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Distrito Federal registra crescimento em todos os índices de violência contra a mulher

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Foto: Beto Barata – Agência Senado.jpg

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelou que o Distrito Federal registrou crescimento em todos os índices de violência contra a mulher em 2023. Além dos casos de feminicídios, que saltaram de 22 em 2022 para 33, chama atenção o aumento dos casos de perseguição (stalking), violência psicológica e violência doméstica.

O DF é a terceira unidade da federação no ranking de casos de perseguição registrados a cada 100 mil mulheres. Foram 2.283 casos em 2023, ante 1.925 denunciados em 2022, representando um crescimento de 18,6%. Conhecido como stalking, esse crime consiste na perseguição frequente, seja por meios físicos ou virtuais, causando medo e levando a uma restrição da privacidade e da liberdade da vítima. As vítimas geralmente modificam sua rotina e até mesmo se mudam de cidade para fugir do criminoso. É comum que elas também tenham medo de sair de casa, alterem os horários para sair, alternem a rota para chegar a algum lugar e troquem o número de telefone.

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Para a senadora Leila Barros, líder da Bancada Feminina no Senado e autora da Lei do Stalking, os números mostram que cada vez mais pessoas tomam conhecimento da legislação que foi sancionada em 2021. “Esses dados evidenciam a importância da Lei do Stalking e a necessidade de continuarmos trabalhando para proteger as mulheres. A conscientização é um passo fundamental, mas precisamos que o GDF implemente políticas públicas e ações concretas para garantir a segurança das vítimas. Os índices de violência contra as brasilienses estão crescendo de forma assustadora.”

Outro crime contra a mulher em alta no Distrito Federal é a violência psicológica. Os casos cresceram 39,3%, chegando a 1.304 boletins de ocorrência registrados nas delegacias da capital do país. No mesmo sentido caminharam os crimes sexuais com vítimas mulheres. O estupro cresceu 13,5% em 2023, vitimando pelo menos 294 mulheres. Esse crime também cresceu no grupo de meninas e meninos menores de 14 anos. Foram 574 registros, totalizando um aumento de 6,7% quando comparado a 2022, sendo que 458 das vítimas foram meninas.

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Violência doméstica no DF

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Os registros de violência doméstica também registraram alta no ano passado. As delegacias abriram 3.525 boletins de lesão corporal contra mulheres, um aumento de 4,8% quando comparado a 2022. O aumento das estatísticas de violência contra a mulher também reflete na quantidade de medidas protetivas de urgência (MPU) concedidas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Ao longo de 2023, foram concedidas 19.001 MPU, um número 58,5% maior que o conferido em 2022. “Precisamos fortalecer as redes de apoio e garantir que essas mulheres tenham acesso a um sistema de justiça eficiente e acolhedor,” concluiu a senadora Leila Barros.

Fonte: Ascom Senadora Leila Barros

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Politica

Tentativa de motim no MDB-DF movimenta feriado político

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Foto: Suzano Almeida / Jornal de Brasília

Emedebistas insatisfeitos com o presidente local, ameaçam a confecção de carta e articulam pedido de intervenção nacional no DF. Wellington Luiz garante união da legenda

O Feriado de Corpus Christi, que deveria ser de descanso para os brasilienses, está se mostrando agitado nos bastidores do Movimento Democrático Brasileiro do Distrito Federal (MDB-DF). Parlamentares, segundo eles, com o aval do próprio ex-governador Ibaneis Rocha realizam, nesta sexta-feira (5), um motim pela saída do presidente regional da sigla Wellington Luiz.

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Segundo um dos parlamentares envolvidos, que não quis se identificar, “há uma insatisfação local e nacional” com Wellington Luiz, que também é presidente da Câmara Legislativa, em relação ao apoio dado à governadora Celina Leão (PP).

O emedebista afirma que, após a reunião com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, cobrando que a chefe do Executivo local anunciasse formalmente que Ibaneis Rocha era o candidato de sua chapa, especialmente os distritais esperavam ganhar mais espaço no governo e, ainda, que Baleia tivesse sua palavra ratificada por Wellington.

“Esse é um movimento da [direção] nacional. Alguma coisa deve acontecer ainda hoje. O presidente Baleia está se sentindo desprestigiado, depois que na reunião ele bateu o pé e disse que o MDB teria candidato na majoritária e o Wellington disse que a candidata era a Celina, depois que saiu da reunião”, disse o emedebista.

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A confecção de uma carta assinada pelos deputados da sigla chegou a ser cogitada, pela manhã desta sexta-feira, porém houve um recuo de distritais fiéis a Wellington e que não gostariam de se indispor com o colega.

Defesa

Por outro lado, esses mesmos aliados de Wellington negam que exista a intenção de mudança. “O que sabemos é que o Ibaneis está em São Paulo, mas ainda não sabemos se terá alguma reunião. É o [ex-]governador quem está insatisfeito e querendo a presidência para impor para a [governadora] Celina as condições do partido para apoiar a candidatura dela, depois que ela não recuou das ameaças dele”, afirmou. “Tem um deputado sentindo a dor pelo chifre do outro”, brincou.

Baleia Rossi

A divisão dentro do MDB é gritante. Ainda de acordo com o aliado de Wellington Luiz, o próprio parlamentar, após o encontro com o presidente Baleia Rossi na casa de Ibaneis, teria elogiado a postura do presidente regional ao não entregar a presidência. A Wellington, o presidente nacional teria pedido apenas que ele sempre informasse sobre as decisões tomadas no DF.

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“O Baleia falou para o Wellington que o MDB terá candidato majoritário na chapa da Celina. Pode ser o Ibaneis ou outro, se o governador estiver inviabilizado. Mas ele está fazendo movimentos para assumir o partido”, garantiu.

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Pelo lado da federação União-Progressista – formada pelo União Brasil e o PP -, o presidente nacional do União, Antônio Rueda também foi acionado pelo MDB nacional para que interviesse favoravelmente ao MDB local. A conversa seria uma forma de buscar garantir que as duas legendas disputem juntas o Governo do Distrito Federal.

Ibaneis e Wellington

Outro emedebista garantiu que a viagem do governador Ibaneis Rocha para São Paulo seria para um encontro com o presidente Baleia Rossi com o intuito de falar sobre a mudança de comando.

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Ao Jornal de Brasília, no entanto, o ex-governador Ibaneis Rocha afirmou: “a última vez que vi o Baleia foi no dia em que ele almoçou em minha casa”. Ele garantiu ainda que sua estadia em São Paulo não tem relação com um possível encontro com o presidente nacional da legenda. “Estou com minha e com meu filho que veio morar aqui.”

Também procurado, o presidente regional do MDB-DF não quis comentar o assunto, mas garantiu que não haverá racha no partido. “Estou extremamente tranquilo e o MDB do Distrito Federal está unido para disputar as eleições deste ano”, declarou.

Jornal de Brasilia

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