Saúde
Vida saudável: Kangoo Jump pode queimar até 1.200 calorias por treino
O Kangoo Jump pode queimar até 1.200 calorias por treino. – (crédito: Cortesia)
O Correio foi até o Taguaparque, em Taguatinga, para acompanhar uma aula coletiva. O exercício de baixo impacto e alta queima calórica é recomendado para todas as idades.
O Kangoo Jump é uma excelente escolha para as pessoas que estão buscando exercícios de baixo impacto e alta queima calórica. A atividade aeróbica pode queimar até 1.200 calorias por treino e é recomendada para todas as idades. Além do alto gasto calórico, o esporte proporciona bem-estar, melhora o condicionamento cardiovascular, prevenção de lesões e emagrecimento saudável. O Correio foi até o Taguaparque, em Taguatinga, acompanhar uma aula coletiva e conhecer os benefícios da prática esportiva.
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A professora de Educação Física, Larissa Ramos de Souza, ministra aulas de Kangoo há quase 10 anos e revelou que além dos benefícios na balança, os exercícios melhoram a resistência dos músculos. “A gente dança, pula, se diverte e ainda consegue queimar calorias. Além disso, vale falar sobre o ganho de resistência muscular. Melhora significativamente. Para você ter uma noção, 30 minutos de aula equivalem a uma drenagem linfática”.

Sobre a bota
As botas do Kangoo se assemelham às dos patins e são fáceis de vestir. Cada uma delas têm aproximadamente 2 kg e contam uma forte estrutura de arcos que conseguem absorver de 80% a 85% do impacto. Elas foram desenvolvidas inicialmente para reabilitação de corredores, mas acabaram se popularizando no universo das academias. Chegaram no Brasil em 2008. Somente professores formados em educação física podem ministrar a atividade.
1. Melhoria Cardiovascular: O exercício ajuda a fortalecer o sistema cardiovascular, promovendo um coração mais saudável.
2. Baixo Impacto nas Articulações: A absorção de impacto pelas botas elásticas reduz o estresse nas articulações, tornando-o uma opção mais suave em comparação a atividades de alto impacto.
3. Fortalecimento Muscular: Aumenta a força e tonifica os músculos, especialmente nas pernas, glúteos e abdômen.
4. Melhoria da Postura e Equilíbrio: O Kangoo Jump exige estabilidade, contribuindo para uma postura melhor e equilíbrio aprimorado.
5. Queima Calórica: Ajuda na queima eficiente de calorias, auxiliando em programas de perda de peso e manutenção.
6. Estímulo ao Sistema Linfático: O movimento de salto pode promover a circulação linfática, auxiliando na eliminação de toxinas.
7. Diversão e Motivação: A natureza lúdica do Kangoo Jump torna o exercício mais divertido e motivador, o que pode aumentar a adesão ao treinamento físico.

Efeito positivo
A estudante Natália Gonçalves Batista disse que se identificou muito com o Kangoo. “Hoje é a minha mais nova paixão. Quando estou praticando esse exercício libero todas as energias, todo o meu estresse e coloco meus pensamentos em ordem. Mudou tudo na minha vida. Mudou a minha qualidade de sono, o meu humor e até a atenção no dia a dia. Sem falar do contato com as outras meninas. Um momento só nosso e de liberdade. É onde a gente dança e extravasa. É uma sensação muito boa”.
Aulas coletivas
As aulas coletivas no Taguaparque ocorrem sempre aos domingos, às 9h. Mais informações podem ser obtidas diretamente com a professora Larissa através do instagram.
Fonte: Correio Brasiliense
Saúde
Apoio psicológico ajuda famílias a enfrentar momentos difíceis durante a internação
No Hospital Regional de Santa Maria, profissionais oferecem escuta, orientação e acolhimento aos familiares, inclusive nos momentos delicados de despedida
Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia
Receber a notícia de que alguém da família está internado em estado grave pode mudar a rotina e abalar emocionalmente todos ao redor. Medo, angústia, insegurança e a dificuldade de lidar com a possibilidade da perda fazem parte de uma experiência delicada. Nesse cenário, o apoio psicológico ajuda familiares a compreender o que está acontecendo, lidar com as emoções e encontrar formas de enfrentar cada etapa do processo.
Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse cuidado começa ainda durante a internação. Os psicólogos acompanham pacientes e familiares, oferecendo suporte diante das incertezas do tratamento e, quando necessário, preparando os parentes para uma possível despedida.
O psicólogo da UTI do HRSM, Filipe Casati, explica que uma das primeiras iniciativas é preparar os familiares para o contato com o ambiente intensivo.
“Antes da visita ao leito, apresentamos o setor e explicamos a finalidade dos equipamentos utilizados no tratamento, como monitores de sinais vitais, aparelhos de ventilação mecânica e bombas de infusão, com o intuito de reduzir o impacto visual e sensorial”, explica.
Os profissionais também acompanham os familiares durante os boletins médicos, facilitando a comunicação com a equipe assistencial. O objetivo é ajudar a esclarecer dúvidas, compreender as informações técnicas e acolher as reações emocionais diante do quadro clínico.
Segundo Filipe, o agravamento do estado de saúde pode provocar diferentes reações emocionais, como choque, negação, culpa e sensação de desamparo.
“Utilizamos recursos terapêuticos e técnicas de manejo de crise, como a validação emocional, que consiste em reconhecer as emoções dos familiares e mostrar que suas reações são compreensíveis diante da situação”, destaca.
Quando o paciente não resiste, o acompanhamento não termina necessariamente com o falecimento. Na UTI do HRSM, a equipe mantém uma iniciativa de apoio às famílias enlutadas: o envio de cartas de condolências.
Após um período, os profissionais entram em contato com a rede de apoio do paciente para expressar solidariedade e reconhecer a presença dos entes queridos durante a internação.
“São gestos que ajudam a reconhecer que aquelas pessoas não são esquecidas pela equipe”, conta Filipe.
Uma despedida que veio de longe
Entre as experiências que marcaram sua atuação na UTI, Filipe relembra a história de um paciente internado em estado muito grave. Diante da possibilidade de morte nas horas seguintes, a equipe entrou em contato com a única filha que morava em Brasília. Os demais parentes viviam na Bahia.
Durante uma videochamada, os familiares quiseram saber se haveria tempo para viajar até a capital federal e se despedir. Sem poder prever a evolução do quadro, os profissionais explicaram a situação com transparência. Mesmo diante da incerteza, cerca de 11 parentes decidiram enfrentar a viagem de carro.
Sensibilizada com a situação, a equipe organizou uma visita em horário excepcional para que todos pudessem encontrar o paciente ainda com vida.
“Conseguimos organizar a entrada de todos na UTI e foi possível que realizassem aquele último ritual de despedida”, recorda Filipe.
*Com informações do IgesDF
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