Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Saúde

Até 2044, 48% dos adultos brasileiros serão obesos: saiba como prevenir e diagnosticar 

Publicado em

Créditos: Depositphotos

Mais do que uma questão meramente estética, obesidade é tratada como doença. Acompanhamento médico e exames regulares auxiliam no tratamento e prevenção das complicações.

No ritmo atual, quase metade dos adultos brasileiros (48%) terá obesidade até 2044, e outros 27% apresentarão sobrepeso. O dado faz parte de uma pesquisa divulgada em junho pela Fiocruz e chama a atenção para a importância da prevenção à condição. A obesidade pode desencadear complicações graves, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e até mesmo câncer.

Advertisement

Em 11 de outubro, o Brasil celebra o Dia Nacional de Prevenção à Obesidade. A data foi criada para conscientizar a população sobre os riscos da doença crônica, caracterizada pelo excesso de gordura corporal e o surgimento de complicações relacionadas. De acordo com o Mapa da Obesidade, a condição aumentou 72%, no Brasil, entre 2006 e 2019.

Endocrinologista do Laboratório Carlos Chagas/Sabin Diagnóstico e Saúde, Renata Pinto Camia, explica que a obesidade tem várias causas. Entre elas estão a má alimentação e o sedentarismo, além de fatores psicológicos, hormonais, genéticos e ambientais. Mas como prevenir?

“A prevenção da obesidade envolve mudanças no estilo de vida, como a adoção de uma alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas. Além disso, o acompanhamento médico regular é fundamental para monitorar a saúde e identificar qualquer alteração de peso ou na produção de hormônios”, destaca a médica.

Advertisement

A especialista reforça a importância de tratar a obesidade como uma condição de saúde. “Precisamos desmistificar a ideia de que a obesidade é uma questão estética. Ela é uma doença séria, que afeta a qualidade de vida e a saúde do paciente como um todo. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações”, alerta.

Leia Também:  Quarta edição da Feira da Uva e do Vinho de Brasília divulga balanço final com R$ 30 milhões em negócios gerados

Sinais

O ganho de peso é o sintoma mais visível da obesidade, mas o cansaço constante e a falta de energia também indicam a necessidade de procurar auxílio médico. Essas sensações estão associadas à sobrecarga do corpo pelo excesso de peso. Vale destacar que o diagnóstico da obesidade vai além do número mostrado na balança.

Advertisement

“A obesidade é diagnosticada principalmente por meio do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que é a relação entre o peso e a altura da pessoa. Um IMC entre 25 e 29,9 indica sobrepeso. Acima de 30 já caracteriza obesidade”, afirma a endocrinologista.

Ela ressalta que o IMC, embora seja uma medida prática, não avalia com precisão a distribuição da gordura corporal. “Por isso, também é comum medirmos a circunferência abdominal, já que o acúmulo de gordura na região abdominal está associado a um maior risco de doenças cardiovasculares. Além disso, há exames complementares que podem auxiliar na avaliação geral da saúde do paciente”, acrescenta.

Exames

Advertisement

Considerado o teste mais comum no Brasil, o exame de sangue é um dos procedimentos que podem ser indicados para avaliar os riscos associados à obesidade. Coordenadora técnica do Sabin, a bioquímica Luciana Figueira explica que a avaliação permite detectar níveis elevados de glicose, colesterol e triglicerídeos, o que pode indicar maior risco para doenças como diabetes tipo 2 e problemas cardíacos, ambos associados à obesidade.

Leia Também:  Implante de tecido ovariano jovem em mulheres na menopausa será a nova fronteira da Reprodução Humana, aponta especialista

“É importante que os exames de sangue sejam realizados com regularidade, especialmente para pessoas com fatores de risco, como histórico familiar de doenças metabólicas ou obesidade. A periodicidade pode variar para cada caso, mas a recomendação geral é pelo menos uma vez por ano”, afirma.

Exames que avaliam a produção de hormônios da glândula tireoide, como o TSH e T4 livre, também podem ser indicados. Isso porque, distúrbios na produção hormonal podem favorecer o ganho de peso. Em ambos os casos, o procedimento é feito a partir de uma amostra de sangue do paciente.

Advertisement

A endocrinologista Renata Camia cita como exemplo o hipotireoidismo, que ocorre quando a glândula tireoide produz menos hormônios do que o necessário. “Algumas doenças da tireoide, como o hipotireoidismo, reduzem a velocidade do metabolismo. Isso aumenta a predisposição à obesidade, por isso é importante confirmar ou descartar a hipótese”, explica.

Além das alterações hormonais, a médica também chama atenção para o impacto de certos medicamentos no controle de peso. “Muitos antidepressivos e estabilizadores de humor, usados com maior frequência atualmente, podem contribuir para o ganho de peso. Isso acontece porque eles podem interferir no metabolismo e no equilíbrio hormonal do paciente. Por isso, é fundamental que o uso desses medicamentos seja sempre acompanhado por um médico, que poderá avaliar os benefícios e ajustar o tratamento, quando necessário”, orienta.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Saúde

Unidades de Pronto Atendimento do DF recebem ações voltadas ao cuidado com a saúde mental

Published

on

Iniciativa integra a Campanha do Janeiro Branco e é desenvolvida pelo Projeto Acolher, do IgesDF
Por Ivan Trindade
Música, escuta ativa e diálogos sobre saúde mental marcaram as ações da Campanha do Janeiro Branco realizadas nesta semana nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e em polos administrativos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Em meio à rotina intensa de quem atua diariamente no atendimento à população, o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NUVID), por meio do Projeto Acolher, levou às unidades a ação “Prosa e Melodia”.
A iniciativa promoveu momentos de acolhimento, integração e sensibilização. Psicólogos conduziram conversas leves e informativas, reforçando a importância do autocuidado e destacando que profissionais que cuidam do outro também precisam ter sua saúde mental preservada.
As atividades integram a programação do Janeiro Branco nas unidades geridas pelo IgesDF. O ciclo de ações teve início no dia 12 de janeiro, passando pelas UPAs do Gama, Planaltina, Samambaia e Recanto das Emas. No dia 13, foi a vez das equipes de São Sebastião e Paranoá. Já no dia 14, as ações chegaram às UPAs de Brazlândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Sobradinho e Vicente Pires, sempre com o objetivo de fortalecer o bem-estar e estimular a escuta ativa no ambiente de trabalho.
O propósito central da campanha é contribuir para a construção de um ambiente institucional mais humano, saudável e confiável. Segundo os organizadores, o cuidado com a saúde mental dos colaboradores impacta diretamente a qualidade da assistência prestada ao cidadão, formando uma cadeia positiva que começa no trabalhador e se reflete no atendimento ao paciente.
Para o diretor-presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a campanha evidencia o compromisso do Instituto com quem sustenta diariamente a saúde pública. “Sabemos que a rotina dentro de uma UPA exige preparo técnico, mas também equilíbrio emocional. Criar espaços como este significa reconhecer o valor do colaborador e proteger sua saúde mental, garantindo um atendimento mais humanizado à população. O Janeiro Branco materializa uma política de valorização do trabalhador, baseada no diálogo, na escuta e na aproximação entre gestão e equipes”, destaca.
Colaborador em primeiro lugar
Segundo a chefe do NUVID, Paula Paiva, a adesão crescente dos profissionais demonstra que a saúde mental deixou de ser um tabu dentro da instituição.
“O principal objetivo da ação é conscientizar os colaboradores sobre a importância do autocuidado para o bem-estar pessoal e para a qualidade do atendimento ao público. Vamos percorrer todas as unidades geridas pelo Instituto. Somente nas UPAs, cerca de 800 colaboradores serão diretamente impactados, com foco na redução da ansiedade e no estímulo à presença no momento atual”, afirma.
Na UPA de Brazlândia, a gestão percebe de perto os efeitos da iniciativa. O gerente substituto da unidade, Igor Cavalcante, relata que os profissionais se sentiram valorizados.
“O nosso cotidiano é muito intenso. Somos cerca de 160 colaboradores, além de terceirizados. Nesse cenário, ações como essa promovem acolhimento, conscientização e valorização, contribuindo para um ambiente menos pressionado e para a melhoria direta da qualidade do atendimento à população”, pontua.
Para o gerente da UPA do Núcleo Bandeirante, Neviton Batista, cuidar da saúde mental dos colaboradores não é uma opção, mas uma necessidade. “Pessoas emocionalmente saudáveis trabalham melhor, se relacionam melhor e têm mais qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho. Lidamos diariamente com pressão, sobrecarga e responsabilidades que não ficam do lado de fora quando entramos na instituição”, observa.
No dia 15, a ação também foi realizada no PO700, sede administrativa do IgesDF, reunindo colaboradores de diversos núcleos em um momento de diálogo, música e incentivo à busca por apoio e cuidados com a saúde física e mental. Na mesma data, as UPAs de Ceilândia I e II também receberam as equipes do Projeto Acolher.
Proposta continuada
O Projeto Acolher já é reconhecido internamente por atender a uma demanda essencial dos trabalhadores. Entre os serviços ofertados estão atendimentos em psicologia, psiquiatria, acupuntura, nutrição, meditação, Reiki e ginástica laboral, além de ações pontuais como o “Prosa e Melodia”.
A técnica de segurança do trabalho Luzia Tânia, que atua na UPA de Brazlândia, destaca a importância da iniciativa. “Atos como esse promovem a saúde mental dos colaboradores. Aqui criamos um painel com frases motivacionais, incentivando cuidados como a prática de atividades físicas e de lazer para aliviar o estresse da rotina hospitalar. O cuidado com a saúde mental impacta diretamente a qualidade do trabalho e a prevenção de acidentes”, ressalta.
O calendário de ações segue ao longo do mês, incluindo atividades no Centro de Distribuição, no dia 21, e será estendido às unidades administrativas e hospitalares do IgesDF.
Para Paula Paiva, o Janeiro Branco vai além de um marco simbólico. “Para o IgesDF, proteger a saúde mental é parte de uma gestão contínua. Isso preserva talentos, fortalece o espírito de equipe e melhora a qualidade do serviço público de saúde. Em um cenário de demandas crescentes, cuidar de quem cuida é um compromisso institucional”, finaliza.
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Evento oferece consultas gratuitas para mulheres em situação de vulnerabilidade, nesta segunda (3)
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA