Politica
“Uma hora você se encontra com a maldade”, diz Daniela Carneiro
(crédito: Pedro França/Agência Senado)
A ministra do Turismo publicou vídeo nas suas redes sociais, neste sábado (24/6), alertando contra pessoas “tóxicas, ingratas, negativas”
A ministra do Turismo, Daniela Carneiro, postou, neste sábado (24/6), em suas redes sociais um vídeo no qual cita que “uma hora ou outra você se encontra com a maldade” e que, apesar disso, “não significa que você precisa cair”. A ministra corre forte risco de perder o cargo por pressão do União Brasil, seu próprio partido, com o qual está em litígio para deixá-lo sem perder o mandato de deputada federal.
“Não tem jeito. Uma hora ou outra você se encontra com a maldade. Pessoas tóxicas, ingratas, negativas. Alguns vão se disfarçar de bondosos. Cuidado. Às vezes, o mal se veste de bem para ser mais mal ainda. Porém, isso não significa que você precisa cair“, disse Daniela no vídeo, compartilhado em suas redes como uma “reflexão especial”.
“Mesmo que, hoje, você enfrente uma tempestade, acredite: você não vai afundar se não deixar que o que vem de fora inunde todo o bem que está em seu interior. O navio não afunda por causa da água que está em volta, ele afunda por causa da água que entra”, afirmou ainda a chefe do Turismo. “Não permita que o que está acontecendo ao seu redor invada seu interior e te afunde”, completou.
A saída de Daniela do cargo já é dada como certa por integrantes do Planalto. O ministério deve ser ocupado pelo deputado federal Celso Sabino (União-PA). A expectativa é de que a mudança ministerial seja oficializada nesta semana, após retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da viagem à Europa.
Fonte: Correio Brasiliense
Politica
Mulheres lideram consumo de livros no Brasil e redefinem o mercado editorial
Com 62% das compras realizadas por mulheres em 2025, leitoras influenciam tiragens, temas e ampliam espaço de autoras nas prateleiras
As mulheres não apenas leem mais no Brasil, elas sustentam o mercado editorial. Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024, do Instituto Pró-Livro, mostram que 49% das mulheres se declaram leitoras, contra 44% dos homens. Já o levantamento Panorama do Consumo de Livros 2025, da Nielsen BookData, aponta que, no último ano, 62% das pessoas que compraram livros no país foram mulheres.
O impacto vai além das livrarias, e são elas que, majoritariamente, incentivam o hábito de leitura dentro de casa, indicam títulos em clubes e nas redes sociais e impulsionam tendências que rapidamente chegam às listas de mais vendidos.
O reflexo aparece nas prateleiras, editoras têm ampliado a publicação de autoras, investido em gêneros com forte apelo feminino, como romantasia e ficção contemporânea, e aberto espaço para temas que antes circulavam à margem, como menopausa, maternidade real, carreira, saúde mental e autonomia financeira.
“O protagonismo feminino no consumo de livros do Brasil revela muito mais do que uma tendência de mercado, aponta para uma mudança estrutural no cenário editorial”, afirma a escritora e produtora cultural brasiliense Lella Malta.
Segundo ela, o movimento vai muito além da compra de um livro. “Mais do que consumidoras, somos criadoras de conteúdo, mediadoras e articuladoras culturais. Buscamos narrativas plurais, representatividade, aprofundamento emocional e diversidade de vozes. Isso impulsiona o surgimento de novos selos, clubes de leitura, eventos literários e projetos independentes liderados por mulheres”.
Para além da leitura, cresce também a busca por profissionalização da escrita e dos serviços editoriais. Lella coordena dois projetos voltados à inserção feminina no setor. O Escreva, Garota! funciona como comunidade de formação para mulheres que desejam escrever e publicar. Já o Elas Publicam é um encontro voltado a profissionais que atuam em diferentes etapas da produção editorial, de revisoras a editoras, de ilustradoras e agentes literárias.
“Já comandamos o consumo, agora precisamos ocupar de vez as prateleiras das livrarias e os espaços de decisão na cadeia produtiva do livro”, diz.
Com mulheres influenciando o que se lê, o que se publica e o que se vende, o mercado editorial brasileiro passa por uma mudança silenciosa e estrutural. Quem compra define prioridades. Hoje, são elas que estão no centro dessa transformação.
Elas indicam
Onde ler mais mulheres:
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Amora Livros – Clube de assinatura de livros escritos por mulheres (Instagram: @amoralivros_brasil)
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Leia Mulheres – Clube de leitura (Instagram: @_leiamulheres)
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Leituras Decoloniais – Clube de leitura como prática decolonial (Instagram: @leiturasdecoloniais)
Onde se profissionalizar, fazer networking e obter apoio para iniciar uma carreira literária:
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Escreva, Garota! – Grupo de apoio, engajamento e capacitação continuada para mulheres que escrevem (Instagram: @escrevagarota )
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Elas Publicam – Encontro de mulheres do mercado editorial e canal de notícias do mercado do livro brasileiro (Instagram: @elaspublicam )
Analu Leite (BA), autora de Verdades de Papel (Editora Urutau) indica a obra Solitária, de Eliana Alvez Cruz (Companhia das Letras).
Adriana Moro (PR), autora de Não me chame de mãe (Editora Urutau) indica a obra Boca do Mundo, de Dia Bárbara Nobre (Companhia das Letras).
Caroline Ferreira (SP), autora de Chuva: poemas imprevistos e precipitados (Editora Viseu) indica a obra O Abate, de Vanessa Strelow (Oito e Meio).

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PREZZ COMUNICAÇÃO 61 98251-9821 61 99514-5393 |
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