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Estelionatário sentimental deu prejuízo de R$ 500 mil a mulheres no DF

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Cantor sertanejo Wagner Luno, de 42 anos, foi preso por estelionato sentimental principalmente contra mães solo, entre 30 e 45 anos, que contraíram financiamentos e compraram bens para uso do golpista

Wagner Luno aplicava golpes sentimentais em troca de dinheiro -  (crédito: Reprodução - Redes sociais)
Wagner Luno aplicava golpes sentimentais em troca de dinheiro – (crédito: Reprodução – Redes sociais)
O cantor sertanejo Wagner Santos de Oliveira, conhecido como Wagner Luno, de 42 anos, que tinha mulheres com estabilidade econômica e emocionalmente fragilizadas como alvo para cometer fraudes, foi preso por crime de estelionato sentimental na manhã desta sexta-feira (15/12). As vítimas tinham entre 30 e 45 anos e boa parte era de mães solo. O homem foi preso pela Operação Eros, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), e a equipe da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) cumpriu um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão em Águas Claras. A todo, 26 mulheres sofreram o golpe.

Os dois mandados foram expedidos pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Samambaia. No início das investigações, os policiais civis confirmaram diversas ocorrências em que o suspeito praticava estelionato sentimental. A busca era por vítimas que tinham condições de oferecer  a ele algum benefício econômico.

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Perfis na internet para atrair vítimas

Na maioria dos casos, o investigado procurava mães solo com estabilidade financeira, vindas de outros estados do país e que tivessem chegado ao DF há poucos meses. Para aplicar o golpe, o criminoso criava vários perfis nas redes sociais e aplicativos de paquera ou encontros. Em seguida, identificava os alvos e, após uma conversa, pedia o número de celular das vítimas.

Com base no relacionamento e confiança adquirida com as mulheres, o suspeito as enganava com promessas de amor. A investigação começou com cinco vítimas que teriam sido ludibriadas por ele. Envolvidas emocionalmente, as mulheres emprestavam dinheiro, contraíam financiamentos e adquiriam bens para uso exclusivo do golpista.

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Nos primeiros encontros, o autor começava a pedir empréstimos financeiros ou se apropriava de bens das vítimas, com a promessa de que iria devolver o dinheiro depois. Ele alegava para as mulheres que teria um valor a receber, em suposto acerto trabalhista, da venda de algum imóvel ou de lucro com a empresa que abriria em breve.

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Após ser cobrado pelas vítimas para quitar a dívida ou até mesmo sem nenhuma cobrança, o homem ficava agressivo, ameaçava e ofendia moralmente como forma de intimidá-las para que não registrassem boletim de ocorrência. Em seguida, ele criava novos perfis nas redes sociais para alcançar mais vítimas.

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No Distrito Federal, operações do Governo do Brasil prendem 448 suspeitos de crimes contra mulheres e reforçam ações do Pacto contra o Feminicídio

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Operações Mulher Segura e Alerta Lilás mobilizaram forças de segurança federais e estaduais entre fevereiro e março, resultando em prisões em flagrante e cumprimento de mandados contra agressores em todo o país

 

Durante 15 dias, a operação Mulher Segura mobilizou 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, em 2.050 municípios brasileiros. Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do Sul
No Distrito Federal, 448 pessoas foram presas durante operações coordenadas pelo Governo do Brasil nas últimas semanas para combater a violência contra mulheres e meninas. As detenções ocorreram no âmbito da Operação Mulher Segura, em parceria com as Secretarias de Segurança Pública estaduais, e da Operação Alerta Lilás II, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
No DF, 439 pessoas foram presas na Operação Mulher Segura, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março. Já a Operação Alerta Lilás, conduzida pela PRF entre 9 de fevereiro e 5 de março, resultou em 9 prisões em cumprimento de mandados relacionados a crimes de violência contra mulheres.
As duas iniciativas fazem parte das ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, que articula Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar a prevenção da violência, fortalecer a proteção às vítimas e garantir a responsabilização de agressores.
NACIONAL – Em todo o país, as duas operações coordenadas pelo Governo do Brasil resultaram na prisão de 5.238 suspeitos de crimes relacionados à violência de gênero. Na Operação Mulher Segura, foram registradas 4.936 prisões, sendo 3.199 em flagrante e 1.737 em cumprimento de mandados de prisão. Na Alerta Lilás, foram presas 302 em flagrante ou com mandados de prisão relacionados a crimes de violência contra mulheres.
MILHARES DE AGENTES – Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Operação Mulher Segura contou com a participação das forças de segurança de 26 unidades da Federação, com exceção do Paraná, que já realizava operação semelhante no mesmo período.
Durante 15 dias, a operação mobilizou 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, em 2.050 municípios brasileiros. Foram realizadas 42.339 diligências, com 18.002 medidas protetivas de urgência acompanhadas e 24.337 vítimas atendidas.
No campo da prevenção, foram promovidas 1.802 campanhas de conscientização, que alcançaram 2,2 milhões de pessoas, reforçando ações educativas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. Para ampliar a capacidade operacional dos estados, o Ministério da Justiça destinou cerca de R$ 2,6 milhões para pagamento de diárias de policiais, ampliando o efetivo empregado nas ações. A operação integra o Projeto VIPS – Vulnerabilizados Institucionalmente Protegidos e Seguros, iniciativa estratégica voltada à proteção de grupos vulnerabilizados.
MAIOR DA HISTÓRIA – Paralelamente à mobilização nos estados, a Polícia Rodoviária Federal realizou a Operação Alerta Lilás, considerada a maior ação da história da instituição voltada à proteção de mulheres.
Entre 9 de fevereiro e 5 de março, a PRF intensificou ações de inteligência e fiscalização para localizar e prender agressores procurados pela Justiça nas 27 unidades da Federação. O resultado foi a prisão de 302 pessoas em flagrante ou em cumprimento de mandados relacionados a crimes de violência contra mulheres, reforçando o enfrentamento qualificado à violência de gênero em âmbito nacional.
Do total das ocorrências, 119 (39,4%) contaram com participação da atividade de inteligência da PRF. As demais 183 prisões (60,6%) decorreram de flagrantes realizados pelo efetivo operacional.
PLANO DE TRABALHO – As operações Mulher Segura e Alerta Lilás II integram o plano de trabalho apresentado na última quarta-feira (4) pelo Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. O plano tem a finalidade de organizar, integrar e consolidar as ações prioritárias, previstas no compromisso firmado em 4 de fevereiro de 2026 pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para o enfrentamento ao feminicídio.
Entre as medidas previstas está a realização de mutirões nacionais para cumprimento de mandados de prisão de agressores, além do fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às vítimas.
O plano também prevê ações para acelerar a concessão e o monitoramento de medidas protetivas de urgência, ampliar a integração entre órgãos de segurança e justiça e promover iniciativas educativas voltadas à prevenção da violência de gênero.
Também estão previstas a criação de um Centro Integrado Mulher Segura para monitoramento de dados, a implantação de unidades móveis de atendimento a mulheres em situação de violência e a ampliação da rede de acolhimento.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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