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Semana Nacional de Trânsito leva atrações ao Parque da Cidade

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O evento da Semana Nacional de Trânsito continua neste domingo (24), a partir das 9h

Em parceria com o Detran, forças de segurança unem educação com diversão, música, peças, kart e exposição de viaturas. O evento vai até este domingo (24)

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) está com diversas ações para a Semana Nacional de Trânsito. A movimentação começou na quinta-feira (21) e vai até este domingo (24). Neste sábado (23), um evento educativo está sendo promovido no Estacionamento 11 do Parque da Cidade, com a participação de diversos órgãos do GDF.

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No local, as forças de segurança, instituições públicas e privadas exibem viaturas, estandes educativos, bonecos, apresentações artísticas, circuito de palestras de rua e outras atividades abordando o tema No trânsito, escolha a vida, selecionado este ano pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Instituída em 1997, a Semana Nacional do Trânsito é realizada para conscientizar pedestres, condutores, motoristas e ciclistas sobre a importância e responsabilidade no trânsito. O evento deste sábado (23) conta com espetáculos teatrais da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e do Detran, contação de histórias, mímicos e repentistas, além de um simulador na tenda do Detran.

“Tivemos várias ações durante toda a semana em pontos estratégicos do Distrito Federal, mas no evento no Parque da Cidade conseguimos fortalecer a Semana Nacional de Trânsito com as demais forças de segurança de trânsito e mostrar a importância da educação, da engenharia, da fiscalização e da segurança para formar cidadãos mais conscientes no trânsito”, destacou o diretor-geral do Detran-DF, Takane Nascimento.

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A servidora pública Maria Eduarda Bello foi uma das primeiras a chegar no evento, do qual ficou sabendo pelo Instagram.

Com seu filho de três anos, ela passou por todas as tendas e brincou com o pequeno no sinal de esperar e atravessar.

Segundo a mãe, a atração preferida de ambos são as viaturas, em especial o helicóptero da polícia, onde é possível entrar e tirar fotos até as 17h.

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“Trouxe meu filho e desde pequenininho a gente ensina sobre o respeito no trânsito e o quanto isso faz parte da cidadania. Essas ações do governo são super importantes. Agora está super agradável, apesar do sol, tem bastante sombra. É bem legal pras crianças, estou gostando bastante. Todos são muito solícitos, então está valendo muito a pena”, comentou Maria Eduarda.

Em parceria com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), o evento conta com um carro de distribuição de água, além de pontos de hidratação e distribuição de picolés na tenda da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF). Materiais e brindes educativos também são entregues à população e, para os participantes do evento, a camiseta da Semana Nacional de Trânsito 2023.

Aprendendo de forma lúdica

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De acordo com o chefe do Núcleo de Campanhas Educativas do Detran, Miguel Videl, o maior objetivo é passar a informação de forma lúdica e mostrar que o trânsito não é feito só pelo Detran, PMDF, Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e demais entidades, mas por toda população.

“Nós acreditamos que a educação é a melhor direção e juntos podemos fazer um trânsito mais seguro. Quando eu resolvo atravessar uma faixa de pedestre olhando para os lados e fazendo o sinal de vida, dirigir, andar de bicicleta ou pilotar minha moto com responsabilidade, eu estou escolhendo a vida”, ressaltou Videl.

O engenheiro agrônomo Jales Falcão levou seus dois filhos ao evento e destacou as partes mais interessantes, entre elas a tenda de distribuição de livros, com obras feitas por uma servidora do Detran. “Conhecemos a própria autora. Foi um privilégio saber que produziram uma obra tão legal assim. E como eles [os meninos] gostam muito de ler, ficaram super felizes de receber esse brinde, inclusive com assinatura e dedicatória da autora, foi bem legal”, ressaltou o pai.

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Ele acrescentou a importância da ação de conscientização para as famílias, como o uso do cinto de segurança, por exemplo. “É muito importante desde de cedo as crianças terem ciência da educação no trânsito e ajuda muito complementar isso no dia a dia. Está sendo bem bacana, tem várias tendas de várias instituições que passam muitas informações relevantes, tanto no trânsito quanto em outras áreas”, relatou.

Os livros Transitando consciente todo mundo fica contente e Autismo: com um novo olhar é possível amar são de autoria da servidora do Detran Aline Campos. O primeiro foi lançado no ano passado, durante a 36ª edição da Feira do Livro de Brasília, enquanto o segundo foi este ano.

Segundo a autora, as obras infantis são para conscientizar a população sobre o trânsito e o autismo, no segundo livro mostrando a independência, a autonomia, as potencialidades que a pessoa com autismo tem, não focando apenas nas limitações.

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“Como servidora do órgão e escritora infantil, é muito gratificante. Ao levar o trabalho de educação de trânsito, o objetivo é sempre construir um cidadão consciente. E a partir da literatura infantil, que tem toda essa ludicidade, facilita o entendimento das crianças e a retenção de conhecimento”, observou Aline.

O departamento também desenvolve o programa Detran nas Escolas, que leva a educação de trânsito por meio da literatura infantil. A distribuição dos livros é feita nas escolas, gratuitamente. Basta que as instituições enviem um e-mail para direduc@detran.df.gov.br solicitando a visita do Detran.

O evento da Semana Nacional de Trânsito continua neste domingo (24), com um passeio ciclístico, a partir das 9h. Com mais de 500 inscritos até o momento, a expectativa é que o Parque da Cidade receba mais de mil ciclistas.​

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Com informações da Agência Brasília

Fonte: Jornal de Brasilia

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FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame

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Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora  de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).

Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.

É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.

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A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.

Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.

Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.

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Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.

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Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.

O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.

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Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.

Agora, os custos serão repartidos entre todos.

Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.

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Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.

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A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.

Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.

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O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.

Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.

Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.

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Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister. 

Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029

Fotos – Divulgação

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