Politica
GDF promove dia de lazer e antecipa comemorações do Dia das Crianças
O governador Ibaneis Rocha (MDB-DF), acompanhou o passeio. (Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília).
Foram doados brinquedos para crianças em situação de vulnerabilidade que tiveram ainda interações com animais da Fazendinha Azul, no Park Way
Diversas crianças foram atendidas por entidades socioassistenciais e tiveram um dia de lazer com contato com animais e brinquedos nesta sexta-feira (6), na Fazendinha Azul, no Park Way. A ação é parte da campanha Vem Brincar Comigo, do Governo do Distrito Federal (GDF).
A entrega dos brinquedos foi uma antecipação do Dia das Crianças e um reforço à campanha, que segue ativa até a próxima terça (10). A iniciativa é coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais, ligada ao gabinete da primeira-dama Mayara Noronha Rocha.
“Tenho certeza que isso ajuda muito na criação dessas crianças, que têm a oportunidade de conviver em um ambiente tão gostoso como esse, vendo animais e tendo essas brincadeiras”, declarou o governador Ibaneis Rocha (MDB-DF), que acompanhou o passeio.
“O foco maior é levar a esperança para as nossas crianças, estimular as potencialidades delas enquanto crianças por meio do desenvolvimento cognitivo emocional, interação interpessoal, diagnóstico de patologias, proximidade entre a família. No ato de brincar, você aproxima uma família inteira”, declarou.
Crianças se divertiram e puderam interagir diretamente com os animais do local. (Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília).
Atendidos pela Instituição Viva a Vida Kardec, do Recanto das Emas, os pequenos Yasmin Silva, de 9 anos, e Enzo do Vale, 8, aprovaram o passeio até a Fazendinha. “Gostei muito dos animais, eles são muito divertidos. Achei legal esse espaço e as brincadeiras”, disse Yasmin. Enzo, por sua vez, destacou os parquinhos e brinquedos e a possibilidade de interação com os animais como o auge das brincadeiras.
De acordo com o GDF, todas as doações arrecadadas pelo governo serão destinadas a crianças em situação de vulnerabilidade. O gesto é uma forma de fortalecer a comunidade e garantir que milhares de crianças tenham a oportunidade de sorrir e brincar.
Para participar, basta doar brinquedos usados em perfeito estado de funcionamento ou novos em algum dos seguintes pontos: Palácio do Buriti, órgãos do GDF, administrações regionais e os batalhões da Polícia Militar (PMDF) e do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF).
É recomendado que os itens usados sejam higienizados com álcool 70% e colocados em um saco plástico transparente. Já os brinquedos novos podem ser doados em seus próprios pacotes.
Fonte: Diário do Poder
Politica
O tempo da vítima e a justiça: ampliação do prazo para denúncia de violência doméstica reforça proteção às mulheres
Amaury Andrade, advogado criminalista, analisa a Lei nº 15.438/2026, que amplia o prazo para representação em casos de violência doméstica e busca adequar o sistema penal à realidade das vítimas
A sanção da Lei nº 15.438/2026 ampliou de seis para doze meses o prazo para que vítimas de violência doméstica possam apresentar representação criminal contra o agressor, alterando também o marco inicial da contagem para o momento em que a vítima identifica a autoria do crime.
A mudança é vista como um avanço no enfrentamento à violência de gênero ao reconhecer que a denúncia nem sempre ocorre de forma imediata, especialmente em contextos marcados por dependência emocional, financeira e vínculos com o agressor.
Segundo o advogado criminalista Amaury Andrade, a legislação corrige uma distorção histórica do sistema penal
“A vítima nem sempre consegue denunciar de imediato. Muitas estão presas em ciclos de medo, dependência e tentativa de reconciliação”, afirma.
Dados do Ministério das Mulheres mostram a dimensão do problema: em 2025, o Ligue 180 registrou mais de 155 mil denúncias de violência contra mulheres, com cerca de 70% dos casos ocorrendo dentro do ambiente doméstico. O país também registrou aproximadamente 1.568 casos de feminicídio no mesmo período.
Para o especialista, o novo prazo reforça a ideia de que o tempo da vítima não é o mesmo do processo penal.
“Muitas mulheres só conseguem buscar ajuda depois de apoio psicológico ou acolhimento familiar. O sistema precisa considerar essa realidade”, diz Amaury.
A nova lei não altera garantias do acusado nem o devido processo legal, segundo o especialista, mas apenas amplia o prazo para exercício do direito de representação.
“O Estado não está enfraquecendo o sistema penal, está tornando-o mais compatível com a realidade da violência doméstica”, concluiu.
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