Politica
Campanha “Mulher, Não se Cale!” chega às feiras permanentes de Brasília para combater violência de gênero
O DF registra o maior número de denúncias de violência de gênero em 14 anos/Foto:Reprodução
A ação dará início dia 02 de agosto, busca conscientizar a população promovendo debates em locais de grande circulação
A campanha “Mulher, Não se Cale!”, uma iniciativa da Secretaria da Mulher em parceria com o Instituto Inside Brasil, está sendo relançada, desta vez focando nas grandes feiras permanentes do Distrito Federal. Após passar por várias estações de metrô e terminais rodoviários, o objetivo agora é conscientizar a população sobre todo e qualquer tipo de violência praticada contra as mulheres, fornecendo informações e apoio diretamente no cotidiano das pessoas através da distribuição de panfletos, banners e suporte. A campanha começa no dia 02 de agosto e vai até 22 de setembro.
Segundo o Presidente do Instituto Inside Brasil, Robielisson Medeiros, a expectativa é de alcançar mais pessoas de diferentes gêneros que passam nas feiras durante esse período.
‘‘Minha expectativa para este ano é mais alta do que a anterior. No ano passado, alcançamos uma média de 120 mil pessoas, e espero que este ano o número seja maior. Além disso, também queremos atingir homens que têm pouco conhecimento sobre o assunto ou que não se manifestam em determinadas situações. Graças a Deus, em 2024 tivemos menos denúncias comparado ao ano passado, mas o número ainda é alto e, por isso, o movimento está mais forte do que nunca’’.
Durante as ações serão usados óculos de realidade virtual para demonstrar como identificar e se defender da violência no ambiente virtual, que tem criado novas formas de violência de gênero. É o caso do “estupro virtual”, ato de ameaçar alguém para praticar, em frente a uma webcam, atos sexuais.
As atuações ocorrerão nas feiras: Central de Ceilândia, Feira do Setor “O”, Feira Permanente do P Norte, Feira do Produtor de Ceilândia, Shopping Popular de Ceilândia, Feira de Sobradinho I, Feira de Sobradinho II, Feira de Confecção de Planaltina e Feira do Produtor de Planaltina às sextas-feiras, sábados e domingos, entre os dias 02/08/2024 e 22/09/2024.
DF Registra Níveis Recordes de Violência Doméstica
Em 2023, o Distrito Federal registrou o maior número de casos de violência doméstica em 14 anos, com mais de 52 ocorrências diárias relacionadas à Lei Maria da Penha. Esse aumento alarmante destaca a urgência de iniciativas como a campanha “Mulher, Não se Cale!”.
Apesar da Lei Maria da Penha, uma das legislações mais avançadas do mundo no combate à violência contra as mulheres, estar em vigor há 18 anos, a taxa de violência continua elevada. A campanha visa intensificar a conscientização e incentivar as vítimas a denunciarem seus agressores, buscando reduzir esses números preocupantes.
Segundo o artigo 7º da Lei nº 11.340/2006, existem cinco formas de violência:
Sexual – Forçar ou intimidar a mulher a uma relação sexual não desejada.
Física – Bater, empurrar, cortar, puxar o cabelo, atirar objetos, etc.
Patrimonial – Retenção, subtração ou destruição de bens/objetos da mulher.
Psicológica – Intimidar, constranger, manipular e explorar.
Moral – Caluniar, difamar ou injuriar.
Esses são os principais canais de denúncia disponíveis:
– Disque 190 – Emergência Policial
– Ligue 180 – Central de Atendimento às Mulheres
– Disque 197 – Disque Denúncia
– (61) 3207-6172 – Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM)
Para saber mais informações sobre a campanha, acesse: www.mulhernaosecale.com.br e acompanhe nas redes sociais @mulhernaosecale_df
Politica
Fernanda Machiaveli sobre avanços na reforma agrária: “Reduzir concentração fundiária e garantir terra a quem quer trabalhar”
Titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar é entrevistada e detalha estratégias do Governo do Brasil para garantir que famílias sejam assentadas
Para ilustrar o avanço da reforma agrária e o que tem sido realizado pelo Governo do Brasil nesta frente de atuação, a ministra Fernanda Machiaveli destacou ao longo do programa “Bom Dia, Ministra” o empenho na solução de conflitos fundiários no país, assim como a conquista de 27 mil novos lotes para a Reforma Agrária e a inclusão de mais de 230 mil famílias assentadas no programa, desde 2023 . A titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi entrevistada por profissionais de imprensa de várias regiões do país nesta quarta-feira, 15 de abril.
“A concentração fundiária é um dos maiores desafios que hoje a gente tem no nosso território. Nós temos, por exemplo, a agricultura familiar, que corresponde a 77% das propriedades de acordo com o Censo Agropecuário, e ela ocupa apenas 23% da área agricultável. Então a gente tem uma concentração. E muitas famílias ainda aguardam a possibilidade de terem acesso à terra, para que elas possam produzir alimentos, viverem da terra, seguirem na produção e dessa forma também a gente consegue aumentar a oferta de alimentos nas cidades”, declarou Machiaveli.
O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra, que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”
Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Durante a entrevista, a ministra detalhou ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.
“O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”, explicou a ministra.
Fernanda Machiaveli prosseguiu apresentando mais informações sobre o cenário atual. “São 27 mil novos lotes que foram disponibilizados para a reforma agrária. Nós investimos como nunca. Essas famílias que estão chegando para a reforma agrária, elas têm direito a um apoio, que é um crédito instalação, que chega na terra e recebe a terra nu. Elas precisam de um mínimo de suporte para conseguirem estruturar a produção. Investimos R$ 1,7 bilhão nesse crédito, que é muito facilitado, que tem até 90% de desconto para quem paga em dia — para quem estruturar, quem está saindo numa situação de pobreza, está lá no CadÚnico e passa a ter o acesso à terra. E além de avançar no processo de obtenção de acesso à terra, nós garantimos a chegada das políticas públicas nos assentamentos”, complementou.
A retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios em todo o país.
Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação. “No mês de abril, saem mais decretos que destinam áreas para a reforma agrária, além do conjunto de compras que estamos fazendo, ações de adjudicação, que é conseguir a terra dos grandes devedores, que pagam suas dívidas com terra que é destinada para agricultores que hoje estão no CadÚnico, em situação de pobreza e que passam agora a ter acesso e apoio para fazerem a produção de alimento nessas áreas”, listou.
“Essas são as metas para a reforma agrária. Vamos seguir trabalhando firme para avançar e reduzir a concentração fundiária, mas mais importante do que isso, garantir terra para quem quer trabalhar, para quem quer produzir, porque o Governo do Brasil apoia todos os trabalhadores rurais”, declarou.”São passos que fazem com que nós possamos hoje ter uma situação de redução de conflitos fundiários, redução de mortes no campo, mas ainda muito avançar, porque nós reconhecemos que as famílias que estão acampadas precisam ainda de um auxílio para conseguirem avançar, acessar a terra”, finalizou Fernanda Machiaveli.
Em paralelo também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira (15/4) a Rádio TV Metropolitana (Piracicaba/SP), Rádio CBN (Caruaru/PE), Portal Mais Goiás (Goiânia/GO), Jornal Diário do Comércio (Belo Horizonte/MG), Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA), Rádio 95 FM (Mossoró/RN) e Rádio Oceano (Rio Grande/RS).
CRÉDITOS:
FOTO: Diego Campos/Secom-PR
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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