatia simplesmente por não conhecer. O livro tenta fazer essa conexão entre o que se imagina e o que é real, para provocar um olhar mais cuidadoso e empático sobre essas mulheres que, em sua maioria, estão nesse trabalho e, ainda assim, seguem fazendo o melhor que podem com o que têm. É sobre elas e, especialmente, sobre o impacto que a gente gera no mundo e na vida das pessoas ao nosso redor”, afirma a escritora.

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“A reciclagem no Brasil tem rosto de mulher. São elas que, no cotidiano invisível, estruturam a base real da sustentabilidade no país, muito antes de qualquer política pública reconhecer”, destaca a CEO da Rede Educare, Kátia Rocha

Sete filhos criados a partir da reciclagem –  Uma das histórias do livro é a de Aparecida Ferreira de Maria, de Brasília. Filha de catadores, ao enfrentar a maternidade precoce, aos 18 anos, encontrou na catação uma alternativa viável de renda. Hoje, aos 41 anos, e com sete filhos criados com a reciclagem, atua na defesa da valorização dos catadores. “Aqui a gente conversa muito, cada uma conta a sua história, e eu vejo que são mulheres muito guerreiras. Elas chegam com histórias parecidas, de dificuldade, e encontram acolhimento. É um lugar onde a gente se escuta, se apoia e vai seguindo em frente”, destaca.

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Já Dulce Vale, de Goiânia, iniciou na reciclagem aos 40 anos, após perder o emprego como secretária e precisar reorganizar a vida como mãe solo e chefe de família. Atualmente, é presidente da Central e Forte e é uma das principais lideranças do movimento no país. “Quando você é mulher, já existem muitas barreiras para conseguir um trabalho. Aqui na cooperativa, a gente consegue conciliar, conversar, se apoiar. Por isso tem tantas mulheres. Aqui a gente encontra oportunidade e consegue seguir trabalhando, mesmo com as dificuldades do dia a dia”, afirma.

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De acordo com o Anuário da Reciclagem 2024, são mais de 3 mil organizações de catadores mapeadas no país, reunindo mais de 70 mil trabalhadores formalizados em cooperativas. Esse número, no entanto, representa apenas uma parcela da categoria estimada pelo MNCR. Cerca de 800 mil pessoas vivem da atividade no Brasil. Juntos, esses trabalhadores são responsáveis por impulsionar a recuperação de materiais e fortalecer a cadeia da reciclagem no país.

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