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Funarte lança Circuito Pixinguinha em Brasília com apresentação de Alaíde Costa e Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro (OSTNCS)
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A OSTNCS, além dos repertórios clássicos e eruditos de todos os tempos, destaca-se pela capacidade de abraçar outros estilos. É mesmo algo que, em boa medida, até a caracteriza. Ao longo de sua trajetória, foram inúmeras apresentações ao lado de artistas populares como Martinho da Villa, Zizi Possi, Tom Jobim, Wagner Tiso, Ivan Lins, Fagner, Fafá de Belém, Sandra de Sá, Bibi Ferreira, Francis Hime, Sergio Ricardo, Toninho Ferragutti, Ed Motta, Spok Frevo, Plebe Rude, Paulinho da Viola, Toquinho e Hamilton de Holanda. Esta junção do clássico e do popular também é uma das especialidades do maestro e arranjador Joaquim França.
“Ao longo da história, a música clássica e a música popular sempre, esteticamente, influenciaram uma à outra nos seus mais variados gêneros musicais. Um músico só é completo quando transita por estes dois mundos. O repertório popular que Alaíde Costa interpretará no concerto com a OSTNCS caiu como uma luva na formação instrumental de uma orquestra sinfônica, numa clara demonstração de que não deve haver barreiras entre os estilos. Com certeza será um espetáculo feito de momentos especiais e de grandes emoções, principalmente pelo fato de que estaremos diante de uma das maiores intérpretes da música brasileira, sendo acompanhada por uma das principais orquestras do Brasil”, declara o maestro.
O projeto, que ficou com a 1ª colocação da região Centro-Oeste no retorno no projeto Pixinguinha, foi desenvolvido pela GRV Música Media e Entretenimento. “Consideramos este espetáculo como o ponto de partida para as comemorações dos 25 anos da nossa companhia. É uma honra celebrar a qualidade da música do nosso país em um projeto com artistas tão emblemáticos”, afirma Gustavo Vasconcellos, à frente da GRV.
O Circuito Pixinguinha, dedicado à música brasileira, faz parte da Funarte Rede das Artes – programa de difusão nacional composto por cinco editais: Carequinha, para o circo, Klauss Vianna, para a dança, Marcantonio Vilaça, para as artes visuais, Myriam Muniz, para o teatro, além do Pixinguinha. O Circuito Pixinguinha é formado por 44 projetos que percorrerão todas as regiões do país, realizando circuitos, criando conexões e ressaltando a força da música brasileira. Entre os projetos, estão variados gêneros, estilos e linguagens musicais. De Norte a Sul, de Leste a Oeste, cada iniciativa contribuirá para a valorização das cenas e talentos locais. O Circuito Pixinguinha festeja a diversidade musical do Brasil e reconhece cada projeto como importante elo da rede das artes.
Este projeto foi possível graças ao apoio do Programa de Difusão Nacional Funarte Rede das Artes, vinculado ao Ministério da Cultura, e à parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Sobre Alaíde Costa
Alaíde impressionou desde sempre. Ainda em 1956 se profissionalizou como crooner do Dancing Avenida, no Rio de Janeiro. A essa altura havia vencido os mais prestigiados programas de calouros da história do rádio brasileiro como os de Paulo Gracindo, Renato Murce e Ary Barroso. Não bastando encantar com sua voz delicada e afinadíssima, Alaíde também fez bonito como compositora, estreando com a canção “Tens que pagar”, em parceria com Airton Amorim. Na mesma época ganhou o prêmio de melhor intérprete da música popular brasileira. Em 1959, aconselhada por João Gilberto, enturmou-se com os jovens participantes de um novo movimento e lançou o seu primeiro LP de 12 polegadas Gosto de Você. Gravou músicas de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Donato, João Gilberto, Carlos Lyra e Ronaldo Boscoli. Eram os primórdios da Bossa Nova. Alaíde participou com destaque de quase todos, e seus números eram aplaudidos entusiasticamente. O resto é história que ela continua construindo.
Problemas de saúde a afastaram do palco de 1965 a 1972. Retornou gravando com Milton Nascimento a faixa Me Deixa em Paz, incluída no LP Clube da Esquina. De 1988 para cá foram vários álbuns como Amiga de Verdade, com a participação de Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Ivan Lins e Egberto Gismonti; Alaíde Costa & João Carlos Assis Volume I e II, Falando de Amor, Tudo Que o Tempo me Deixou, Alegria é Guardada em Cofres, Catedrais, álbuns em homenagem a Milton Nascimento e Johnny Alf entre outros projetos. Ao lado de Johnny, inclusive, viveu um dos momentos especiais de sua carreira, com a apresentação no London Jazz Festival.
Também teve a oportunidade de mostrar ao público o seu talento de compositora no projeto Canções de Alaíde, primeiro registro inteiramente autoral em que a apresenta parcerias com importantes figuras do mundo musical brasileiro como Tom Jobim, Jobim, Vinícius de Moraes, Johnny Alf, Hermínio Bello de Carvalho, Geraldo Vandré, entre outros. Vale lembrar que em todas as parcerias registradas nesse recente álbum, Alaíde é autora das melodias, todas elas compostas no piano que recebeu de presente do amigo Vinícius de Moraes.
Alaíde nunca parou de cantar, nunca ficou sem gravar (são mais de 20 discos) ou se apresentar em shows. É uma das poucas artistas vivas que passou por todos os formatos de mídia – desde o 78RPM, LP, K7, CD e agora o streaming. Nos últimos anos, parcerias deram novo vigor a uma carreira cheia de coerência artística, como “O que meus calos dizem sobre mim”, produzido por Emicida, Pupillo (Nação Zumbi) e Marcus Preto.
Boa parte de sua trajetória está registrada no livro “Alaíde Costa: faria tudo de novo”, escrito por Ricardo Santhiago. Mas isso foi em 2013, mais de 10 anos se passaram e Alaíde acrescentou inúmeras realizações à sua trajetória, sendo cada vez mais reconhecida. Em 2023, por exemplo, subiu ao palco do Carnegie Hall, em NYC, no show em comemoração aos 60 anos da Bossa Nova. Se havia alguma dúvida, ali ficou claro sua relevância para o movimento. Também não poderia ficar de fora o álbum “Pérolas Negras”, gravado em 2024 ao lado das amigas Eliana Pittman e Zezé Motta.
Em 2023, durante show que homenageou João Gilberto em abril de 2023, em São Paulo, falou: “Vou fazer 88 anos, tenho 70 de carreira, e olha que loucura: as pessoas me descobriram agora!”. Ela aproveita a oportunidade de fazer o que mais ama na vida com o melhor dos sorrisos no rosto e com uma disposição de impressionar. Atualmente, está em turnê por todo o Brasil com nada menos que três shows: “50 anos depois daquele disco com o Oscar”, “Alaíde Costa canta Domingo de Gal e Caetano” e “Pérolas Negras”. Aos 89 anos ainda tem sonhos a realizar: quer se apresentar no icônico Olympia de Paris.
Sobre o maestro Joaquim França
Maestro e arranjador, Joaquim França tem formação em regência e licenciatura em música pela Universidade de Brasília. Foi maestro titular da Orquestra Filarmônica de Brasília no período de 1993 a 2007, onde acompanhou grandes artistas da MPB como Francis Hime, Guilherme Arantes, Édson Cordeiro, Rosa Passos, Ivan Lins, Oswaldo Montenegro, Hamilton de Holanda, e várias estrelas da música erudita.
Regeu diversos concertos com a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, onde, no período de 2003 a 2006 atuou como regente assistente do maestro Silvio Barbato. Figurou entre os cinco melhores arranjadores do 1º Concurso Nacional de Arranjos para Banda Sinfônica, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Gravou para TV e em CD, a trilha sonora da minissérie “Quando fui morto em Cuba”, com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Como maestro e arranjador participou do CD “Eduardo Rangel e Orquestra Filarmônica de Brasília”; do concerto “Brasília Rock Sinfônico” com turnê nacional culminando no lançamento do DVD “Trampa Sinfônica”; do DVD “Choro Sinfônico”, com a Orquestra Filarmônica de Brasília e o bandolinista Hamilton de Holanda; do espetáculo “Brasil Clássico Caipira”, com turnê nacional em 2009 e gravação de vídeo para a Rede Brasil de Televisão.
Com a Orquestra Brasília Sinfônica participou como maestro e arranjador em concertos com Guilherme Arantes, Daniel, Fagner e Fafá de Belém.
Como arranjador, possui trabalhos executados por orquestras, bandas de música e corais de todo o Brasil. É professor da Escola de Música de Brasília, onde atuou por vários anos como maestro da Orquestra Sinfônica da Escola e hoje leciona as disciplinas de História da Música, Harmonia e Contra Ponto.
Sobre a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro
Fundada em março de 1979 pelo maestro Claudio Santoro, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional recebeu o seu nome após sua morte, em 1989. Uma das principais instituições do gênero no Brasil, em sua trajetória de 45 anos de existência realizou milhares de concertos, temporadas de ópera e ballet, acompanhou artistas nacionais e internacionais, participou de gravações, turnês nacionais e internacionais.
Atualmente dirigida pelo maestro Claudio Cohen, a orquestra, além de Claudio Santoro, foi regida ao longo dos anos por nomes como Emilio De César, Silvio Barbato, Elena Herrera, Ira Levin, Yalchin Adigezalov, Julio Medaglia, Guerra Peixe, Francisco Mignone, Camargo Guarnieri, Sergio Magnani, Henrique Morelembaum, Emmanuel Villaume, Cesário Costa, Kalman Berkes, Daniel Lipton, Joao Carlos Martins, Isaac Karabitchewsky, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Roberto Montenegro, Antonello Allemandi, Francesco La Vecchia, Eugene Kohn, Christian Lindberg, Werner Erhardt, Tomomi Nishimoto, Jesus Medina, Piotr Sulkowski, Doron Salomon e Alvaro Manzano.
Maestro Cláudio Cohen tem em sua linha de atuação os Concertos Sociais, Educacionais, Festival de Ópera, Seminário Internacional de Dança, Concertos da Temporada Oficial, Concertos das Nações em parceria com as Embaixadas, Concertos Pop, Concertos nas Cidades e ao ar livre, série Concertos nos Parques, em uma ampla atuação nos diversos segmentos da sociedade, tais como Hospitais do Câncer, Rede Sarah e Hemocentro.
Como solistas convidados se destacaram: Nelson Freire, Jean Pierre Rampal, Arnaldo Cohen, Ilya Gringolts, Aprille Millo, Rosana Lamosa, Fernando Portari, Claudia Riccitelli, Martin Muhele, Luisa Francesconi, Celine Imbert, Yara Bernetti, Shlomo Mintz, Antonio Menezes, Nicolas Koeckert, Duo Assad, Kristina Miller, Emmanuel Barrueco, Artur Moreira Lima, Leo Gandelmann, Trio Smetana, Vedrana Simic, Sebastian Manz, Herbert Schuch, Boris Giltburg, Julian Steackel, Abel Pereira, Alison Balsom, Aimam Mussakhajaieva, além de inúmeros artistas populares como Ivete Sangalo, Fernanda Takai, Lobão, Ziizi Possi, Jerry Adriani e até Renato Russo, através do recurso do holograma.
Grandes instituições também participaram dos eventos da OSTNCS, como Ballet Bolshoi, Ballet Kirov e Ballet da Opera de Paris.
Entre os tantos momentos marcantes vivenciados pela orquestra estão o primeiro show/concerto do novo Estádio Nacional Mané Garrincha, atual Arena BRB Mané Garrincha, o concerto em celebração dos 40 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e China e apresentações Brasil e mundo afora.
Serviço:
Projeto Pixinguinha
Alaíde Costa e a categoria da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro
31 de outubro
Solenidade de abertura: 20 horas
Show: 20h30
Classificação indicativa: livre
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Acampamento Terra Livre inicia atividades do Abril Indígena, em Brasília (DF)
A programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, além de apresentar respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia.
Considerado um mês de mobilização nacional, resistência e visibilidade para os povos indígenas do país, o Abril Indígena tem início com a realização do Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o ATL 2026 ocorrerá entre os dias 5 e 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). A mobilização é uma iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).
Em sua 22ª edição, a programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, ao mesmo tempo em que apresenta respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia. A mobilização está dividida em cinco eixos: A Resposta Somos Nós; Nosso Futuro Não Está à Venda; Nossa Luta Pela Vida!; Terra Demarcada, Brasil Soberano e Democracia Garantida; e Diga ao Povo que Avance!.
No dia 6 de abril, lideranças de todas as regiões do país debaterão a violência vivida durante a ditadura militar na plenária “Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas”. A mesa é organizada pelo Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas, iniciativa que tem como propósito ampliar o debate público sobre a justiça de transição para os povos originários e, principalmente, formular uma proposta de instituição de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV).
No dia seguinte, a programação será marcada pela marcha “Congresso inimigo dos povos: nosso futuro não está à venda”. Em 2026, ao menos seis propostas anti-indígenas tramitam no Congresso Nacional, como a PEC 48 (Marco Temporal); PDLs contra demarcações (717/2024, 1121/2025, 1126/2025 e 1153/2025); o GT de Mineração em TIs; o PL 6050/2023 (Exploração Econômica); e o PL 6093/2023 (PL do Agro).
Já no dia 8, o movimento indígena fortalece sua atuação em espaços internacionais como parte de uma estratégia política de resistência e articulação, na plenária “Do território tradicional ao cenário global: o movimento indígena brasileiro na luta socioambiental”. Além da mesa, a APIB também promoverá um encontro entre lideranças indígenas e embaixadas, bem como um encontro de comunicadores indígenas da Guatemala e do Brasil.
As eleições de 2026 também farão parte dos debates do Acampamento Terra Livre, na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós”. A plenária ocorrerá no dia 9 e leva o nome do manifesto publicado pela APIB no ano passado, no qual reafirma o compromisso de seguir com a Campanha Indígena e o projeto de aldeamento da política. “Não existe agenda climática sem protagonismo político indígena”, diz trecho da carta.
Além da Campanha Indígena, o dia 9 será marcado pela marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”. Segundo a APIB, até o mês de março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas estão prontas para serem homologadas e aguardam apenas a assinatura do presidente Lula. Outras 34 dependem do ministro da Justiça para a emissão da portaria de declaração.
A programação do acampamento se encerra com a plenária e a leitura do documento final, no dia 10 de abril. Os dias 5 e 11 serão reservados para chegada e retorno das delegações aos seus territórios. Acesse a programação completa aqui: Link .
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) lançou uma campanha de arrecadação para o acampamento. Para contribuir, basta acessarhttps://www.
Sobre o ATL
Há 22 anos, o ATL reúne, na capital federal, milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país para denunciar violações de direitos, incidir sobre o poder público e defender seus territórios.
No ano de 2025, o ATL reuniu mais de 9 mil indígenas em Brasília. Com o tema “APIB somos todos nós: em defesa da Constituição e da vida”, a mobilização celebrou os 20 anos de luta e conquistas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.
Em sua carta final, o acampamento reforçou a defesa dos direitos territoriais e o protagonismo indígena na agenda climática global. “Nossa ciência e sistema ancestral, expressos na agroecologia, nas economias indígenas, na gestão coletiva dos territórios e na nossa relação espiritual com a Mãe Natureza, preservam a biodiversidade, todas as formas de vida, incluindo os mananciais, e sustentam sistemas alimentares saudáveis e equilibrados. Por isso, demandamos a retomada imediata das demarcações de todas as terras indígenas no Brasil como uma política climática efetiva, além do financiamento direto para a proteção integral dos nossos territórios e dos nossos modos de vida.”
Sobre a APIB
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) é uma instância de referência nacional do movimento indígena, criada de baixo para cima. Ela reúne sete organizações regionais indígenas (Apoinme, ArpinSudeste, ArpinSul, Aty Guasu, Conselho Terena, Coiab e Comissão Guarani Yvyrupa) e foi criada para fortalecer a união dos povos indígenas, a articulação entre as diferentes regiões e organizações, além de mobilizar contra ameaças e agressões aos direitos indígenas.
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