Moda
Moda: marcas já usam IA Generativa para definir e distribuir coleções
Do processo criativo às vendas, tecnologia avançada contribui com uma receita extra de até US$ 275 bilhões para os segmentos de vestuário e luxo
Relatório da McKinsey mostrou que 74% dos executivos de moda afirmam que a IA será prioridade neste ano (Crédito:Divulgação)
Muitos imaginam o futuro da moda como o closet virtual da Cher, protagonista do filme As Patricinhas de Beverly Hills (1995). E, de certa forma, não estão errados. Embora a combinação entre dados e tecnologia no mercado da moda não seja uma novidade — marcas como Shein e Zara já a utilizam há tempos para o desenvolvimento de produtos —, agora com a Inteligência Artificial o que era visto apenas nos filmes se tornou ainda mais real.
Maya Mattiazzo, especialista em moda e negócios digitais e professora da ESPM, afirmou que “a IA generativa chegou para revolucionar todo o ecossistema da indústria, desde a parte criativa até o atendimento ao consumidor”. Segundo estimativas da consultoria McKinsey, em até cinco anos a tecnologia pode contribuir com US$ 275 bilhões para lucros operacionais dos setores de vestuário, moda e luxo.
De olho nesse avanço, a Renner começou a estruturar sua base de dados para gerar insights ainda em 2005, criando efetivamente a diretoria de dados e analytics em 2020. No último ano, a empresa investiu R$ 800 milhões no centro de distribuição de Cabreúva (SP), 100% automatizado com 312 robôs, treinados por Inteligência Artificial e responsáveis por selecionar mercadorias e controlar estoques.
Segundo Leila Martins, diretora de dados da Renner, o empreendimento faz parte do plano de incorporar IA em todas as etapas. “Diante da diversidade de produtos, a implementação da tecnologia na distribuição é importante para alcançar uma operação inteligente, desde o armazenamento até as entregas.”
Maya Mattiazzo, professora do hub de luxo e moda da ESPM, afirmou que a aplicação feita na varejista é exemplo da multifuncionalidade da tecnologia, que vai além do processo criativo e atendimento ao cliente — formas mais populares de uso da IA no segmento.
“Inteligência Artificial pode fazer parte de todo o processo de uma marca, como uma tecnologia acessível para a rastreabilidade do produto, da matéria-prima, garantindo sustentabilidade”, disse a especialista.
Segundo a diretora da Renner, de fato o emprego do recurso gerou reflexos positivos em diversas etapas do processo, desde maior assertividade no lançamento de coleções a melhorias no gerenciamento da produção. A companhia utiliza ferramentas que auxiliam no monitoramento das tendências de consumo, distribuição dos itens de acordo com a demanda e a especificidade de cada loja e reposição de estoque, além oferecer uma boa experiência de compra no ambiente físico e digital, e até no pós-venda. “É uma jornada que não tem volta”, disse Leila Martins.
A Renner é apenas uma das muitas empresas do ramo a fazer esse movimento. O relatório The State of Fashion 2024, publicado pela McKinsey, mostrou que 74% dos executivos de moda afirmam que a IA será uma prioridade neste ano.
Para Maya Mattiazzo, a eficiência operacional e uma experiência de compra mais imersiva são fatores que levam as marcas a investir na tecnologia. Mas ponderou que é necessário estar atento aos desafios. “Na hora de embarcar a tecnologia, as empresas, principalmente aquelas nascidas fora do digital, devem ser estratégicas na comunicação e geração de valor da IA para diferentes públicos, além dos direitos autorais do processo criativo”, disse.

“A IA generativa pode revolucionar todo o ecossistema da indústria da moda, desde a parte criativa até o atendimento.”
Maya Mattiazzo, especialista em moda e negócios digitais e professora da ESPM
E-COMMERCE
As compras on-line estão cada vez mais presentes nos hábitos de consumo, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o segmento faturou R$ 185,7 bilhões em 2023, com 395 milhões de pedidos.
Com isso, encontrar a peça de roupa com caimento perfeito no digital é um dilema que a IA tenta solucionar.
A Front Row, fashiontech criadora de um e-commerce de luxo com itens novos e seminovos, lançou um novo site com IA e realidade aumentada para a visualização das peças em manequins virtuais e também diretamente no próprio corpo.
Lilian Marques, fundadora e CEO da marca, estima crescimento de 25% no faturamento do segundo semestre depois do lançamento da ferramenta. Diferentemente do filme, no qual o closet virtual é exclusivo de Cher, a Inteligência Artificial populariza a moda.
Fonte: IstoÉ
Moda
Máscara caseira para limpeza profunda dos poros com hidratação sem ressecamento
Os remédios caseiros para cuidados com a pele têm ganhado cada vez mais popularidade por combinarem eficácia e ingredientes acessíveis, especialmente quando oferecem alternativas naturais aos cosméticos industriais.
A mistura de argila com mel destaca-se entre essas soluções, sendo uma escolha recorrente para quem almeja uma pele equilibrada e saudável graças a seus benefícios regenerativos e de limpeza, sem o uso de ingredientes sintéticos.
Quais são as principais vantagens de misturar argila com mel na rotina de cuidados?
A principal razão para unir argila com mel é conseguir um equilíbrio perfeito entre limpeza profunda e hidratação. Enquanto a argila remove impurezas nos poros e atua como desintoxicante, o mel é um umectante natural poderoso, retendo a umidade e promovendo maciez mesmo após o uso de produtos que poderiam ressecar.
Essa combinação é particularmente vantajosa para quem possui pele seca ou mista, pois oferece tanto desintoxicação quanto nutrição, além de ser uma alternativa suave para peles sensíveis. O uso regular pode ainda ajudar a revitalizar a barreira cutânea, reforçando os mecanismos naturais de proteção da pele.
A mistura de argila com mel realmente pode ajudar no combate à acne?
Sim, a mistura é conhecida por seus benefícios no auxílio ao combate à acne. A argila purifica e elimina toxinas, enquanto o mel, com propriedades antibacterianas e antioxidantes, auxilia na cicatrização de inflações típicas da acne. Estudos mostram que o uso regular pode auxiliar na diminuição das lesões e na prevenção de manchas residuais.
Antes de testar, é importante considerar possíveis sensibilidades cutâneas. Veja abaixo as principais vantagens desse uso combinado para quem lida com acne:
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Reduz impurezas e oleosidade sem ressecar.
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Acalma áreas inflamadas e promove cicatrização.
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Oferece efeito antioxidante e revitalizante.
Como posso preparar e aplicar a máscara de argila com mel passo a passo em casa?
Preparar esta máscara facial caseira é simples e pode facilmente entrar na rotina de cuidados semanais, promovendo resultados visíveis em pouco tempo. Usar ingredientes frescos e de boa qualidade intensifica seus efeitos, sendo recomendado procurar por mel puro e argila própria para uso cosmético, como a argila verde ou branca.
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Misture uma colher de sopa de argila com uma colher de sopa de mel.
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Adicione algumas gotas de água ou um hidrolato, como água de rosas ou chá de camomila, até formar uma pasta homogênea.
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Aplique a mistura uniformemente sobre o rosto, evitando a área dos olhos.
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Deixe a máscara agir por um período de 20 a 30 minutos.
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Enxágue abundantemente com água morna e seque suavemente com uma toalha limpa.
Este tratamento natural pode ser repetido uma ou duas vezes por semana, promovendo uma sensação agradável de renovação. A máscara de argila e mel, ao equilibrar limpeza e hidratação, ajuda a manter uma pele iluminada e fortalecida, além de criar uma conexão entre o bem-estar pessoal e os benefícios dos ingredientes naturais.
Recomenda-se sempre fazer um teste de sensibilidade antes da primeira aplicação, principalmente em peles reativas.
CRÉDITOS:
FOTO: Divulgação
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