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GDF investe R$ 6 milhões na reforma completa do Teatro da Praça de Taguatinga

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Apresentado nesta quarta-feira (3), no Taguaparque, projeto arquitetônico inclui instalação de iluminação cênica, acessibilidade, revestimentos, além de substituição do telhado e reforma das poltronas. Estima-se que serão gerados 200 empregos

Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Saulo Moreno

Palco de efervescência cultural, o Teatro da Praça de Taguatinga será reformado. O Governo do Distrito Federal (GDF) apresentou o projeto arquitetônico da obra nesta quarta-feira (3), no Centro Cultural do Taguaparque. O investimento estimado é de R$ 6 milhões, recursos oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Reginaldo Veras e do orçamento do Executivo local. Estima-se que serão gerados 200 empregos

“Esse momento que Brasília está vivendo em relação à cultura é muito rico, com as reformas do Teatro Nacional, o da Praça e, em breve, a reforma do Cine Itapuã, no Gama. Esse projeto foi pensado, e viemos apresentá-lo para a comunidade cultural da cidade para que avaliem, façam suas críticas e, assim que tudo estiver pronto, vamos fazer o orçamento e iniciar a obra”

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José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo

Conforme o projeto elaborado pela Secretaria de Governo (Segov) e de responsabilidade da Secretaria de Educação (SEE), haverá instalação de iluminação cênica e de estruturas de acessibilidade – como rampas e corrimãos, substituição do telhado, implantação de novos revestimentos nas paredes, pisos e teto, além de reforma das poltronas e das estruturas elétrica, hidrossanitária, de áudio e vídeo, e do sistema de condicionamento de ar e de combate a incêndio. Outras peças técnicas serão elaboradas pela pasta para que seja possível a contratação de empresa para a execução da obra.

Inaugurado em 1966, o Teatro da Praça de Taguatinga está fechado devido a uma chuva intensa que causou danos ao teto e aos banheiros, área da plateia e palco. Desde o ocorrido, o GDF trabalha para reabrir o espaço. Outros prejuízos foram identificados na edificação nos anos seguintes, como estragos no forro, nos revestimentos e esquadrias, além de inadequação do sistema de condicionamento de ar, do sistema de combate de incêndio e ausência de acessibilidade conforme a legislação vigente. Também não há infraestrutura para instalação de iluminação cênica, sonorização e tratamento acústico – elementos essenciais para apresentações artísticas.

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O projeto arquitetônico da obra receberá investimentos de R$ 6 milhões oriundos de emenda parlamentar do deputado federal Reginaldo Veras e do orçamento do Executivo local | Foto: Paulo Henrique Carvalho/Agência Brasília

“Esse momento que Brasília está vivendo em relação à cultura é muito rico, com as reformas do Teatro Nacional, o da Praça e, em breve, a reforma do Cine Itapuã, no Gama. Esse projeto foi pensado, e viemos apresentá-lo para a comunidade cultural da cidade para que avaliem, façam suas críticas e, assim que tudo estiver pronto, vamos fazer o orçamento e iniciar a obra”, salientou o secretário de Governo José Humberto Pires de Araújo. Ele também recordou que outras manutenções já foram executadas no teatro, mas que nenhuma teve a dimensão da que será realizada pelo GDF. “Vamos reformar e melhorar a infraestrutura toda, tanto na parte de som, que é muito importante e precisa ser cenográfica e acústica, como na acessibilidade.”

O deputado federal Reginaldo Veras destacou que o investimento afetará todo o centro da região administrativa. “Quando a gente devolve um centro cultural para a comunidade, os artistas e a comunidade voltam para a rua. A praça é do povo, e a melhoria do teatro, da iluminação, da circulação de pessoas certamente vai contribuir também para a segurança daquela região e para dinamizar o comércio do centro taguatinguense”, defendeu.

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A aprovação do projeto foi oficializada no Centro Cultural do Taguaparque

Com área de 900 metros quadrados, o espaço é composto por salão, com um palco e mais de 200 lugares na plateia, foyer, camarins, banheiros, entre outros ambientes. O espaço já promoveu semanas de arte e cultura, exibições de filmes, apresentações de dança, teatro, música e artes plásticas. Por lá já passaram nomes renomados, como o cantor e compositor Zeca Baleiro, o ator Antônio Nóbrega e a atriz Tônia Carrero.

“O Teatro da Praça é importante para a nossa comunidade, foi palco de grandes eventos, shows e peças teatrais do Brasil inteiro. E agora vamos ter um novo teatro: novo palco, nova iluminação, novo som, novo telhado. Não é simplesmente uma reforma, é a entrega desse novo espaço para a comunidade”, afirmou o administrador regional de Taguatinga, Renato Andrade. Com 66 anos de existência, a cidade reúne mais de 200 mil habitantes.

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O teatro pertence ao Complexo Cultural da Escola Industrial de Taguatinga (EIT), situado na Área Especial n° 6 Setor B Norte, próximo à Praça do Relógio. O complexo também inclui a primeira biblioteca pública da região administrativa, a Machado de Assis, a Academia Taguatinguense de Letras e a Biblioteca Braille Dorina Nowill, além da Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga e do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga. O equipamento é patrimônio da Secretaria de Educação do DF (SEE) e, após a reforma, será gerido pela pasta e pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec).

A comunidade cultural recebeu a notícia de braços abertos. “Não tem nem como falar da dimensão desse impacto, porque pode se estender a outras cidades e não só Taguatinga. A cultura é dinâmica e diversificada. É importante dar oportunidade aos grupos antigos e aos mais novos”, pontuou a atriz Enita Maria de Araújo, 76 anos, integrante do grupo Felizarte, formado apenas por idosos.

O artista Gerson Deveras, 49, apontou que a reforma do Teatro da Praça de Taguatinga era uma demanda antiga do setor cultural e que, por isso, será muito bem-utilizado. “As pessoas estão totalmente ávidas por espaços para se apresentar, então pode acreditar que vai haver muita movimentação naquele lugar, principalmente de teatro e dança”, disse.

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Fonte: Agência Brasilia

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Politica

DF amplia alfabetização e supera metas previstas para 2025

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Programa Alfaletrando impulsiona avanço de seis pontos percentuais no índice de crianças alfabetizadas e reforça acompanhamento pedagógico nas escolas públicas

Aprender a ler e escrever nos primeiros anos da vida escolar é um passo decisivo para toda a trajetória educacional. No Distrito Federal, esse processo apresentou avanço significativo nos últimos dois anos: o percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental passou de 59%, em 2024, para 65% em 2025, superando as metas estabelecidas tanto para o DF quanto para o país.

Os resultados estão associados à implementação do Programa de Alfabetização e Letramento do Distrito Federal (Alfaletrando), transformado em política pública distrital pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. Criado para fortalecer a alfabetização nos anos iniciais da rede pública, o programa atua em cinco eixos: governança; formação de profissionais da educação; infraestrutura e insumos pedagógicos; avaliação das aprendizagens; e compartilhamento de práticas exitosas.

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De acordo com dados da Secretaria de Educação (SEEDF), o programa alcançou mais de 56 mil estudantes em 2024 e foi ampliado para todos os anos iniciais do ensino fundamental em 2025. Em 2026, o número de estudantes matriculados já chega a 141.670. O alcance também se reflete na formação dos educadores: cerca de 2,8 mil professores participaram das ações em 2024, 3,4 mil em 2025 e aproximadamente 2,6 mil em 2026. O programa está presente em 385 escolas da rede pública.

Outro dado relevante presente no levantamento é o investimento de mais de R$ 40,3 milhões entre 2024 e 2026, destinado principalmente à Rede Distrital de Alfabetização e Letramento (Redalfa), formada por professores responsáveis pelo acompanhamento da política pública em toda a rede.

Na Secretaria de Educação, o programa também tem foco na recomposição das aprendizagens impactadas pela pandemia, especialmente entre estudantes do 3º ao 5º anos do ensino fundamental. A chefe da Unidade de Gestão Estratégica da Educação Básica da Subsecretaria de Educação Básica, Divaneide Lira Lima Paixão, destaca que os resultados refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedagógicas.

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“Tínhamos uma meta de 63% de crianças alfabetizadas em 2025 e alcançamos 65%. Isso retrata o trabalho que vem sendo feito desde a construção do Alfaletrando, um programa elaborado por profissionais da própria rede. A formação continuada, o acompanhamento pedagógico e o compromisso dos professores com a aprendizagem das crianças têm sido fundamentais para esse avanço”, ressalta.

Os resultados alcançados na educação infantil refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedágogicas

Impacto real

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Na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II, uma das unidades participantes do programa, os avanços também aparecem nos indicadores internos. Em apenas dois meses, o percentual de estudantes alfabetizados passou de 30,6% para 43,4%, crescimento de 12,8 pontos percentuais. No mesmo período, o número de alunos classificados como pré-silábicos caiu de 13,7% para 6,7%.

A diretora da escola, Michele Rodrigues Alves, atribui os resultados ao monitoramento constante da aprendizagem e ao planejamento coletivo realizado pela equipe pedagógica: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. Fazemos acompanhamento e monitoramento contínuos, investimos na formação dos professores, construímos uma rotina diária de alfabetização e trabalhamos com atividades de leitura, escrita e consciência fonológica. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula.”

Michele Rodrigues Alves: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula”

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A escola atende atualmente 622 estudantes nos turnos matutino e vespertino. Entre as estratégias adotadas estão momentos semanais de leitura, empréstimo de livros por meio da sacola literária e análises periódicas dos resultados das avaliações internas e externas para direcionar intervenções pedagógicas.

Uma das educadoras que participam das formações é a professora Raiza Morais, que atua com alunos de 6 e 7 anos. Segundo ela, as atividades desenvolvidas durante os encontros ampliam as possibilidades de ensino em sala de aula: “O programa traz atividades lúdicas que ajudam a despertar o interesse dos estudantes. A alfabetização acontece junto com o letramento, para que eles compreendam o que estão lendo. Hoje percebemos que as crianças não apenas decodificam palavras, mas entendem seus significados e conseguem relacioná-los ao mundo à sua volta.”

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Conexão com as famílias

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Doris Silva Santos nota diferença no comportamento do filho, Jonathan: “A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes”

Os reflexos desse trabalho também aparecem nas histórias das famílias atendidas pela rede pública. Mãe de Jonathan Santos Moura Pinéo, Doris Silva Santos acompanha de perto a evolução do filho, de 9 anos, desde o ingresso na escola, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual leve e TDAH. “Este ano ele está lendo e escrevendo. A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes. Ele sempre foi muito acolhido pela escola, pelos professores, pela coordenação e pelos monitores. Tudo isso ajudou muito no processo de alfabetização dele”, relata.

Para o professor Alan Julie de Oliveira, pai de Maria Eduarda, de 9 anos, e de Maria Clara, de 6, a participação da família e o ambiente escolar fazem diferença no desenvolvimento das crianças. “A escola vai muito além da sala de aula. Ela aproxima as famílias, incentiva a leitura, promove cidadania e cria um ambiente seguro para o aprendizado. Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”, afirma.

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Alan de Oliveira: “Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”

Entre os estudantes, os resultados também são percebidos no dia a dia, como conta Maria Eduarda Martins de Oliveira, que estuda na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II há quatro anos: “Eu aprendi que é melhor participar do que só ganhar. Gosto muito da biblioteca e dos livros. Essa escola me ajudou muito e hoje eu já me adaptei às regras e à convivência com os colegas e professores.”

CRÉDITOS:

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Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

Matéria: Jak Spies, da Agência Brasília

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